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Dassler Marques - 17/11/2009

Já se vão alguns anos que o nome Jean Carlos Chera é pronunciado no futebol. Com uma história de conto de fadas, o menino da ADAP vai progredindo dentro do Santos, um dos semifinalistas do Campeonato Paulista Sub-15. Apesar da sentida ausência no Sul-Americano da categoria, por motivos não muito claros, Chera é presença sentida na Vila Belmiro.

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Aos 14 anos, quem convive na Vila Belmiro sabe que Jean é dono de privilégios que outros garotos do infantil santista não possuem. Seu pai e agente, Celso Chera, tem trânsito livre nos bastidores santistas e nas concentrações dos garotos. Em viagens, Jean não precisa dividir o ônibus com os demais companheiros. Pode ir confortável no carro do pai.

Atualmente, a grande expectativa envolvendo o nome de Jean Chera é por conta de um possível acerto com o Grupo Sonda, dono de nove a cada dez grandes promessas nas categorias de base do Santos. Celso e os representantes do investidor já tiveram contatos para o repasse de uma porcentagem em troca de dinheiro vivo, o que interessa e muito à família Chera.

É verdade que Jean vem de família rica: seu pai, Celso, é proprietário de uma madeireira e tem atividades lucrativas no ramo da agronomia. No entanto, o ADAP não encarou bem a transferência do garoto para o Santos, há quatro anos, e cobra uma quantia dos Chera na Justiça. Por isso, o interesse no acerto com o Sonda é grande.

Aos 14 anos, ele já recebe algo próximo de R$ 30 mil por mês e tem contrato com a Umbro. Se provoca muito barulho fora de campo, também vai fazendo um grande papel dentro dele: ao lado do atacante Vítor, comanda o time infantil do Santos com nove gols no Paulista da categoria.

Cobrado pelo pai, que pede a ele uma responsabilidade maior em relação aos outros garotos de 14 anos, Jean precisa lidar com todo esse assédio e privilégios. Aluno do Colégio Santa Cecília, propriedade da família de Marcelo Teixeira, é vedete na hora da entrada, do recreio, e da saída. Resta saber se, nos próximos anos, sua perna esquerda continuará fazendo tantos estragos como agora. E cumprir um planejamento direto: jogar a Copa do Mundo de 2014. 

Firula

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