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Coberturas especiais

Review da Copa São Paulo 2008

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Gustavo Vargas e Henrique Moretti - 30/01/2008

Surpresas. Decepções. Mais de 160 partidas coloridas por emoção e gols, muitos gols. O futuro do futebol brasileiro. Foi diante desse contexto que o trilar do apito do árbitro Welton Orlando Wohnrath encerrou, no último dia 25, mais uma edição da Copa São Paulo, a principal competição de base do país. Ao todo, foram 21 dias de pelejas que culminaram no inédito e inesperado título do Figueirense. Dias que nos proporcionaram várias histórias e lições.  

Desde 05 de janeiro, quando Cruzeiro e Mirassol inauguraram o certame, até a decisão entre os catarinenses e o Rio Branco de Americana, o Olheiros esteve atento ao que aconteceu dentro das quatro linhas. Com o passar dos jogos, fomos apreciando o surgimento de valorosas promessas – entre elas os precoces Nicão e Neymar – e a queda gradativa dos times considerados favoritos. Alguns decepcionaram. Outros, porém, acabaram não tendo sorte.

Também ficou comprovada a importância dos pequenos. Como não saudar o vice-campeonato do Rio Branco? O que falar da campanha do São Carlos, que eliminou o Cruzeiro (campeão em 2007) nas oitavas-de-final? E de que maneira esquecer-se do Marília-MA, responsável pela queda do Atlético-MG na primeira fase? Exemplos que denotam uma das tantas quebras de clichês por nós verificadas. Sim, o tão combatido “inchaço” da Copinha é benéfico.

Outro aspecto importante do torneio foi a presença de inúmeros camisas dez de qualidade e grande potencial. Ao contrário do mito imposto por diversos segmentos da imprensa dita especializada, o Brasil continua sim possuindo uma excelente matéria-prima no que diz respeito a meias armadores. Os finalistas Felipe e Maicon Talhetti, o colorado Tales, o são-paulino Sérgio Mota, o santista Paulo Henrique e o flamenguista Erick Flores são alguns exemplos.

A partir de agora, o Olheiros destrincha tudo isso e muito mais. É o encerramento de uma cobertura que começou em dezembro passado, através do levantamento de informações de cada uma das 88 equipes participantes, e que ainda contou com entrevistas, boletins diários e previews das partidas decisivas. Um trabalho árduo, mas, acima de tudo, recompensante. Um trabalho que, indubitavelmente, nos orgulhou e nos trouxe um imensurável amadurecimento. Confira![GV]

Os grandes ficaram pelo caminho

Em termos de favoritos não chegarem às fases finais, fatalmente a Copa São Paulo de 2008 será comparada à de 2006. Naquele ano, América-SP e Comercial-SP disputaram a decisão, sendo que desses dois nenhum jogador seguiu bom rumo na carreira. Entretanto, como numa competição de base mais valem jogadores talentosos do que o próprio título, esta Copinha foi bem servida – assim como aquela que muitos desprezam, em que desfilaram Ilsinho, Alexandre Pato e Keirrison, entre outros.

O primeiro grande a cair jogou em Barueri. Após um empate com o Marília-MA, uma das revelações do torneio, e uma vitória sobre o Fluminense-BA, o Atlético-MG precisava bater a equipe da casa. Entretanto, no intuito desordenado de ir às redes, o Galinho acabou sofrendo um solitário gol de Juan, aos 48 minutos do segundo tempo, que mandou a equipe de volta a Minas e que de nada adiantou ao Grêmio Barueri. No Atlético, o veloz atacante Renan foi um dos poucos a se salvar da decepcionante campanha, com quatro gols marcados.

Logo no início da segunda fase, caíram mais duas equipes que nunca chegaram a convencer na competição. Como já era previsto, apenas as boas atuações do goleiro Dida e do atacante Daniel Lovinho não foram capazes de levar o Palmeiras, eliminado pelo campeão Figueirense, adiante. Do mesmo modo, o Vasco não conseguiu superar o hat-trick de Gauchinho, do União São João, ficando clara a falta que fez o meia-atacante Alex Teixeira, alçado aos profissionais aos 18 anos.

Nas oitavas, foi a vez de Corinthians e Flamengo darem adeus. Muito dependente dos gols do rápido Marcelinho e das jogadas do versátil Caju, o Timãozinho caiu frente ao Fortaleza, dos bons Marcos Bambam, atacante, e Bismarck, meia. Já o Fla mostrou muita qualidade na primeira fase, mas a irregularidade do atacante Paulo Sérgio (com passagens pelo time principal) e do meia Erick Flores acabou sendo decisiva para o time perder para o Internacional. O promissor Erick, inclusive, foi expulso na partida, enquanto o artilheiro Pedro Beda também não conseguiu contribuir.

Apontado antes do início da competição como um dos favoritos ao título, o Fluminense foi outro a não decolar, caindo nas oitavas diante do São Paulo. Curiosamente, a derrota veio em uma das únicas boas partidas do tricolor carioca, em que Mayaro e João Paulo mostraram qualidade. Destaque também para Dalton, comandante da defesa que sofreu apenas dois gols nos cinco jogos disputados. O Cruzeiro viveu história parecida. Na primeira fase, a Raposa pouco mostrou além do bom volante Bernardo. Após passar pelo Guarani com um placar mínimo, os mineiros não conseguiram furar a defesa do São Carlos, caindo nos pênaltis.

O tricolor paulista também foi o carrasco do Grêmio, nas quartas. Os gaúchos haviam sido destaque na primeira fase após aplicar a segunda maior goleada do torneio (diante do Ypiranga-PE), apresentando um dos artilheiros da competição, Rafael Martins, além do lateral-direito Thiago e do meia Maylson. Após eliminar dois grandes, porém, o São Paulo sucumbiu ao surpreendente Figueirense, em uma partida que foi decidida por um pênalti discutível e pelas boas defesas do goleiro Gustavo. No confronto válido pelas semifinais, atrapalharam a lesão de Eric e a pouca inspiração de Sérgio Mota.

Apesar do resultado final razoável (eliminado nas quartas para o Inter), o Santos é provavelmente a equipe que mais tem a comemorar. Junto aos já conhecidos Thiago Carleto e Alemão, apareceram o líbero Diego Monar, o cerebral Paulo Henrique e o rápido e letal Thiago Luís. O colorado, por sua vez, caiu nas semifinais, perdendo nos pênaltis para o Rio Branco. Grande destaque do último Brasileiro Sub-20, o meia Tales não esteve tão participativo, e o voluntarioso Walter não conseguiu salvar a equipe como fez contra o Santos.[HM]

A trajetória e as armas do campeão

Com os grandes ficando pelo caminho, a final da 39ª Copa São Paulo foi decidida por um surpreendente confronto entre alvinegros. De um lado, o Rio Branco de Americana, dono da melhor campanha. Do outro, o Figueirense, responsável pela eliminação do favorito São Paulo nas semifinais. Ao final dos noventa minutos, disputados no estádio Nicolau Alayon, na capital, vitória (2 x 0) e título catarinense. Mas o que o campeão teve de especial ao longo do certame?

O time comandado pelo técnico Rogério Micalle jogou a primeira fase em Embu das Artes. Como adversários no Grupo I, o emergente Pão de Açúcar, o Vila Nova-GO e o Vilavelhense-ES. Na estréia, triunfo tranqüilo sobre os goianos por 2 x 0 – gols do atacante reserva Franklin e do meia Talhetti, que, desde então, já aparecia como destaque. Na partida seguinte, goleada de 4 x 1 diante dos capixabas. Marcelo, autor de dois tentos, foi o melhor em campo.

Nem mesmo a derrota para o Pão de Açúcar, na rodada derradeira, tirou o Figueira da segunda fase. Classificado pelo índice técnico (oitava melhor campanha entre os não líderes de grupo), a equipe enfrentaria o Palmeiras na peleja inaugural do mata-mata. Em belíssima cobrança de falta, o volante Édson Galvão sepultou os alviverdes e garantiu a classificação para as oitavas-de-final. Contra o União São João, em Araras, vitória por 2 x 1 e vaga nas quartas.

O duelo que carimbaria o passaporte para a semifinal seria contra o São Carlos, que eliminara o Cruzeiro e jogaria em seu estádio. Mesmo assim, os catarinenses não tomaram conhecimento dos áureo-cerúleos, superando-os com um golaço do atacante Marquinhos. E foi ele que, diante do São Paulo, cavou e converteu o determinante pênalti que garantiu o direito de disputar a decisão. Um resultado heróico, obtido com o sensível desfalque de Talhetti. 

A principal arma do Figueirense nos jogos decisivos foi, sem dúvida alguma, a consistência defensiva. Respaldado pelo seguro trio de zagueiros composto por Rafael, Luiz Eduardo e William, somado aos volantes Ricardo e Édson Galvão, o goleiro Gustavo brilhou e acabou a competição como o melhor de sua posição. Foram apenas três gols sofridos – menor média dos últimos 30 anos – do maior responsável pela vitória sobre os são-paulinos.

Se na ala-direita houve um pontual revezamento entre Luan e Júlio, o promissor Massari foi o dono da ala-esquerda e, ao lado de Talhetti, um importante assistente para a efetiva dupla de ataque formada por Marcelo e Marquinhos. Esses quatro foram os trunfos ofensivos de Rogério Micalle, que, aliás, teve imensurável parcela na conquista. O comandante alvinegro soube mesclar de maneira correta os times juvenil e júnior, ambos vindos de títulos estaduais.

Do elenco que esteve nos gramados paulistas, oito atletas tinham na bagagem a taça do último Campeonato Catarinense de Juniores. Enquanto isso, 12 haviam participado não apenas do triunfo no estadual de juvenis, mas também da vitoriosa campanha na VIII Copa Santa Catarina Sub-17. Em outras palavras: todos possuíam espírito de campeão. Espírito que ganhou ainda mais força durante a Copinha. Espírito que certamente colaborou para o êxito.[GV]

Camisas dez em voga

Dos cerebrais Paulo Henrique e Sérgio Mota aos verticais Erick Flores e Felipe, a Copa São Paulo de 2008 foi um desfile de bons meio-campistas. As atuações desses camisas dez vieram justamente em um momento conhecido, no Brasil, como fatídico para a posição. Exemplo disso é a escolha do melhor meia do último Campeonato Brasileiro: o chileno Valdivia. O argentino Darío Conca foi outro vizinho a fazer sucesso por estas bandas, e quando o Santos perdeu Zé Roberto foi buscar quem? O veterano Petkovic.

A Copinha apareceu para quebrar esse paradigma, revelando um camisa dez da mais fina pureza: Paulo Henrique. Com passadas largas e cabeça erguida, o santista lembrou Giovanni a cada boa exibição que realizava no Nicolau Alayon. Ao final, às boas assistências foram somados dois gols, um de cabeça, aproveitando-se de sua estatura elevada. Da mesma estirpe, porém mais veloz, pode ser considerado Sérgio Mota, a já famosa promessa do São Paulo. Com passagens pela equipe principal, o meia acabou deixando um pouco a desejar, mas sua habilidade e seus bons lançamentos não passaram despercebidos.

Assim como Mota, Tales não explodiu na Copinha. Grande destaque do último Brasileiro Sub-20, no qual seu Inter foi vice-campeão, o meia se limitou a marcar gols na primeira fase. Já no campeão Figueirense, um jogador da posição se destacou bastante. Trata-se de Talhetti, maior organizador do meio-campo catarinense. Habilidoso e forte nos chutes de fora da área, o loirinho foi um dos principais responsáveis pela conquista inédita da equipe catarinense.

Entre tantos dez, calhou de haver um nove no meio do caminho. Artilheiro do Rio Branco com sete gols, o meia-atacante Felipe aliou habilidade e velocidade para comandar a equipe de Americana. Mais caracterizado por ser vertical, o jogador já tinha parte de seu vínculo desportivo nas mãos de empresários antes mesmo do torneio começar. Carioca da gema, Erick Flores é a grande promessa da base rubro-negra. Muito incisivo, o jogador arrebentou na vitória sobre o Ypiranga-AP, arrancando para marcar um dos gols mais bonitos da competição.

Destaque também para Bismarck, que junto ao atacante Bambam já havia levado o Fortaleza ao título sub-18 do Cearense, em dezembro. Na Copinha, o camisa dez do tricolor de aço foi decisivo na eliminação do Corinthians, sempre colaborando com boas assistências. Outros nomes de qualidade, como Rick, do São Carlos, e Bruno Chocolate, do Marília-MA, também merecem lembrança.[HM]

Quebrando clichês

A cobertura da Copinha ao longo dos últimos anos tem sido feita “nas coxas” por boa parte da imprensa. Nesta edição, lógico, não foi diferente. Acomodados e desinformados, muitos analistas teimaram em repetir discursos pré-fabricados e que já estão batidos há tempo. São os famosos clichês, frutos de uma estereotipização equivocada e pouco inteligente. Observando os fatos, contudo, o Olheiros constatou que muitos deles foram quebrados, dentro ou fora de campo.

O primeiro foi o que diz respeito ao “inchaço” da competição. Virou lugar comum criticar a presença maciça de equipes participantes (88 em 2008). Surgiram até sugestões como a separação da mesma em divisões. Pura bobagem. A Taça BH e o Campeonato Brasileiro Sub-20 já existem exatamente para agregar a elite. Em contrapartida, a Copa São Paulo é a grande – e, para alguns, única – oportunidade dos clubes pequenos mostrarem seu valor.

Se essa oportunidade inexistisse, certamente não veríamos o Rio Branco na decisão, por exemplo. Lucas Vieira, Danilo, Felipe e Helerson? Ninguém os conheceria. Eles, juntamente com Rodney (Gurupi-TO), Bruno Chocolate (Marília-MA), Rick (São Carlos) e Vinícius (Taboão da Serra), entre outros, são valores que só obtiveram destaque graças ao caráter democrático do torneio. A qualidade está presente em todos os cantos do país e precisa ser valorizada.

Outra questão que novamente esteve em pauta foi a dos “times de empresários”. Alguns, como o Náutico-RR, realmente existem, mas o fato é que a presença deles na Copinha tem diminuído. Dos clubes que pisaram nos gramados de São Paulo em janeiro, a maioria fez por merecer a participação, obtendo classificação via campeonatos estaduais. Além do mais, os empresários fazem parte do futebol em um contexto geral. Ou seja, não são exclusividade da base.

E o famigerado protecionismo das arbitragens para as equipes paulistas? Outro clichê quebrado. A vitória do Figueirense sobre o São Paulo nas semifinais deixou isso bastante claro. Caso houvesse algum tipo de conduta tendenciosa, o pênalti cometido por Bruno Formigoni em Marquinhos fatalmente não seria assinalado. O lance foi discutível e acabou eliminando os são-paulinos, que ainda reclamaram de uma penalidade não marcada na etapa complementar.

A já abordada fartura de “camisas dez” com qualidade e potencial desmitificou a idéia de que o Brasil não produz mais meias armadores. Enquanto isso, os supracitados Rick, Vinícius e os jogadores do Rio Branco, além do liso e habilidoso atacante Gauchinho, do União São João de Araras, mostraram que o interior paulista, mesmo em menor escala, continua (e continuará) revelando atletas promissores. Dois clichês que também foram para o espaço.
 
Em 2009, o filme se repetirá. Não há dúvidas de que a Copa São Paulo será tratada como um campeonato “inchado” que perdeu o charme (chavão clássico), não revela ninguém e possui apenas o interesse dos empresários. Mesmo que o nível fosse inferior ao de edições passadas, os fatos não deveriam ser deturpados. As críticas podem ser feitas sem problema algum, desde que haja argumentos e não a utilização desses clichês acima citados. Fica feio, muito feio.[GV]

E o futuro?

O título do Figueirense foi fruto de todo um trabalho bem feito na base. E é essencial ser citado o planejamento que já faz a equipe catarinense marcar presença na Série A do Campeonato Brasileiro desde 2002. Mesclando jogadores experientes com outros revelados no clube, como Soares e André Santos, o Figueira encontrou uma forma de ser bem-sucedido sem precisar gastar muito. A aposta para os destaques desta Copinha segue a mesma linha: devem ser aproveitados não imediatamente, mas de forma gradual e bem estudada.

O Rio Branco, de cuja base já saíram Marcos Assunção e Marcelinho Paraíba, não vive boa situação em seu departamento profissional. Atualmente na segunda divisão paulista, seis jogadores da Copinha já estão fortemente ligados a empresários, e a equipe corre o risco de seguir o mesmo caminho de América e Comercial. Entretanto, algumas revelações como o bom atacante Helerson ainda não fazem parte dessa “limpa”, gerando esperanças para o clube quitar uma dívida que chega a R$ 5 milhões.

Apesar dos inúmeros destaques desta Copa São Paulo, é improvável o surgimento de um novo Breno, que em 11 meses deixou Cotia rumo a Munique. Desse modo, será necessário oferecer mais tempo e suporte aos garotos, assim como está acontecendo com Guilherme, destaque do Cruzeiro campeão de 2007, que viveu altos e baixos no último Brasileirão. A favor da cautela está também o caso de Anderson, melhor lateral-esquerdo disparado da última Copinha, que simplesmente ainda não vingou entre os profissionais.

Novamente, o Santos é a equipe que deve ser observada com mais atenção. Até pela atual situação do clube, que não tem dinheiro para bancar grandes contratações, a responsabilidade será grande para a geração que mostrou a que veio no campo do Nacional. À exceção de Monar, os principais destaques do Peixinho já foram promovidos por Émerson Leão, mas parece claro que a Libertadores não é o torneio ideal para Alemão, Carleto, Tiago Luís e Paulo Henrique realizarem suas transições. Para aumentar a preocupação, apenas os dois últimos têm vínculos longos, sendo que os contratos dos demais terminam ainda em 2008.

O caso do Fluminense, que também disputará a competição continental, é bastante diferente. A equipe profissional do clube foi inchada com a contratação desordenada de jogadores de renome, o que não dará espaço aos jovens Tartá, e Léo Itaperuna, por exemplo. Já no Internacional, com um elenco mais equilibrado e menos pressionado que o do time carioca, a presença dos garotos deve ser mais sentida. O técnico Abel Braga, inclusive, já subiu Tales à equipe de cima.

A situação do São Paulo também se mostra equilibrada, sendo que Muricy Ramalho faz questão de manter “no chão” jogadores como Sérgio Mota e Eric, que já integraram o plantel principal no ano passado. Após a Copinha, será inevitável que eles voltem aos profissionais, até por que Muricy conta com um reduzido número de 20 jogadores de linha.

Enfim, o Cruzeiro, também na Libertadores, é uma incógnita. Após preencher o elenco com jogadores medianos, Adilson Batista minou as chances, por exemplo, do destaque Bernardo. Como uma má campanha no primeiro semestre não está descartada, é possível que o volante, assim como os campeões de 2007 Rafael e Wellington, seja aposta para o Campeonato Brasileiro.[HM]



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