Dassler Marques e Pedro Venancio - 24/01/2010
Um clássico para ninguém colocar defeito: é o que prometem São Paulo e Santos, nesta segunda-feira no Pacaembu, na final da 41ª edição da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Duas campanhas marcadas por belo futebol, vários jogadores promissores e vitórias empolgantes ao longo do caminho pautaram santistas e são-paulinos.
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O São Paulo chega até sua nona final de Copinha, mas busca ainda o terceiro título – o último foi em 2000. O Santos, com uma conquista e um segundo lugar, procura uma conquista de peso para atestar seu competente trabalho na formação. Quem ganha mesmo é o torcedor que pode ver talentos como Lucas Gaúcho, Alan Patrick, Marcelinho, Nikão, Casimiro, Crystian, Richard e Alemão. Um tira-teima como a Copa São Paulo não vê desde a decisão de 2007 entre cruzeirenses e são-paulinos.
Até hoje, foram quatro confrontos entre os dois times, com duas vitórias para cada lado. Em 1981, o São Paulo venceu por 1 a 0 na semifinal, mas caiu diante da Ponte Preta na decisão. No ano seguinte, vitória santista pelo mesmo placar nas quartas – já na final, o Peixe também perdeu para a Ponte, que fez o bi. O Santos repetiu a vitória em 1985, nas quartas, por 2 a 0, mas nem avançou até a luta pelo título. A única goleada pertence ao tricolor e foi na primeira fase da edição de 1996: 6 a 1. (Dassler Marques)
A decisão terá acompanhamento ao vivo do Olheiros.
SÃO PAULO
No São Paulo, a expectativa fica por conta do desempenho de Lucas Gaúcho, artilheiro da Copinha com nove gols, mas que, nos últimos dois jogos – os mais difíceis do time na competição -, não foi às redes. O parceiro dele, Ronieli, não foi tão brilhante na primeira fase, mas empatou a partida contra o Cruzeiro e sofreu o pênalti que originou o primeiro gol da vitória sobre o Juventude nas semifinais.
O meia Marcelinho - que na verdade se chama Lucas -, foi, assim como Ronieli, decisivo nas últimas duas fases. Rápido, driblador e com boa finalização, o camisa 10 tricolor garantiu a vitória contra os mineiros com um belo chute de fora da área, e marcou o segundo gol contra os gaúchos. Na etapa final das partidas, ele conta com o suporte de Dener, uma espécie de 12º jogador da equipe, que sempre correspondeu quando solicitado.
O trio de volantes que compõe o losango de Baresi impressiona pela qualidade técnica. Casemiro, que disputou o Mundial Sub-17 com a seleção brasileira em 2009, é o responsável por manter o equilíbrio defensivo da equipe e demonstra uma maturidade tática incomum, além da qualidade com a bola nos pés. Zé Vitor, jogador pouco badalado antes da Copinha, se destaca pelo dinamismo e pela simplicidade com a qual resolve as jogadas. E Jeferson mostra muita precisão em passes e chutes com a perna esquerda.
A defesa é liderada pelo bom goleiro Richard, que foi vazado apenas duas vezes em toda a competição. A dupla de zaga, formada por Bruno Uvini e Fabiano, não chega a ser brilhante, mas está longe de comprometer. Os laterais Filipe Aguaí e Felipe, sobem pouco ao ataque, mas bloqueiam com eficiência os lados do campo e, presos no campo defensivo, possibilitam o frequente avanço dos volantes.
No total, são 28 gols marcados e só dois sofridos pelo São Paulo, de desempenho irretocável e empolgante até aqui. Três vezes vice campeã na última década, a equipe busca a redenção na Copinha de 2010, o que seria a consagração também para Sérgio Baresi em sua primeira competição como treinador do time júnior. (Pedro Venancio)
Provável time: Richard; Filipe Aguaí, Bruno Uvini, Fabiano e Felipe; Casimiro; Zé Vítor e Jeferson; Marcelinho; Ronieli e Lucas Gaúcho.
SANTOS
O voraz trabalho de prospecção do Santos e de seu parceiro efetivamente surte efeito. A equipe dirigida por Narciso atropelou rivais sem grande trabalho ao longo da Copa São Paulo até uma semifinal fabulosa e duríssima contra o Palmeiras. Os atletas buscados pelo Grupo Sonda dão importante suporte para crias da casa como o lateral Wesley e o meia Alan Patrick, o que tornou esse Peixe um duro oponente para um São Paulo envolvente.
Na retaguarda liderada pelo goleiro Rafael, principal nome na vitória sobre o Palmeiras, também se destacam o jovem lateral direito Crystian e o canhoto Wesley, ambos bons no apoio. A zaga é fechada por Rafael e Alemão, ex-Figueirense, que ofuscaram Rafael Caldeira em seu retorno da seleção sub-19.
O meio-campo santista tem dois cães de guarda: Elivélton e Alan Santos, o primeiro ex-Corinthians e o segundo ex-Vitória. Tudo para dar liberdade a uma tradicional linha de três meias envolventes e fortes fisicamente. A expectativa é que Renan Mota forme à direita, enquanto Nikão, possivelmente recuperado de problemas estomacais, ocupe o corredor esquerdo.
O espaço então fica livre para o brilho de Alan Patrick, que após o vice-campeonato com a seleção brasileira no Hexagonal Sub-20 no Uruguai, retornou super decisivo: marcou na vitória por 1 a 0 sobre o Pão de Açúcar, fez mais dois no triunfo por 3 a 1 sobre o Paulista de Jundiaí e ainda marcou na classificação contra o Palmeiras.
Há ainda boas opções ofensivas como os /93 Felipe Anderson e Thiago Alves, além de um Dimba abaixo das expectativas e o rápido Tindurim. Ainda assim, o time titular santista deve ser fechado pelo “galalau” William, forte nas bolas aéreas e efetivo nas finalizações. É o Santos que busca o primeiro título da Copinha desde 1984. (Dassler Marques)
Provável time: Rafael; Crystian, Renato, Alemão e Wesley; Alan Santos e Elivélton; Renan Mota, Alan Patrick e Nikão; William.
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