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Dassler Marques - 02/02/2010

Desde que perdeu Sam Allardyce para o Newcastle em 2007, o Bolton vive uma crise de resultados. Até hoje, procura um treinador ideal para um trabalho longo e duradouro e jogadores capazes de ser a referência que foi Nicolas Anelka enquanto esteve no Reebok Stadium. Flertando com o rebaixamento pela terceira temporada consecutiva da Premier League, os Wanderers adotaram uma estratégia ousada na já encerrada janela de transferências de inverno.

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Sem dinheiro para investir em bons jogadores, a política do Bolton foi ir atrás de dois ótimos hot prospects de times maiores. O eslovaco Vladimir Weiss, recentemente elogiado por Roberto Mancini, deixou o Manchester City em busca de mais minutos. Sensação do Arsenal na pré-temporada e até cotado em uma corrida por fora para a Copa do Mundo, Jack Wilshere também atuará nas rodadas restantes da Premiership no Reebok Stadium.

Interessante foi o discurso do treinador Owen Coyle a respeito da dupla: “acredito que podemos ajudar os jogadores e que eles podem nos ajudar também”, afirmou. Atletas dos clubes grandes ingleses, como também ocorre em grande escala na Itália, precisam provar nos times menores que são suficientemente bons para poder voltar e compor o elenco. E isso vale até mesmo para nomes tidos como acima da média, casos de Wilshere e Weiss.

Além disso, as negociações são uma mostra de como os clubes grandes ingleses ainda estão inábeis para fazer valer a regra de mínimo de oito pratas da casa entre os 25 principais do elenco. A ser definitivamente ratificada já para 2010/11, a lei da Premier League deve fazer com que Wilshere e Weiss retornem a seus clubes. Fica então a expectativa sobre o que ambos poderão fazer na curta passagem pelo Bolton.

O pupilo de Arséne Wenger, Jack Wilshere, buscará oportunidades de jogo que o Arsenal não lhe ofereceu. Trata-se de um meia com grande capacidade de articulação com a perna esquerda, hábil, inteligente e acima de tudo precoce. Com 16 anos e 256 dias de vida, estreou no time dos Gunners, um recorde jamais superado em Ashburton Grove.

Publicado elogiado por Fabio Capello, Wilshere é o jovem jogador mais cotado a defender o English Team na Copa do Mundo, caso se repita a lógica utilizada com Walcott em 2006, Rooney em 2004 e Michael Owen em 1998. O Bolton surge como ótima oportunidade para o teen mostrar suas qualidades na contagem regressiva para o Mundial.

O eslovaco Vladimir Weiss, outro nome pinçado por empréstimo pelo Bolton, parecia cair nas graças de Roberto Mancini, que o lançou durante a FA Cup, mas as perspectivas seguiam restritas. Filho do treinador da seleção da Eslováquia, também chamado Vladimir Weiss, ele é outro que tenta um lugar na África do Sul, mas já tem 20 anos.

Weiss atua como meia externo pela faixa direita ofensiva e eventualmente pode ser o attacking-midfielder” entre a linha de meio-campo e o principal atacante no 4-2-3-1 ou mesmo no  4-4-1-1. Poderia ser mais aproveitado com a saída de Robinho, mas os Citizens preferiram gastar com Adam Johnson, ex-Middlesbrough.

Weiss sempre foi tido como grande promessa no City of Manchester Stadium, especialmente desde o título da referendada FA Youth Cup 2007/08 contra o Chelsea. Ao lado de Daniel Sturridge, agora no Chelsea, o eslovaco dividia as expectativas em torno desse time, mas suas oportunidades sempre foram restritas.

Em um time de pouquíssimos recursos técnicos, acima de tudo, Weiss e Wilshere surgem como chance quase única de algo diferente. Arséne Wenger e Roberto Mancini certamente estarão de olho neles.

Firula

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