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Ficha amarela

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Gustavo Vargas - 20/05/2009

Este colunista lembra como se fosse hoje de sua primeira coluna no Olheiros, no final de 2007. Ela tratava dos prodígios franceses Samir Nasri e Karim Benzema, que, na época, recém começavam a explodir. No mesmo dia, um bate-papo exclusivo com Rodrigo Caetano, então diretor executivo do Grêmio, inaugurava a seção de entrevistas. Era o pontapé inicial de um site pioneiro, que visava preencher uma lacuna presente na cobertura midiática do país: o futebol de base.

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Muitas coisas mudaram desde então. Nasri, por exemplo, trocou o Olympique de Marselha pelo Arsenal, da Inglaterra, enquanto Caetano assumiu a direção de futebol do Vasco da Gama. Mudaram, também, as visões deste que vos escreve a respeito da palavra companheirismo. Uma palavra que, no último um ano e meio, fez parte do dia-a-dia de quem cresceu imensuravelmente com a “idéia de alguns amigos apaixonados por categorias de base” que tornou-se referência nacional. E que, hoje, se despede de um de seus fundadores.

Tomar tão importante decisão não foi nem um pouco fácil. Afinal, abandonar o Olheiros em seu melhor momento – os números de audiência proporcionados pelo ranking são espetaculares – não parece ser algo inteligente, ainda mais para um jovem de apenas 21 anos que sempre buscou (e continuará buscando, por que não?) alçar voos altos no jornalismo esportivo. Contudo, motivos estritamente pessoais fazem com que essa seja a última Ficha Amarela da história do site.

Agradeço, de coração, a todos aqueles que ajudaram a construir o projeto. Leandro Guimarães, Rafael Reis e Nuno Almeida, colegas das antigas. Braitner Moreira e Frederico Lira, breves colegas. Maurício Vargas, grande “primo”. Mozart Maragno, sempre um cracaço quando o assunto é base. Lincoln Chaves e Pedro Venancio, nomes competentes que vieram para ficar. Dassler Marques e Marcus Alves, exemplares como editores e jornalistas. A todos vocês, o meu muito obrigado.

Abro um parêntese, ainda, para agradecer aos leitores desse colunista, principalmente aqueles que costumam postar no blog. Sem eles, coberturas como a dos Brasileiros Sub-20 de 2007 e 2008, por exemplo, não teriam sentido algum. Tudo, aliás, feito no amor. Na disposição. Na garra. E é com isso – amor, disposição e garra, somados à competência – que o Olheiros continuará vivo. Que Deus os ilumine, eternos companheiros... E que a nossa amizade prevaleça, acima de tudo!



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