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CSP'09: 10 maiores zebras da Copa São Paulo

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Equipe Olheiros.net - 22/12/2008

A presença de muitos clubes grandes não garantiu que sempre fosse feito apenas o lógico na Copa São Paulo. Equipes bem montadas, determinadas, ou até composta pela influência e interesses de empresários, muitas vezes, fizeram com que o sobrenatural aparecesse na Copinha.

O Olheiros coletou dez desses casos e aponta, nas linhas abaixo, as 10 maiores zebras da história da Copa São Paulo. Sem mais delongas, vamos a eles. (Dassler Marques)

Nacional (SP) – 1972

Era difícil imaginar que o Nacional fosse um dos favoritos ao título da quarta edição de uma Copinha ainda incipiente. Afinal, além de já não ter grande representatividade no futebol paulista, o Naça caíra em um grupo difícil, com Palmeiras e Bahia de adversários. Passou por ele da melhor maneira possível: duas vitórias, incluindo um 4 a 1 sobre os vizinhos palmeirenses, e a primeira posição do grupo F. Depois, o clube firmou-se como o principal aspirante bandeirante à conquista do troféu, ao eliminar simplesmente Corinthians, já bicampeão (quartas-de-final), e São Paulo (semifinais). Contudo, o oponente final era um Internacional que contava, em seu meio-campo, com o destaque do campeonato, um certo Paulo Roberto Falcão. Pois o clube da Comendador Souza venceu por 2 a 1 e tornou-se o segundo clube paulistano a vencer a Copinha. Justamente. (Felipe dos Santos Souza)

Matsubara (PR) – 1980

Em 1980, ninguém sabia ao certo quem era o Matsubara, exceto de que era um clube dirigido por japoneses em Cambará (PR). Desde o final dos anos 70, o presidente Sueo Matsubara já tinha um forte trabalho de base, que ficaria evidenciado justamente no ano em questão, quando o clube alcançou as semifinais da Copa São Paulo, caindo apenas para o campeão Internacional, em um apertado 2 a 1. Desde então, o hoje extinto clube se notabilizou pelos resultados de sua base, com nove títulos estaduais e a revelação de atletas como Aldrovani, Reginaldo Araújo, Rodrigo Tiuí e Nilmar. Além disso, o time foi o primeiro do estado a construir um Centro de Treinamento. Depois de 1980, teve outro bom desempenho no ano seguinte, ao chegar às quartas-de-final, caindo novamente frente ao Colorado. (Lincoln Chaves)

Juventus (SP) - 1985

As categorias de base do Juventus sempre estiveram entre algumas das mais premiadas, com títulos estaduais em várias categorias. Mas faltava algo de nível nacional. E, visto que até 1985, a melhor campanha do Moleque Travesso na Copinha foi uma ida às semifinais em 1979, não se esperava muito além do que o time paulistano já alcançara. Isso durou até aquele ano, quando, após superar Vasco e Santos, a Juventus chegou à decisão contra um Guarani cuja base estava em alta, após a geração do final dos anos 70 que conquistou o Brasileiro. Com o Pacaembu a seu favor e um gol de cabeça marcado pelo zagueiro Paulo Roberto, o Moleque Travesso levantou seu segundo título importante em nível nacional, equiparável a conquista da série B de 1983. (Lincoln Chaves)

Inter de Santa Maria (RS) – 1985

Responsável pela formação de Josiel, artilheiro do campeonato brasileiro de 2007, o Inter de Santa Maria atravessou um bom momento na década de 80. Na esteira dos profissionais, que faziam do estádio Presidente Vargas um verdadeiro alçapão, com a conquista de vitórias marcantes contra equipes como o Vasco de Roberto Dinamite, por exemplo, o Coloradinho, como também é conhecido, surpreendeu na Copa São Paulo de 1985. Com um grupo que, no fim das contas, acabou não revelando nenhum grande nome, o clube chegou até as quartas-de-final da competição, quando foi eliminado pelo Guarani, que já havia enfrentado e empatado na fase de grupos. Ainda assim, o time do interior gaúcho pode se gabar de ter deixado para trás o Grêmio em seu percurso na competição. (Marcus Alves)

Joinville (SC) – 1988

Afastado da Copinha desde 2006 e também fora da competição do ano que vem, o Joinville já teve bons momentos no interior paulista. Seu ponto alto foi em 1988, em uma campanha que terminou invicta, já que a eliminação na semifinal só foi conhecida nos pênaltis após empate por 0 a 0 com o América-SP. Segura, a equipe catarinense tinha sua força baseada na defesa, que sofreu apenas cinco gols nas sete partidas disputadas no campeonato, sendo a última uma vitória por 2 a 1 sobre o Matsbara na disputa do terceiro lugar. Antes dos momentos de decisão, o Joinville havia começado a surpreender logo na primeira fase de grupos, quando deixou o Santos para trás e liderou o Grupo A. Na seqüência, os dois rivais de Ribeirão Preto, Botafogo e Comercial, foram batidos, até acontecer a queda nas semis. (Henrique Moretti)

Santa Tereza (MG) 1992

Com a recusa do Cruzeiro em participar da Copa São Paulo de 1992, o Santa Tereza, um dos mais tradicionais clubes de Belo Horizonte, foi convidado para a disputa. E surpreendeu, batendo o Fluminense logo em sua estréia e se classificando como líder de um grupo que também contava com Corinthians, Vila Nova, São Bernardo e Santo André. Nas quartas-de-final, a vitória sobre o Santos acendeu as luzes sobre a zebra, que seria parada nas semifinais pelo Vasco. Mas os mineiros voltaram a dar as caras na disputa do terceiro lugar, vencendo o Corinthians por 1 a 0. A boa fase durou algum tempo e o clube ainda venceu o campeonato mineiro sub-20 em 1993 e revelou jogadores como Evanílson, Alex Mineiro e Irênio nos anos seguintes. O Santa Tereza voltou ao profissionalismo em 2006, sob o comando de uma empresa. (Braitner Moreira)

Roma Barueri (SP) – 2001

Mais lembrado, hoje em dia, por seu caráter nômade, o Roma Barueri alcançou a maior glória de sua curta história em seu primeiro ano de fundação. Com um grupo de jogadores que fazia jus à alcunha de time de empresário, a equipe surpreendeu ao abocanhar o título da Copa São Paulo de 2001. Pelo caminho, bateu clubes como Botafogo, São Paulo e Grêmio, com atuações destacadas do lateral-direito Itabuna e dos irmãos Evanardo e Ednardo. Como já se esperava àquela época, nenhum dos garotos campeões acabou vingando, tendo a maioria se espalhado pelos mais diversos cantos do país logo após a façanha na competição. Atualmente, o Roma tenta retomar sua ascensão jogando, mais uma vez, no interior paulista, em Itapetininga. (Marcus Alves)

Santo André (SP) – 2003

O Santo André foi o único time da região do ABC a levantar a Copinha, em 2003 – título que impulsionou o clube para a o vice-campeonato da Série C daquele ano e a conquista da Copa do Brasil, no ano seguinte. Daquele time, se destacaram os meias Pará e Denni, o atacante Dodô e o volante Makelele. Na fase de grupos, o Santo André deixou para trás o São Paulo, um dos favoritos ao título daquele ano. Jogando em casa, despachou mais três grandes nas fases seguintes: o Botafogo, nas oitavas-de-final, o Cruzeiro, nas quartas, e o Vasco, na semifinal. Na grande final, segurou o empate com o Palmeiras na capital paulista e venceu nos pênaltis. (Braitner Moreira)

Iraty (PR) – 2005

Disputando o grupo G, em Lençóis Paulista, os paranaenses começaram com um mero empate contra o anfitrião Lençoense. Mas, ao vencer Sport - este, com goleada por 4 a 1 - e Atlético Sorocaba, o primeiro lugar da chave foi garantido. Na segunda fase, apareceu Élton: o atacante, hoje no Santo André, marcou três nos 5 a 1 que despacharam o Ituano. A terceira fase foi superada arduamente: contra o Noroeste, de Borebi, artilheiro da Copinha em 2005, a vaga só veio nos pênaltis. Nas quartas-de-final, vitória por 2 a 1 contra o Comercial de Ribeirão Preto. O problema maior veio com as semifinais, quando o adversário foi um Corinthians que trazia nomes testados no time de cima, como Abuda, Dinélson e Marcus Vinícius. E, a despeito do sexto gol de Élton no certame, o sonho do Iraty acabou com o 3 a 1 corintiano, em que se destacou o belo gol de Marcus Vinícius, em jogada individual iniciada no campo de defesa. (Felipe dos Santos Souza)

América (SP) – 2006

Quando os principais clubes da edição 2006 da Copa SP foram sendo eliminados e nas quartas-de-final só sobrou um time que já havia sido campeão, o Juventus da Mooca, ninguém melhor que o América soube se aproveitar. Muito firme atuando no estádio Teixeirão, onde disputou sete dos seus oito jogos naquela competição, o clube de São José do Rio Preto tornou-se o primeiro interiorano a ser campeão da Copinha após encaixar sete vitórias (com destaque para a goleada de 5 a 1 sobre o Cruzeiro) e triunfar nos pênaltis após um empate sem gols na decisão com o Comercial. Decisivo com duas penalidades defendidas, André Zuba, hoje vinculado ao Palmeiras, saiu como herói. Além do goleiro, brilharam no esquema 3-5-2 do técnico Cândido Farias o atacante Cristiano, artilheiro do time com cinco gols, e o ala-esquerdo Nenê.  (Henrique Moretti)



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