Equipe Olheiros.net - 23/09/2009
Quando se fala na perda de espaço das competições de base, não é exagero. Os Jogos Olímpicos atestaram essa situação e o Mundial Sub-20, a ser disputado a partir desta quinta-feira, apenas confirma. A exemplo do que aconteceu em Pequim, os gramados egípcios estarão desfalcados de atletas que não foram liberados por seus clubes. É um problema que vem se agravando com o passar dos anos e que clama por uma participação mais ativa da Fifa em sua resolução. Enquanto isso não ocorre, veja quais serão as ausências mais sentidas no campeonato. (Marcus Alves)
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Davide Santon (Itália)
Na ascensão meteórica cumprida por Davide Santon, constam apenas duas partidas com a seleção italiana sub-20, em 2008. Desde então, o jogador surpreendeu ao ganhar a posição de Maxwell na lateral esquerda da Internazionale e hoje figura até nas convocações de Marcello Lippi. Ainda assim, sua ausência será bastante lamentada no Egito, mesmo porque, com o início da nova temporada europeia, o jovem de 18 anos perdeu a vaga de titular com José Mourinho, o que diminuirão suas chances de continuar nos planos do time principal italiano. (Henrique Moretti)
Antonio Paloschi (Itália)
Revelação que apareceu com destaque no Milan de 2007/08, Antonio Paloschi só foi se firmar no Parma, clube que defende por meio de um acordo de co-propriedade. Com dois gols, foi artilheiro do time na campanha do Europeu Sub-19 há dois anos, porém, não poderá jogar o Mundial porque é peça-chave do clube da Emilia-Romanha (marcou 12 gols na última Serie B) e já faz parte da seleção sub-21. (Henrique Moretti)
Fernando Forestieri (Itália)
Após causar polêmica ao preferir defender a Itália em vez de seu país de nascimento, a Argentina, Fernando Forestieri perderá o que seria sua primeira competição importante com a camiseta azul. Recém-emprestado do Genoa ao Málaga para sua primeira experiência fora do Campeonato Italiano (chegou à Ligúria com 16 anos), já endossa o camisa 9 no clube espanhol. Na República Tcheca, ele foi o responsável pelo gol contra a Hungria que levou os comandados de Francesco Rocca à decisão. (Henrique Moretti)
Ahmed Nabil “Manga” (Egito)
Mais uma revelação do Al Ahly, Ahmed Nabil “Manga” goza de grande prestígio no Egito e já é tratado como estrela no país. Em virtude de uma grave contusão sofrida em um amistoso, desfalcará a equipe no campeonato disputado em casa. Não será fácil superar a sua ausência. Mahmoud Touba, seu companheiro de time, é o único que apresenta as mesmas características ofensivas que lhe conferiram destaque. Mohamed Talaat e Ahmed Fathi “Bougi”, recuados, também podem fazer a função. (Marcus Alves)
Bojan Krikc (Espanha)
Principal jogador da Espanha e cotado para ser uma das estrelas do Mundial Sub-20, Bojan não poderá mostrar no Egito o futebol habilidoso e objetivo desses primeiros anos como profissional. Uma contusão sofrida na primeira rodada do Campeonato Espanhol, em partida contra o Sporting Gijón, provou-se séria demais para viabilizar sua participação na competição. A ausência do atacante do Barcelona diminui um pouco as chances dos espanhóis no torneio, mas o treinador Luis Milla tem condições de suprir essa ausência com o bom conjunto que possui sob o seu comando. (Gabriel Dudziak)
Ignacio Camacho (Espanha)
Mesmo contando com Asenjo, Parejo, Aaron, Dominguez e outros jovens que já são titulares em seus clubes, a Fúria não terá no Egito a sua principal liderança dentro de campo. Ignacio Camacho, volante do Atlético de Madrid e capitão das equipes sub-17 e sub-20 da Espanha nas últimas competições, inclusive no Europeu do ano passado, está fora do Mundial por causa de uma lesão. Mesmo sentida, a ausência de Camacho poderá ser contornada com a experiência do goleiro Asenjo em competições de nível profissional e a qualidade de seu substituto na posição, que deverá ser Gullón ou Herrera. (Gabriel Dudziak)
Francisco Fajardo (Venezuela)
Durante o Sul-Americano Sub-20, Fajardo se converteu em uma das principais peças do time venezuelano ao assumir a lateral esquerda e não sair mais. Brilhou em uma defesa formada por nomes como Rafael Romo, Pablo Camacho e José Manuel Velásquez. Mas se contundiu numa partida disputada contra o Brasil, em um hexagonal amistoso, e desfalcará a equipe no Egito. Não estará presente em campo, porém, a pedido de seus companheiros, acompanha a delegação em sua estreia em Mundiais. Prestígio pouco é bobagem. (Marcus Alves)
Kingsley Udoh (Nigéria)
Capitão das Super Águias no Mundial Sub-17, Udoh não teve a evolução esperada nos últimos dois anos. Ainda assim, era o capitão da seleção sub-20 no Campeonato Africano da categoria e é tido como a melhor opção para a zaga no país. Por problemas de visto, ele ficou fora da preparação da equipe, feita na Espanha, e foi preterido da lista final por Samson Siasia, assim como seu companheiro de zaga Alex Nkume. (Pedro Venancio)
Macauley Chrisantus (Nigéria)
Artilheiro do último Mundial Sub-17, Chrisantus era a principal esperança de gols dos nigerianos no sub-20, mas alegou uma lesão para não se apresentar ao técnico Samson Siasia e foi cortado da equipe que vai ao Egito. Além dele, o extremo esquerdo Nmandi Odumadi, do Milan, se machucou durante o período de treinos e teve de ser substituído na lista final. (Pedro Venancio)
Sascha Bigalke (Alemanha)
Bigalke seria o substituto natural de Kroos, mas foi outra vítima da intensa briga que os clubes alemães encamparam contra a FIFA e o Mundial Sub-20, especialmente quanto à data de sua realização. Também destaque no Mundial Sub-17, tem nesta temporada sua primeira chance real no time de cima do Hertha. Algumas contusões o afastaram ainda mais dos períodos de treinamento da seleção alemã, não tendo nem participado da campanha vitoriosa do Europeu Sub-19. Outra ausência a ser bastante sentida. (Maurício Vargas)
Toni Kroos (Alemanha)
O grande nome do Mundial Sub-17 de 2007 já estava fora do Mundial do Egito antes de retornar da Coreia do Sul. Kroos experimentou holofotes que há muito tempo um alemão não recebia, graças à sua habilidade, faro de gol e arsenal de jogadas de efeito. Tornou-se, então, maior que a própria seleção de base. Mesmo tendo falhado em se estabelecer em um confuso time principal do Bayern de Munique, aos poucos vai se firmando no Leverkusen. Como seria candidato natural a destaque do campeonato, dificilmente terá sua ausência reposta à altura por Hrost Hrubesch. (Maurício Vargas)
Sung-Yong Ki (Coreia do Sul)
Na última convocação da seleção sul-coreana principal, a experiência deu o tom. Em meio a um elenco cuja média de idade é de 26,04 anos, um jovem nascido em 1989 saltava aos olhos. O nome dele é Sung-Yong Ki, meio-campista talentoso que, depois de brilhar no último Mundial sub-20, não participará desta edição. Presença praticamente certa na próxima Copa do Mundo, o “Gerrard da Coreia” pode se encaixar em várias posições da meia-cancha e tem contrato assinado para se juntar ao Celtic em janeiro. (Henrique Moretti)
Nikolas N´Koulou (Camarões)
Titular do Monaco desde a temporada passada e presença constante na seleção principal N´Koulou seria um acréscimo substancial de talento na defesa da equipe de Alain Wabo. Mas o zagueiro, que pode atuar como lateral esquerdo ou volante, já disputou as Olimpíadas no ano passado e entende-se, no próprio país, que jogar o Mundial Sub-20 é “desnecessário” para a evolução da sua carreira. (Pedro Venancio)
Sam Garza (Estados Unidos)
Membro do elenco vice-campeão do qualificatório da Concacaf para o Mundial Sub-20, Garza rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho jogando pela Universidade de Denver. O atacante, que não foi titular absoluto da equipe, mas compunha muito bem a linha de frente dos Estados Unidos, era uma peça importante no sistema de jogo de Thomas Rongen devido à versatilidade que apresenta dentro de campo. Sua capacidade de se adequar a mais de uma posição poderá ser sentida pela seleção estadunidense, principalmente nos jogos mais complicados. (Rafael Arrais)
Anthony Wallace (Estados Unidos)
Um dos jogadores mais experientes da seleção norte-americana, Wallace sofreu uma contusão no menisco do joelho a poucos dias do Mundial Sub-20 e não poderá representar o país no Egito. Depois de disputar a última edição do campeonato no Canadá, o zagueiro fará falta no forte sistema defensivo estadunidense. Exercia o papel de líder e passava segurança para os companheiros dentro de campo. Ele será substituído por Gerson Mayer, jogador do Chivas USA. (Rafael Arrais)
Sadick Adams (Gana)
O atacante de 18 anos foi mais um que, após ser dispensado, disparou críticas a Sellas Tetteh. A ausência de Adams, parceiro de Ransford Osei no terceiro lugar no Mundial Sub-17 de 2007, deve pesar no entrosamento ofensivo, estabelecido há dois anos e que se mostrava um excelente trunfo para os Black Satellites. A explicação do corte é a de que Adams estava suspenso por quatro meses pela Fifa por abandonar um contrato firmado com o Ètoile du Sahel para assinar com o Atlético de Madrid — que, conforme a imprensa africana, já o mandou embora. (Lincoln Chaves)
Ishmael Yartey (Gana)
Apelidado de "Giggs" ganense após o último Mundial Sub-17, Yartey já treinava com o time principal do Benfica antes de ser emprestado ao Beira-Mar para adquirir experiência nesta temporada. Mesmo gozando de experiência internacional, o treinador Sellas Tetteh decidiu cortá-lo, alegando possuir opções melhores para a meia-esquerda, como Dedé Ayew e Opoku Agyemang, ambos também da seleção principal. Revoltado, Yartey alegou que Tetteh recebia propina para convocar certos jogadores. A discussão segue até hoje. (Lincoln Chaves)
Torric Jibril (Gana)
Contratado no ano passado pelo Portsmouth, Jibril era bastante aguardado pela torcida, que não engoliu a sua ausência. Observado por gigantes como Arsenal e Real Madrid, o meio-campista, que devido à sua habilidade carrega o apelido de “Show Boy”, era forte candidato a conquistar um espaço entre os titulares durante o torneio ou se firmar como uma o 12º jogador da equipe. Para alguns, sua ausência, ainda que motivadas pela sua idade, 17 anos, foi também relacionada às acusações envolvendo a lista final de Sellas Tetteh. (Lincoln Chaves)
Theo Walcott (Inglaterra)
Presença certa na África do Sul em 2010 e homem de confiança do técnico Fabio Capello, Walcott já evoluiu o suficiente para se tornar imprescindível no Arsenal. Uma estrela que poderia compor o grupo da Inglaterra que vai disputar o Mundial Sub-20, mas que não foi liberado pelo Arsenal para a competição, pois, assim como o tempo de ausência, os riscos de lesão seriam grandes, agravando o quadro desse início de temporada. Rápido e habilidoso, é tratado como uma joia pelos ingleses, e já provou que talento para carregar o status que possui. Fará muita falta no Egito. (Rafael Arrais)
Jack Wilshere (Inglaterra)
Com um futuro promissor e badalado pela imprensa britânica, Wilshere é mais um jogador do Arsenal que não foi liberado para a disputa do Mundial Sub-20. Figura constante nas seleções de base desde os juvenis, é a aposta dos Gunners para essa temporada. Até por isso, o clube londrino resolveu não autorizar a sua ida, mesmo tendo participado de toda a preparação. A seleção inglesa com certeza sentirá falta da liderança e personalidade do prodígio de 17 anos no meio-campo. Não é por acaso que sua convocação para 2010 já é pedida no país. (Rafael Arrais)
Daniel Sturridge (Inglaterra)
Cotado como um das peças para a renovação de ataque da seleção inglesa, Sturridge já surge como esperança de gols no país. Depois de assinar recentemente um contrato de quatro anos com o Chelsea, o ex-jogador do Manchester City chegou a figurar no elenco do técnico Brian Eastick para o Mundial Sub-20, mas não foi liberado pelos Blues. Dono de um bom porte físico, ele se destaca pela qualidade do arremate em gols. Diferenciado, poderia ser uma referência no ataque dos britânicos no Egito. (Rafael Arrais)
Alisher Azizov (Uzbequistão)
Embora companheiro de clube de boa parte dos convocados por Akhmad Ubaydullaev para o Mundial Sub-20, o atacante de 19 anos não foi lembrado na lista final de convocados uzbeque. Apagado no Asiático Sub-19 e com concorrentes mais velhos na briga por uma vaga no ataque, Azivov perdeu espaço para nomes como Sanat Shikhov, chamado em seu lugar. Jogador veloz e ágil, pode fazer falta caso se confirmem as expectativas de o Uzbequistão valorizar os contra-ataques no Egito. (Lincoln Chaves)
Sandro (Brasil)
Convocado ao Mundial, Sandro havia sido chamado por Dunga para o lugar de Josué no selecionado principal poucos dias antes. Foi a senha para o Inter, que também havia perdido Alan Kardec e Giuliano, pressionar a CBF pela liberação do volante, capitão e destaque absoluto no Sul-Americano da categoria disputado em janeiro. Até pelos nomes que Rogério Lourenço tem em mãos, como Renan, Maylson e Boquita, se trata de um desfalque possivelmente irremediável. (Dassler Marques)
Alexandre Pato (Brasil)
Atacante com lastro de seleção principal nas costas, o rossonero Alexandre Pato tem competições como Mundial Sub-20 de 2007 e a Olimpíada de 2008 no currículo. A falta de respaldo da CBF fez com que todos os jogadores que atuam no exterior fossem liberados. Pato é o principal nome dessa galeria que tem nomes como os zagueiros Breno e Sidnei, o volante Rafael Carioca e os laterais gêmeos Fábio e Rafael. (Dassler Marques)
Dentinho (Brasil)
Mesmo sem se destacar no Sul-Americano Sub-20, Dentinho ainda assim é um dos principais atacantes de sua geração é seria nome certo no Mundial. A informação de bastidores dá conta de que o corintiano foi vetado pelo clube, casos semelhantes de jogadores como Diego Renan, do Cruzeiro, Mário Fernandes, do Grêmio, e Renan, do Botafogo. (Dassler Marques)
Tomas Necid (República Tcheca)
O centroavante, que simplesmente carregou a equipe nas costas no Campeonato Europeu Sub-19 de 2008, não foi chamado pelo técnico Jakub Dovalil por já atuar com regularidade na seleção principal. Além dele, nomes como Miroslav Stepanek, Jan Hable e Libor Kozak, que já atuam fora do país e possuem várias passagens pelas seleções de base, foram preteridos por opção técnica e não vão ao Egito. (Pedro Venancio)
Peter Cvetanovski (Austrália)
Considerado uma peça-chave no sistema defensivo australiano, o zagueiro do Borussia Moenchgladbach foi a grande surpresa dentre os que cortados por Jan Versleijen para o Mundial Sub-20. Mesmo atuando fora do país, Cvetanovski teve poucas oportunidades na equipe, sendo preterido por nomes como Ryan McGowan e Luke DeVere, que têm atuado com mais regularidade, e por Matthew Jurman, lateral-esquerdo que também pode ser improvisado na defesa. Ainda assim, muitos torcedores não engoliram a sua ausência. (Lincoln Chaves)
Oliver Bozanic (Austrália)
Tido como nome certo na equipe titular da Austrália no Mundial Sub-20, Bozanic machucou-se seriamente durante a derrota de seu time, o Cheltenham Town, para o Bradford, na terceirona inglesa. A despeito de a lesão não tirá-lo totalmente da competição, faria com que perdesse quase todo o início do Mundial. Sem a sua presença, os aussies perdem qualidade ofensiva e um jogador que já vinha adquirindo experiência internacional, algo importante num grupo majoritariamente formada por atletas locais. (Lincoln Chaves)
Tamás Kádár (Hungria)
O melhor zagueiro do time húngaro não conseguiu a liberação de seu clube. Após uma longa novela e a promessa do técnico Sandór Egervári de que o jogador estaria no Mundial Sub-20, o Newcastle vetou a sua viagem. Chegou ao clube inglês com apenas 16 anos e hoje, aos 19, é peça importante no elenco que disputa o acesso à Premier League. Atua tanto pelo miolo da zaga quanto pelo lado esquerdo da defesa. (Leandro Stein)
Olivér Nagy (Hungria)
O ala não vai ao Mundial do Egito por causa de uma lesão. Durante fase de elite do Campeonato Europeu sub-19, ficou marcado ao anotar o gol da vitória húngara por 1 a 0 diante da Espanha. Bom apoiador, se destacou em 2006 pelo Ujpest. Atualmente joga no Pécsi, clube de sua cidade natal e no qual atuou nas divisões de base. (Leandro Stein)
András Gál (Hungria)
Peça fundamental no esquema tático da Hungria no Europeu Sub-19 de 2008, Gál foi preterido pelo técnico Sandór Egervári. Tudo porque não tem tido uma grande sequência de jogos recentemente. Além disso, atua na equipe B do MTK, que disputa a segunda divisão do país. Assim como ele, muitos dos outros jogadores presentes na seleção húngara sub-19 também não foram chamados pela falta de experiência em clubes de elite. (Leandro Stein)
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