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Wellington Junior: "Não teve estrelismo no Mundial"

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Guilherme Pannain - 17/01/2010

Com a chegada de Maurício Assumpção à presidência, as categorias de base ganharam força no Botafogo. Departamentos foram criados, novos profissionais e jogadores contratados. O clube, que não disputava a Copa São Paulo, voltou também a marcar presença nos gramados paulistas e participar também de competições no país e no exterior. Mais uma vez na vitrine, viu surgirem garotos no time principal e começou a colher os frutos da mudança em sua estrutura.

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Laio, Gabriel, Milton Raphael, Caio são algumas promessas botafoguenses para a próxima temporada. Wellington Junior, vice-campeão mundial sub-20 no ano passado, é outro que deve brigar por uma vaga entre os titulares. O jogador já soma um gol em 15 jogos com o alvinegro, marcado, inclusive, na campanha do título da Taça Rio em 2008. Na última temporada, ele venceu ainda a Copa Sendai, no Japão. Confira abaixo a entrevista com a promessa do Glorioso.

Olheiros - Você foi revelado nas divisões do Fluminense e foi parar no Botafogo. Como foi seu início de carreira?

Wellington Junior - Tive uma passagem rápida, pelo Fluminense e CFZ. Mas comecei, de fato, no futebol apenas no Botafogo com a força do Luisinho Rangel, técnico do juvenil. É uma pessoa fantástica que sempre acreditou no meu futebol e uma das que mais respeito no Botafogo.

Olheiros - É verdade que costumava ir e voltar dos treinos correndo, num trajeto que durava cerca de dez minutos enquanto seus companheiros preferiam ir andando?

Wellington - Sim. É bom que assim a gente chega aquecido no treinamento.

Olheiros - Você foi promovido em 2008 pelo Cuca e desde então não conseguiu se firmar. Esse é o seu ano?

Wellington - Espero que sim. Todo inicio de ano os jogadores começam do zero e agora não será diferente. Dedicação nunca irá faltar da minha parte.

Olheiros - Você prefere atuar na lateral ou como volante?

Wellington
- Eu prefiro jogar na minha posição de origem, no meio-de-campo.

Olheiros - A chegada do Mauricio Assumpção fortaleceu as divisões de base do clube que andava esquecida?

Wellington - Sim. Hoje você vê um elenco com vários jogadores revelados na base. Isso é importante em qualquer clube e o Mauricio resgatou isso aqui.

Olheiros - O Brasil chegou como favorito na final contra Gana, no Mundial sub-20, mas perdeu. O que aconteceu?

Wellington - Aconteceu que não era o nosso dia. Quem acompanhou a partida viu que o Brasil chutou mais que Gana e a bola não entrava. Faltou um pouco de sorte. Lutamos até o fim, mas ficamos com o vice. Cada um saiu com um aprendizado daquela partida.

Olheiros - Naquela equipe do Mundial houve algum estrelismo por parte dos jogadores?

Wellington - Não. O grupo era fechado e repleto de amigos. Perdemos porque Gana teve mais competência. Paciência...

Olheiros - Após o Mundial, você recebeu alguma proposta para deixar o Botafogo?

Wellington – Não recebi, não. Voltei disposto a ser titular no clube que me revelou. É o que eu mais quero. Quanto às propostas, deixo isso com o meu empresário. Nem gosto de ficar comentando sobre isso para não mudar o foco. O desafio agora é lutar para ser titular.

Olheiros - O Leandro Guerreiro é hoje um ídolo no Botafogo. É nele que você mais se espelha?


Wellington - Claro! Leandro é um amigo, conselheiro e um excelente jogador. É uma pessoa de caráter. Os mais jovens se espelham não só em seu futebol, mas também em seu comportamento.

Olheiros - E o “caso Jóbson” como vocês estão vendo essa situação?


Wellington - Lamentando pelo jogador, mas sem poder fazer nada. Ele é muito novo e ainda pode superar este momento difícil, mas para isso não pode ser banido do esporte. É uma situação delicada.



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