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Os sete canteranos

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Pedro Venancio - 28/05/2009

A temporada 2008/09 do Barcelona foi absolutamente mágica e os números falam por si só: em 61 jogos, o clube somou 42 vitórias, 12 empates e sete derrotas e conquistou 138 dos 183 pontos disputados. O maravilhoso aproveitamento de 75% dos pontos, porém, é insignificante perto das conquistas obtidas. Afinal, o Barça disputou três competições e venceu todas, conseguindo a primeira tripleta de sua história.

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O feito ganha ainda mais relevância se considerarmos que sete dos 11 titulares da final da Liga dos Campeões são formados nas categorias de base do clube, o que, em tempos de globalização e transações multimilionárias, é algo notável.

Da grande revelação Busquets ao melhor jogador do mundo, Messi, passando por verdadeiros símbolos do clube como Puyol e Xavi; os canteranos tiveram o suporte dos experientes Eto´o, Henry, Rafa Márquez e Yayá Touré para destruir o todo-poderoso e multinacional Manchester United. Tudo isso sob o comando de Pep Guardiola, técnico estreante também formado no clube como jogador e que comandava o Barcelona B no ano passado.

Confira abaixo um breve perfil dos sete canteranos campeões europeus.

Victor Valdés (14/01/1982)

Considerado o “ponto fraco” da equipe, Valdés é o único titular do Barça a nunca ter defendido sua seleção nacional adulta, apesar de ter um bom histórico na sub-21. Contestado por muitos torcedores por ser um goleiro baixo – apenas 1,83m -, se mantém na posição há seis temporadas, sempre demonstrando muita regularidade. O goleiro já soma, ao todo, oito títulos desde que assumiu a meta blaugrana e, aos 27 anos, pode marcar ainda mais seu nome na história culé.

Carles Puyol (13/04/1978)

Catalão, canterano e titular desde 1999, Puyol é, de longe, o jogador mais carismático do Barça. Atua como zagueiro e lateral-direito, função que cumpriu com brilhantismo na final, anulando Cristiano Ronaldo. Limitado tecnicamente, compensa suas deficiências com muita raça e uma dedicação impressionante. Completou recentemente 400 partidas pelo clube e é o primeiro jogador do Barcelona a erguer duas vezes como capitão a taça da Liga dos Campeões.

Gerard Piqué  (02/02/1987)

Único bicampeão de fato – no ano passado fazia parte do elenco do Manchester United -, o zagueiro fecha com chave de ouro sua temporada de retorno ao clube catalão, onde deu seus primeiros chutes. Sua controvertida transferência para o clube inglês, aos 17 anos, ainda gera polêmica na cidade, mas a carreira do zagueirão parece decolar: além do triplete, Piqué também pôde comemorar sua estreia com a camisa da Fúria e é, atualmente, considerado um dos melhores defensores do país.

Sergi Busquets (16/07/1988)

Seguramente a maior revelação do clube na temporada, Busquets teve uma ascensão meteórica quando quase ninguém esperava. Na temporada passada, os holofotes apontavam para nomes como Bojan e Giovani dos Santos e o volante, mais velho que os dois, ralava na equipe B e nem era cotado para subir. Seu comandante, Pep Guardiola, foi promovido e apostou no garoto, que correspondeu, tomou conta da posição e também fez sua primeira partida pela seleção espanhola.

Xavi Hernandez (25/01/1980)

Campeão Mundial sub-20 em 1999, Xavi estreou nos profissionais um ano antes e quase foi dispensado pelo então treinador Louis Van Gaal, que recheou a equipe de holandeses. Deu a volta por cima, se firmou, e hoje é o maior vencedor da história do clube. São, ao todo, nove conquistas, uma a mais do que Puyol e Victor Valdés. Líder em assistências na Liga – ao todo foram 16 -, MVP da Euro 2008 e dessa final, o meia terá, em 2010, a chance de brilhar em uma Copa do Mundo e entrar de vez na lista dos melhores jogadores espanhóis de todos os tempos.

Andrés Iniesta (11/05/1984)

Surgiu na temporada 2002/03 e começou a jogar com mais freqüência no ano seguinte, quando o Barça começava a montar o time que viria a ganhar a Liga dos Campeões em 2005/06. Na ocasião, era um reserva, uma espécie de faz-tudo que entrava no time sempre, seja no lugar de Ronaldinho, Deco, Giuly, Xavi ou Messi. Versátil, encontrou no meio-de-campo o seu melhor lugar e foi importante na conquista da Euro 2008. Sua afirmação como craque, porém, veio com o triplete.

Lionel Messi (24/06/1987)

Eleito o segundo melhor jogador do mundo em 2008, Messi tem tudo para desbancar Cristiano Ronaldo do trono este ano. Afinal de contas, foi uma temporada absolutamente perfeita. Além do triplete, Messi foi o goleador máximo da Liga dos Campeões e artilheiro da equipe no Campeonato Espanhol. O título europeu, aliás, foi o décimo da carreira do jogador, que chegou à Catalunha aos 13 anos de idade e menos de 1,40m, descoberto pelo então diretor esportivo do clube, Carles Rexach. O Barcelona bancou seu tratamento para crescer e apostou no jogador que, às vésperas de completar apenas 22 anos, já provou que Rexach estava certo.



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