Equipe Olheiros.net - 01/10/2009
A mais promissora geração do futebol brasileiro está listada. Com nomes de enorme potencial em praticamente todas as posições, a turma de 1992, com dois reforços /93, conquistou os dois Sul-Americanos que disputou. Em 2007, no Rio Grande do Sul, e em 2009, na Venezuela. Praticamente todos se conhecem desde o início da preparação, o que indica entrosamento e uma grande campanha na Nigéria, sede do próximo Mundial Sub-17.
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Há talento em todas as faixas do campo, exceção feita talvez a lateral direita e o comando do ataque. Por outro lado, a capacidade de jogadores como Luís Guilherme, Gerson, Dodô, Zezinho, Coutinho e Neymar, todos considerados acima da média, não dificultou tanto o trabalho do técnico Lucho Nizzo, que pôde se concentrar na parte educacional da formação e em encontrar espaço para seus melhores atletas.
Nas linhas abaixo, o Olheiros cumpre sua missão e apresenta todos os convocados do Brasil para o Mundial, citando ainda desfalques, seja por lesão ou por opção. Se você é agente de futebol e veio atrás de nomes para um bom negócio, má notícia. Praticamente todos esses jogadores são valem uma fortuna e estão presos a investidores poderosos. Confira. (Dassler Marques)
Os convocados:
Luís Guilherme – goleiro – Botafogo
Poucas vezes nos últimos anos houve tanta certeza sobre o nome de um goleiro para as seleções de base quanto agora. Luís Guilherme é considerado a volta pro cima das divisões inferiores do Botafogo, carentes de bons nomes nos últimos anos. Com passagens seguras pela seleção sub-15, é indiscutível no gol brasileiro na Nigéria, por mais que tenha demonstrado alguma hesitação em saídas de gol no Sul-Americano. Ainda não teve chances no time principal do Bota, mas dadas as atuais circunstâncias esta é até uma boa notícia. (Maurício Vargas)
Alisson – goleiro - Internacional
Reserva do Brasil no Sul-Americano disputado neste ano, Alisson vai ao Mundial com chances de ser titular. Depois de ser eleito o melhor goleiro da seleção brasileira no título da Copa 2 de Julho e ter sido campeão da Copa do Brasil Sub-17 pelo Inter, o arqueiro ganhou moral com o técnico Lucho Nizzo. Tanto é que na Copa Sendai Sub-17, disputada no Japão no mês de agosto, Alisson foi titular, em um claro indício de que deverá ser o camisa 1 brasileiro na Nigéria. (Gabriel Dudziak)
André – goleiro – Corinthians
A convocação de André pode parecer surpresa para quem esperava nomes mais conhecidos como Idimar, do São Paulo. Mas o arqueiro do sub-18 corintiano é quem vinha fazendo parte das convocações ao lado dos já confirmados Luís Guilherme e Alisson: foi reserva na Copa 2 de Julho, vencida pelo Brasil. Apesar da idade, é titular da equipe que participa do Paulista Sub-20, composta por jogadores sub-17 e sub-18 em preparação para a Copa São Paulo – o que pode ter sido um diferencial na sua escolha. Como terceiro goleiro, dificilmente irá aparecer no Mundial, mas ao menos ganhará experiência. (Maurício Vargas)
Romário – lateral direito – Vitória
Lateral direito de passadas largas e boa chegada ao ataque, Romário não foi titular absoluto no Sul-Americano Sub-17, mas vinha ocupando o posto nas últimas competições. Entre elas, a Copa 2 de Julho e a Copa Sendai. Foi destaque do Vitória num giro recente pela Europa e atraiu o interesse do Manchester City, onde realizou testes durante um período. Evangélico, chegou ao clube rubro-negro por meio de um pastor há três anos e é um dos jogadores mais jovens do elenco convocado pelo treinador Lucho Nizzo. Deve protagonizar com Crystian uma das principais brigas na equipe. (Marcus Alves)
Crystian – lateral direito – Santos
Exceção feito ao título, Crystian não tem tão boas lembranças do Sul-Americano Sub-17. Apesar de ser um lateral mais “agressivo”, como classifica Lucho Nizzo, falhou no auxílio ao ataque e também na marcação. Tanto que Romário, um ano mais novo, tomou-lhe a titularidade e foi um dos destaques do torneio. De lá para cá, de maneira polêmica, o ala trocou o Vila Nova pelo Santos, trazido pelo DIS (braço do Grupo Sondas). Pela seleção, mostrou-se versátil, jogando também na lateral esquerda, por onde, aliás, atuou na conquista da Sendai Cup. Com a nova oportunidade, Crystian tem a chance de apagar sua passagem melancólica no Chile. (Lincoln Chaves)
Sidimar – zagueiro – Atlético-MG
Ele demorou a engrenar no Sul-Americano Sub-17, deixando a torcida preocupada, sua convocação questionada e a vaga à esquerda na zaga em aberto. Mas Sidimar daria a volta por cima em uma ótima Taça BH pelo Atlético-MG, onde, embora /92, destacou-se em um torneio /90 como um dos melhores defensores do campeonato, indicando que pode, sim, ser uma opção confiável para atuar ao lado de Gerson. No Mundial, tem a chance de mostrar o quanto evoluiu da disputa no Chile para cá, e até garimpar um espaço no jovem elenco atleticano para 2010. (Lincoln Chaves)
Gerson – zagueiro – Grêmio
Capitão do time campeão sul-americano sub-17, Gerson não tem a badalação dos já famosos Coutinho e Neymar, nem está no elenco principal de seu clube, o Grêmio. No entanto, demonstra segurança, regularidade e uma presença de área (defensiva e ofensiva) absurda. Recentemente, além de marcar o gol do título da Sendai Cup, foi eleito o melhor jogador da competição. Não ostenta a braçadeira à toa: é o líder da equipe desde o sub-15 continental, em 2007, além de dono da zaga brasileira e de um futuro extremamente promissor. Na Nigéria, pode se consagrar de vez e assegurar um merecido espaço no profissional gremista para 2010. (Lincoln Chaves)
Romário Leiria – zagueiro - Internacional
Titular absoluto dos juvenis do Internacional, o zagueiro Romário Leiria deverá ser banco na seleção que disputará o Mundial da Nigéria. Ausente do Sul-Americano Sub-17, Romário ganhou um lugar entre os convocados depois de bons desempenhos pelo Inter na Copa 2 de Julho e na Copa do Brasil Sub-17. Na Copa Sendai o defensor foi banco da dupla Gérson e Sidimar, mas se destacou em outros momentos da preparação a ponto de roubar o lugar que seria do são-paulino Maurício. (Gabriel Dudziak)
Dodô – lateral esquerdo – Corinthians
Um dos grandes expoentes da geração, Dodô era um desconhecido quando Coutinho e Gerson brilharam no Sul-Americano Sub-15, mas surgiu como um furacão em 2007/08 e virou a grande descoberta de Lucho Nizzo. Lateral ofensivo, o corintiano já tem metade de seus direitos presos à Traffic, é agenciado por Wagner Ribeiro e o Manchester United já conseguiu uma opção de compra sobre ele. Atualmente, se recupera de lesão, mas não deve ser problema para o Mundial. (Dassler Marques)
Guilherme Batata – volante e lateral esquerdo – Atlético-PR
Único representante do Atlético-PR na seleção que vai à Nigéria, o uberabense Guilherme, também conhecido como Guilherme Batata, é um dos coringas desse grupo. Volante de origem, ele pode atuar como lateral esquerdo, zagueiro e, eventualmente, até como meio-campo. Eficiência na marcação, aplicação tática e boa técnica com a perna esquerda são suas principais características, e sua versatilidade poderá ser muito útil em alguns momentos do Mundial. (Pedro Venancio)
Carlão – volante – São Paulo
Também conhecido como Casemiro, possui um estilo parecido com o de Júlio Baptista. Alto, forte e com um futebol vistoso, é uma boa arma para a saída de bola da equipe. Possui ainda bom passe e corre sempre com a cabeça em riste. Como diferencial em relação a seus concorrentes, apresenta a experiência internacional conseguida com o São Paulo nos últimos anos. Foi campeão de uma série de competições fora do país e faz parte daquela que é apontada com a geração mais promissora do clube. Já esteve entre os profissionais do tricolor paulista no primeiro semestre. Ainda assim, deverá ser reserva na seleção. (Marcus Alves)
Elivélton – volante – Santos
Com a não convocação do gremista Fernando, crescem as oportunidades para Elivélton ser o volante titular da seleção no Mundial. Firme na marcação, o volante revelado pelo Corinthians e contratado pelo Santos deixou o Parque São Jorge por reivindicar salários maiores que seus pares, o que não foi aceito. Agora, tenta mostrar o bom futebol que não apareceu no Sul-Americano. A marcação é seu ponto forte. (Dassler Marques)
Zezinho – meia – Juventude
Canhoto que sabe jogar como meia, lateral e até atacante pela esquerda, Zezinho tem correspondido plenamente aos R$ 40 milhões de sua multa rescisória no Juventude. Mostrou, no Sul-Americano Sub-17, estar totalmente apto para atuar no forte setor ofensivo da seleção. É o principal jogador do Ju, salvando-o das últimas posições na Série B, seja como titular, seja saindo do banco de reservas. No Mundial, o talentoso é sério candidato a manter a titularidade e fazer um trio infernal na ligação com o ataque ao lado de Coutinho e Neymar (ou até um quarteto, com Wellington, dependendo do esquema). (Lincoln Chaves)
João Pedro – meia e atacante – Atlético-MG
Maior curinga da seleção, João Pedro é atacante de origem mas atua em qualquer outra posição do meio-campo, mesmo a mais defensiva possível. Queridinho do técnico Lucho Nizzo, grande incentivador de seu futebol, o campeão da Taça BH com o Atlético-MG deve atuar realmente mais atrás no Mundial, dada a riqueza de opções ofensivas. Regular, é nome de confiança também para a torcida brasileira. (Dassler Marques)
Wellington – meia - Fluminense
Depois de mostrar bom futebol no Sul-Americano Sub-15, em 2007, e disputar uma excelente Copa São Paulo de Juniores em 2009, Wellington chega ao Mundial como coadjuvante de luxo dos badalados Coutinho, Zezinho e Neymar. Sua velocidade e eficiência nos dribles, porém, podem ser importantíssimas para a seleção brasileira no decorrer da competição, e ele conta com o respaldo do técnico Lucho Nizzo para partir para cima de seus marcadores sem medo de ser feliz. A tendência é que seja titular, jogando mais atrás. (Pedro Venancio)
Philippe Coutinho – meia – Vasco
O astro da companhia. Qualquer elogio parece caber a Philippe Coutinho, atração por onde passa há pelo menos três anos. O meia do Vasco é grande exemplo da globalização e badalação das grandes promessas: ainda desconhecido do grande público, já havia sido negociado com a Internazionale. Elevado ao profissional neste ano, ainda não teve uma grande atuação com a camisa vascaína, mas foi fundamental na conquista do Sul-Americano pela seleção. As chances de título na Nigéria passam diretamente por seus pés. (Maurício Vargas)
Wellington Silva – atacante - Fluminense
Artilheiro do Fluminense na Copa Brasil Sub-17, Wellington Silva chega à Nigéria cercado de muita expectativa e no lugar que foi de Dudu no Sul-Americano. Sondado pelo Arsenal desde o ano passado, o atacante já conta com uma Copa São Paulo de Juniores no currículo e pode se transferir para o futebol europeu em um futuro próximo, antes mesmo de chegar aos profissionais do tricolor carioca. Um dos dois /93 do elenco – o outro é Romário, do Vitória -, ele tem na velocidade e na técnica seus principais trunfos para vencer os zagueiros adversários e ajudar a seleção a trazer o tetracampeonato. (Pedro Venancio)
Willen – atacante – Vasco
Três vezes goleador nos estaduais de base e fundamental na conquista da Copa Brasil Sub-17 de 2008, foi um dos poucos a se salvar na fraca campanha vascaína na Copa São Paulo deste ano. E apesar de ser considerado um centroavante até mais promissor de Alan Kardec, sempre ficou à sombra de Coutinho, companheiro de categoria. Camisa 9 no Sul-Americano, Willen ficou no banco e só atuou na derrota para a Colômbia na primeira fase, perdendo espaço. Chega à Nigéria como opção para um homem de referência na área. (Maurício Vargas)
Neymar – atacante – Santos
Com o surpreendente aval de Vanderlei Luxemburgo, Neymar foi liberado pelo Santos para a disputa do Mundial Sub-17. Não atravessa o seu melhor momento no ano e vem sofrendo com a desconfiança sobre o seu físico franzino, mas tem tudo para, ao contrário do que vem acontecendo com Douglas Costa entre os juniores, fazer valer o rótulo de principal destaque do Brasil nos juvenis. Disputará a sua primeira grande competição com uma seleção de base. Ausência sentida no Sul-Americano Sub-15 dois anos atrás, terá a chance de reencontrar, entre outros, Felipinho, apontado como o seu parceiro ideal naquela ocasião. (Marcus Alves)
Giovani – atacante - Internacional
Mais uma peça importante do Inter na conquista da Copa do Brasil Sub-17 e na boa campanha feita na Copa 2 de Julho, o centroavante Giovani tem tudo para ser uma opção para o banco de reservas da seleção. Embora não tenha participado do Sul-Americano deste ano, Giovani ganhou espaço nos últimos meses, também pela lesão do cruzeirense Alan, tendo inclusive sido membro do elenco campeão na Copa Sendai. Seus 1,88 m de altura e 88 kg fazem do atacante colorado uma alternativa interessante. (Gabriel Dudziak)
Felipinho – atacante - Internacional
Mesmo não sendo titular absoluto na equipe que disputou o Sul-Americano na Venezuela, o atacante do Internacional teve bons momentos na campanha brasileira no torneio. O desempenho satisfatório fez com que Felipinho repetisse a dose na Copa 2 de Julho, quando, tanto começando a partida, quanto entrando na segunda etapa, teve atuações de relevo. Ausente da Copa Sendai, o atacante que tem a velocidade como maior trunfo vai ao Mundial inicialmente como suplente, mas com chances de crescer durante a competição. (Gabriel Dudziak)
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