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Copa São Paulo 2010

Seleção da Copa SP 2010

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Equipe Olheiros.net - 27/01/2010

Como escolher onze jogadores de destaque entre os mais de dois mil que desfilaram pelos gramados do interior paulista neste mês de janeiro? A árdua foi aceita novamente pelo Olheiros, que traz nas próximas linhas os principais destaques da 41ª edição da Copinha. Veja por que eles são os melhores, o que fizeram na competição e quais as perspectivas de aproveitamento no profissional, além é claro de quais as chances eles possuem de serem os novos craques do futebol brasileiro. E mais: trazemos ainda um reserva por posição, dando espaço para outros nomes que foram bem, mas acabaram de fora da lista final.

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O sistema de votação foi simples: cada um dos colunistas votou na sua seleção ideal e os votos foram somados. Tivemos três unanimidades: Richard, Gabriel Silva e Lucas Gaúcho foram citados por todos. Houve até gente bem citada que acabou de fora, como o vice-artilheiro Hiago, do Juventude, que terminou em terceiro entre os titulares e em segundo entre os reservas. Outros nomes lembrados foram o goleiro Gabriel, do Cruzeiro, o volante Elivélton e o meia Ramos, do Palmeiras, e os atacantes Ronieli, do São Paulo, e Afonso, do Palmeiras. Confira a lista e passe no blog para deixar a sua. (Maurício Vargas)

Goleiro: Richard (São Paulo)
O dono da meta menos vazada da Copa São Paulo foi também um dos destaques do torneio. Esbanjando confiança sob a meta tricolor, Richard acabou não tendo muito trabalho na primeira fase, mas quando o time precisou ele esteve lá. Sobretudo no mata-mata, quando teve atuações destacadas contra Vitória e Cruzeiro. Na final, se consagrou como o melhor arqueiro e o menos vazado da Copinha (tomou 3 gols), depois de segurar o ataque santista na primeira etapa e defender de forma espetacular três cobranças na decisão por pênaltis. Como é de praxe, Richard já é tratado como sucessor de Rogério Ceni. Resta saber se dessa vez é pra valer, ou se o arqueiro seguirá Márcio, Jorge Miguel e outros e ficará pelo caminho. (Gabriel Dudziak)

Lateral direito: Luís Felipe (Palmeiras)
Pode um lateral, e não um meia ou um atacante, ser o grande destaque de um time semifinalista da Copa São Paulo? Tanto pode que o Palmeiras teve dois: Luís Felipe fez a dupla mais irresistível da Copinha com Gabriel Silva, feito que deve ser valorizado ainda mais pelo fato do time ter atuado com quatro zagueiros, e não três – o que transformaria os laterais em alas, aí sim ofensivos. Letal no ataque e forte defensivamente, Luís Felipe foi artilheiro do Verdão na competição com quatro gols, ao lado do seu companheiro de equipe. Versátil, trocava de posição durante os jogos e atuava ora na esquerda, ora na direita. Sua atuação serviu para o time abrir 2 a 0 sobre a Portuguesa nas quartas de final em meia hora de jogo, e dado o futebol apresentado, tem potencial para integrar a seleção sub-20 e o elenco profissional palmeirense. (Maurício Vargas)

Zagueiros: Bruno Uvini (São Paulo)
Em sua segunda Copa São Paulo, Bruno Uvini mostrou que os bons desempenhos da edição 2009 não foram circunstanciais. Também eleito naquela oportunidade para a seleção do Olheiros do torneio, Bruno mostrou em 2010 estar ainda mais apurado nos fundamentos essenciais a um bom defensor. Forte, seguro, de bom posicionamento e boa saída de bola, o zagueiro são-paulino foi peça-chave na defesa que sofreu apenas 3 gols em toda a copa. A questão agora é se Uvini terá chances no elenco principal ou se será outro Aislan, um dos melhores zagueiros da base tricolor recente, mas que ficou no limbo no elenco profissional pela falta de chances e acabou rescindindo seu contrato. (Gabriel Dudziak)

Bressan (Juventude)
Um dos principais motivos para o Juventude ter chegado às semifinais com um time formado em sua maioria por jogadores /92 ou /93 foi a solidez da defesa, que teve no zagueiro Bressan o seu principal ponto de referência durante a competição. Com um porte físico relativamente pequeno para um zagueiro – apenas 1.82m e 74kg -, ele compensa com muita velocidade e firmeza tanto no primeiro combate quanto nas bolas altas. Ele tem idade para mais duas Copinhas, embora já tenha sido promovido para os profissionais, e é o único /93 da seleção Olheiros. (Pedro Venancio)

Lateral esquerdo: Gabriel Silva (Palmeiras)
Uma das três unanimidades de nossa seleção, além dos são-paulinos Richard e Lucas Gaúcho, Gabriel Silva mostrou muito bem durante toda a competição porque recebeu seis de seis votos na eleição do Olheiros: numa Copinha prodigiosa em revelar ótimos laterais esquerdos, foi o melhor. Habilidoso, veloz e vertical, foi novamente o principal jogador alviverde, após excelente desempenho no Paulista Sub-20. Marcou duas vezes na goleada sobre o Rio Branco-AC e na virada sobre o São Carlos na primeira fase, além do tento do empate diante do Santos na semifinal. Dada a inconsistência de Armero e a ausência de outras opções no elenco, tem grandes chances de ser aproveitado já este ano por Muricy no time titular. (Maurício Vargas)

Volantes: Casimiro (São Paulo)
Nome mais badalado da geração /92 são-paulina, tendo inclusive feito parte do banco da seleção brasileira no Mundial Sub-17 de 2009, Casimiro mostrou que tem bola para chegar aos profissionais do São Paulo em breve. Alto e forte, Casimiro é um volante pegador, mas que sabe sair muito bem com a bola nos pés. Joga com a cabeça em riste, tem visão de jogo, e mostrou passe preciso nos lançamentos longos e inversões de bola. Apesar de ser o mais recuado dos homens de meio de campo são-paulinos, não foram raras as vezes que chegou ao ataque com perigo, inclusive marcando um gol na partida contra o Vitória. (Gabriel Dudziak)

Zé Vítor (São Paulo)
O São Paulo tem se notabilizado nos últimos anos por revelar diversos volantes. Algo que o Grêmio também o faz, porém, com mais qualidade. Nos pés de Zé Vítor, pode estar a esperança tricolor de reverter esse panorama. O jogador, que já possui contrato com o tricolor paulista até 2014, foi uma das grandes revelações do clube na última Copinha. Embora ainda deixe um pouco a desejar no senso de cobertura, a promessa de 18 anos tem um estilo de jogo clássico, com passadas largas, passes verticais e cabeça esguia. Marca bem e se mostra voluntarioso em campo. Deve ser observado com carinho para o futuro. Não será nesta temporada que ganhará oportunidade entre os profissionais. (Marcus Alves)

Meias: Alan Patrick (Santos)
Após ser um dos poucos destaques, ao lado de Oscar, no hexagonal sub-20 disputado no Chile, Alan Patrick foi reintegrado ao Santos a tempo de se tornar a referência da equipe na segunda fase, sendo peça importante no surpreendente caminho santista rumo à final, e de ser escolhido como um dos melhores da Copinha. Logo no retorno, contra o Pão de Açúcar, fez um belo gol que garantiu a classificação às quartas, quando voltou a ser o homem da partida, marcando duas vezes e levando o Peixe às semifinais. Contra o Palmeiras, voltou a deixar sua marca e deu, ainda, passe para um dos três gols alvinegros. Por fim, na decisão, deu linda enfiada para Renan Mota marcar o tento santista. Difícil não perceber como o habilidoso meia foi essencial para o avanço do Santos na competição. (Lincoln Chaves)

Carlyle (CFZ-DF)
Quem viu o CFZ-DF empatar com o Vasco na primeira rodada e desbancar o Flamengo nos pênaltis, na segunda fase, certamente se encantou com o meia Carlyle, camisa 10 e maestro do time. Canhoto, ele foi autor de passes precisos e belos gols durante a competição e já é especulado na Gávea, além de ter atraído o interesse de clubes do futebol europeu. A tendência é que ele fique por pouco tempo em Brasília e, se repetir o desempenho da Copinha, poderá se credenciar a uma vaga na seleção brasileira sub-20 que disputará o Mundial da categoria em 2011. (Pedro Venancio)

Atacantes: Marcelinho (São Paulo)
Depois de solicitar grande quantia em luvas para permanecer no Corinthians e ouvir um não como resposta, Marcelinho partiu para o São Paulo e realizou uma grande Copinha. Meia-atacante muitas vezes e ponteiro circunstancialmente, foi sempre o jogador mais imprevisível da equipe de Sérgio Baresi, capaz de tirar um grande lance da cartola a qualquer momento. Assim, marcou o gol da vitória contra o cruzeiro, nas quartas de final, e confirmou sua presença entre os melhores do torneio. (Dassler Marques)

Lucas Gaúcho (São Paulo)
Henrique rompeu com a seca de atacantes saídos da base do São Paulo no ano passado. O jogador, já entre os profissionais, viu surgir na edição deste ano da Copinha o seu primeiro sucessor. De desempenho pouco empolgante até algum tempo atrás, Lucas Gaúcho parece ter se sentido mais à vontade em sua segunda participação no campeonato e deslanchou. Foi muito bem nas primeiras partidas e marcou os gols que conduziram o time até a fase de mata matas e garantiram mais uma artilharia para a sua carreira. Na reta final, sumiu e expôs alguns de seus defeitos que precisam ser trabalhados, como o excesso de individualismo em alguns momentos e a falta de concentração. Tem contrato até 2012 e pode evoluir. (Marcus Alves)

RESERVAS

Goleiro: Rafael (Santos)
Contratado por empréstimo em abril do ano passado junto ao Rio Preto, Rafael chegou à Vila Belmiro para compor o elenco juvenil do Santos, após se destacar em 2008. O contrato termina no dia 31 e, certamente, o Peixe irá exercer o direito de prioridade para adquirir os direitos federativos do arqueiro, após o que o jogador apresentou na Copinha. Seguro, ganhou muita confiança com o desenrolar da competição, destacando-se na disputa de pênaltis das semifinais contra o Palmeiras e mesmo na decisão contra o São Paulo, onde fez belíssimas defesas e, não fosse o indefensável chute de Ronieli, no final da partida, fatalmente seria um dos heróis santistas. Para os próximos anos, com a próxima aposentadoria de Fábio Costa, pode se tornar uma confiável opção a Felipe nas traves alvinegras. (Lincoln Chaves)

Lateral: Crystian (Santos)
Revelação do Vila Nova-GO, Crystian justificou a expectativa criada em seu futebol desde as seleções de base e recuperou a melhor forma. Decepção no Mundial Sub-17, o camisa 4 fez uma bela Copa São Paulo, se apresentando sempre como opção interessante no ataque e sem oferecer tantos espaços na defesa. A tendência é que termine o ano entre os profissionais, uma promoção justa pelo que apresentou na Copinha. (Dassler Marques)

Zagueiro: Alemão (Santos)
Firme, rápido e seguro, o canhoto Alemão se destacou em uma posição de poucos nomes acima da média na Copa São Paulo. Revelação do Figueirense, o zagueiro, em afinada parceria com Renato, impediu que Rafael Caldeira, de volta da seleção sub-19, assumisse a titularidade. O pênalti perdido contra o São Paulo na decisão não diminuiu seu brilho, o de um dos principais defensores da Copinha. (Dassler Marques)

Volante: Marquinhos (Cruzeiro)
Quem temia pelo desempenho do meio-campo cruzeirense sem o badalado Uchoa, na seleção sub-19, ficou positivamente surpreso com a desenvoltura de Marquinhos, que tomou conta da posição com autoridade. Firme na marcação, ele impressionou pela tranquilidade com a qual distribuía o jogo e comandava a saída de bola do time, mesmo no péssimo gramado de Taboão da Serra, onde a Raposa disputou a primeira fase. Capitão do time campeão mineiro sub-17 em 2009, ele manteve a braçadeira na Copinha, mas provavelmente ficará mais um tempo nos juniores. (Pedro Venancio)

Meia: Nikão (Santos)
Trazido do Palmeiras no ano passado, Nikão não ganhou tantas oportunidades no elenco sub-20 santista em 2009, em virtude de sua idade. A grande chance do meia, porém, seria em 2010, e, mais precisamente, na Copa São Paulo. Ela veio, e o garoto a agarrou com unhas e dentes. Com belas atuações, principalmente na primeira fase, quando o time esteve sem Alan Patrick, o garoto revelado pelo Mirassol só não fez chover, mostrando o porquê de seu apelido quando chegou à Vila Belmiro: “Maradona Negro”. Dono de uma história de vida difícil e triste, o meia mostrou na Copinha ser dotado de ótimas capacidades de finalização e organização, e, ainda que a concorrência seja forte no time principal, é um nome a ser observado com carinho por Dorival Júnior, ao menos para o próximo ano. (Lincoln Chaves)

Atacante: Sebá (Cruzeiro)
No Cruzeiro, já há quem fale que ele é melhor que Eliandro, jovem promessa inscrita pelo técnico Adílson Baptista para a Libertadores. Sebá foi um dos poucos destaques do time na Copa São Paulo. É um atacante que combina bem força física e técnica. Sabe proteger a bola dos zagueiros e usar o corpo dentro da área. É liso em progressão ao gol e dificilmente é parado. Arrisca jogadas e cai bastante pelo lado do campo, partindo em diagonal para a meta adversária. Tem tudo para ser mais um atacante a despontar na Raposa nos próximos anos. Ao lado de Thiaguinho, representa a principal esperança de um “novo Guilherme” na base celeste. (Marcus Alves)



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