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Coberturas especiais

CSP'08: seleção de eternas promessas

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Equipe Olheiros.net - 21/12/2007

Dando continuidade aos especiais da Copa São Paulo, o Olheiros apresenta, agora, uma seleção composta apenas por jogadores que brilharam na competição mas que, por um motivo ou outro, estiveram longe de corresponder às expectativas. E não são poucos. O que, por sua vez, tornou a nossa tarefa ainda mais complicada. Mesmo assim, chegamos a um consenso quanto a onze nomes que representam bem esse grupo que, certamente, ganhará novos integrantes em 2008.

Com o crescimento da Copinha, está cada vez mais difícil fazer um acompanhamento preciso dos acontecimentos do torneio. Até por isso, erroneamente, às vezes, exaltam-se as qualidades de determinado jovem sem que, antes, seja feita uma avaliação mais criteriosa. Para evitar que as eternas promessas listadas abaixo ganhem ainda mais concorrentes, o Olheiros estará atento ao que ocorrerá em cada canto da competição. Confira a nossa seleção![Marcus Alves]

Renato

Ninguém melhor que Renato para encabeçar uma seleção de jovens que sumiram tão rápido quanto explodiram. Afinal, explosão e agilidade eram as principais características do garoto que foi do Atlético-PR para o Corinthians ainda na base, e que se destacou na conquista da Copa São Paulo de 99 ao lado de Kléber, Edu, Ewerthon e Fernando Baiano.

Presente em convocações da seleção sub-20 em 99, acabou não disputando o mundial da categoria, na Nigéria. Teve chances com Luxemburgo no time principal do Corinthians no mesmo ano, o que lhe rendeu, em 2000, convocações para a seleção olímpica. Contudo, acabou pagando um preço alto pela campanha da equipe na Copa JH e amargou a reserva até 2002, quando começou a perambular pelo Brasil. Fez parte do elenco do Santa Cruz na Série B e está sem clube.[Maurício Vargas]

Itabuna

O lateral-direito Itabuna pintou como uma grande promessa do futebol brasileiro na Copa São Paulo de 2001 quando chegou ao título com o desconhecido Roma de Barueri. No ano anterior, o jovem lateral já tinha chegado à final com o Juventus, mas perdeu para o São Paulo.

Surgiu em uma época em que se reclamava muito da escassez de bons laterais-direito no país e representava uma esperança para a sucessão do ainda intocável Cafu. Porém, a expectativa sobre o lateral nunca se materializou e uma das explicações mais plausíveis é de que ele teria se beneficiado apenas por atuar no meio de garotos mais jovens já que possuía 22 anos quando foi campeão. Além disso, Itabuna foi suspenso por 6 meses e passou a conviver sempre com a desconfiança sobre o seu real potencial. Ainda voltou ao Juventus e passou pelo Ituano.[Leandro Silva]

André Santos

André Santos era zagueiro e foi, na Copa São Paulo de 1995, o principal nome do time corintiano, campeão na final com a Ponte Preta. Eleito o melhor jogador da edição, se destacava pela força com que rompia a linha defensiva e aparecia no ataque com naturalidade. Tanto é verdade que, na decisão, fez um gol e arquitetou outro, concluído por Toninho, na prorrogação.

Imediatamente, entrou no time titular dos profissionais, barrando o experiente Vítor, ex-São Paulo. Já fixado como lateral, permaneceu no Corinthians até 1999, embora tenha passado por empréstimo por Grêmio e Ponte Preta. Após rodar pela Turquia e voltar ao Brasil, perdeu totalmente o espaço que prometia ocupar em 1995, quando chegou a ser cotado para a seleção que foi aos Jogos Olímpicos de Atlanta.[Dassler Marques]

Ronaldo

Dono de uma das mais competentes categorias de base do Brasil, o Internacional conquistou pela última vez a Copa São Paulo em 1998. Uma das forças daquele time, que superou a Ponte Preta na decisão, era a sua rígida dupla de zaga, formada por Lúcio e Ronaldo. Enquanto o primeiro se solidificou como um dos principais defensores do mundo, atuando pelo Bayern de Munique e pela seleção brasileira, o segundo se perdeu pelo caminho.

Ronaldo iniciou a sua carreira no Paraná, estado onde nasceu, e desembarcou no Inter em 1995, quando tinha 17 anos. Após uma campanha de sucesso na base, subiu para o time adulto. O seu melhor momento aconteceu novamente ao lado de Lúcio, na Copa João Havelange, em 2000. Três anos depois, já sem espaço no clube, deixou o Beira-Rio para atuar no Criciúma e ver declinar sua carreira. Passou ainda, sem sucesso, por Paysandu, Chapecoense e Veranópolis.[Rafael Reis]

Julio

Lateral-esquerdo rápido e de muita força ofensiva, Julio foi um dos destaques da campanha vitoriosa da Portuguesa na Copa São Paulo de 2002. Junto a jogadores como Rafinha e Alex Afonso, e comandado pelo técnico Edu Marangon, ele foi duas vezes às redes naquela competição, garantindo o segundo título da Lusa – o primeiro havia sido em 1991.

Curiosamente, o ano que começou azul para os garotos da Portuguesa terminou no calvário da queda para a Série B do Brasileirão. Com a campanha ruim no Nacional, Julio acabou queimado, assim como a maioria daquela equipe – exceção feita a Bosco e Ricardo Oliveira. Na seqüência da carreira, passou pelo Juventus no ano passado, e seu último clube foi o Botafogo de Ribeirão Preto, em que fez boa Copa Federação Paulista: sempre marcado pela vocação ofensiva, foi autor de quatro gols na campanha da Pantera, que foi eliminada nas quartas-de-final.[Henrique Moretti]

Jardel

Pouco baladado, ao contrário dos companheiros Gomes e Wendel, o volante Jardel formou uma entrosada dupla de contenção com Mancuso e foi uma das peças-chave do Cruzeiro vice-campeão da Copa São Paulo de 2002. Bem credenciado, participou do título do Campeonato Brasileiro (já como profissional) e conquistou o Mundial Sub-20 com a seleção brasileira no ano seguinte, além de ter sido medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo. Entretanto, o potencial que o atleta demonstrou nessas competições acabou não se confirmando. 

Após passagens discretas por empréstimo pelo Juventude (segundo semestre de 2005) e Marítimo, de Portugal (2006), Jardel retornou à Toca da Raposa no início do ano. Sem espaço com o então técnico Paulo Autuori, foi cedido à Cabofriense para a disputa do Campeonato Carioca. Nos últimos meses, voltou a treinar com o grupo principal cruzeirense, mas praticamente nem jogou durante o Brasileirão. Liberado para as férias antes mesmo do término do certame, o jogador, outrora tido como grande promessa, ainda não sabe qual será seu rumo em 2008.[Gustavo Vargas]

Montezini

O segundo título da Copa São Paulo para o tricolor do Morumbi veio em 2000, num time onde Kaká era reserva e que contava com Fabio Simplício, Julio Baptista e Renatinho. Contudo, outro que prometia tanto ou até mais que eles era Montezine, o organizador das jogadas ofensivas da equipe. Contundido, ele ficou de fora da decisão, mas seu desempenho ao longo do torneio foi o suficiente para chamar a atenção da Udinese, que o contratou ainda em 2000. O destaque, no entanto, não veio e, depois de passagens por Napoli, Avellino (ainda na Itália) e Al-Arabi (Kuwait), hoje ele defende o Umm-Salai, do Catar.[Leandro Guimarães]

Fabinho Fontes

A derrota corintiana para o São Paulo, na final de 1993, não foi suficiente para tirar de Fabinho Fontes o título de principal jogador da edição. Em 1995, ainda no time que foi campeão, esteve presente e foi o maior artilheiro do torneio. Nem mesmo duas participações tão destacadas foram suficientes para garantir o futuro do habilidoso meia-direita, então eficiente nas bolas paradas.

Mesmo permanecendo no elenco corintiano até o início de 1996, Fabinho Fontes passou despercebido e teve poucas chances. Desde então, peregrinou de modo desenfreado por uma série de equipes nacionais e estrangeiras, carregando para sempre o rótulo justíssimo de eterna promessa.[Dassler Marques]

Toninho

Mais conhecido como o irmão de Sidnei, jogador que fez parte dos Menudos do Morumbi na década de 80, Toninho participou de três edições da Copinha pelo São Paulo, sendo vice-campeão em 1992 e 1994 e campeão em 1993. Rápido, ele se destacou no ataque tricolor ao lado de nomes como Caio, Catê e Jamelli. Posteriormente, ainda alcançou certo relevo com o título da Copa Conmebol, marcando até um gol de bicicleta na decisão contra o Peñarol. Depois disso, porém, desapareceu.

Contratado pelo Anderlecht em 1995, Toninho não se adaptou ao trabalho de Johan Boskamp, então treinador do time, e logo retornou ao Brasil. A partir daí, começou a sua peregrinação por diversos times brasileiros. Ele passou por equipes como Figueirense e CRB, mas, sem o mesmo brilho de outrora. No ano passado, o ex-atacante são paulino ainda disputou o Campeonato Alagoano pelo modesto Murici.[Marcus Alves]

Welton

De paradeiro desconhecido, Welton pintou como uma esperança no ataque “pó de arroz”. Sempre se salvando em péssimas campanhas do Flu na Copinha com belos gols e matérias sobre seu envolvente futebol, acabou por dividir o ataque com o ídolo “Super” Ézio, ainda no Brasileiro de 94. O time praticamente não sentira a falta de Vagner, o “tanque tricolor”. Só que mais uma vez o “extra-campo” atrapalhava o desenvolvimento de uma carreira. Mesmo com o bom torneio júnior de 95, saiu do clube e foi perambular pelo mundo da bola como mais uma promessa que não vingou. Embora tenha feito algum sucesso na MLS no final da década de 90, jamais seria o talento de âmbito internacional que prometera nas Laranjeiras.[Mozart Maragno]

Manoel

Talento precoce, de estatura elevada e com faro de gol, mas meio desengonçado, o atacante Manoel, depois de ter tido uma primeira experiência na Holanda, pela equipe B do PSV, regressou ao Internacional, em 1998, e foi uma das estrelas que mais brilhou na constelação que guiou o colorado ao título da Copa São Paulo nesse ano. Era o início de um percurso que prometia e que seria construído por altos e baixos, até o eclipse total.

Depois do sucesso na Copinha, o PSV quis voltar a testá-lo, mas tal como da primeira vez, a experiência não durou. Retornou a Porto Alegre, para disputar pelo Inter o Estadual de 1999, e daí passou para o Vitória da Bahia, onde se voltou a encontrar com os gols e a despertar a atenção na Europa, com o Vitória de Guimarães, de Portugal, a assegurar os seus préstimos para a temporada de 2000/01. E em solo luso andou até a época passada, tendo vivido o seu período de maior fulgor algures entre 2002 e 2005, em equipes de menor expressão, como Gil Vicente e Moreirense, o que levou o Sporting, que atravessava dificuldades financeiras, a contratá-lo a custo zero. Por Alvalade passou como um cometa e daí em diante, foi sempre a descer, com passagens lastimáveis por Guimarães e Belém, até ao abismo, que se situa em Alagoas.[Nuno Almeida]



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