Pedro Venancio - 11/06/2010
Em tese, a Copa do Mundo não é exatamente um torneio que apresenta revelações, mas sim o que há de melhor do futebol dos países que se classificaram. Isso significa que jogadores experientes, com retrospecto confiável e boa forma física no momento, geralmente são os escolhidos, enquanto a maioria da molecada assiste os jogos pela televisão. Mas existem sempre as exceções, garotos tidos como “diferenciados” ou “esperança para o futuro”, que conseguem conquistar os treinadores nacionais antes mesmo de estourar a idade de juniores.
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A principal delas, obviamente, foi Pelé, cuja participação na Copa do Mundo de 1958 dispensa comentários. Além dele, mais 181 prodígios participaram das 19 edições anteriores, o que confere uma média um pouco superior a 9,6 por edição do torneio. O número foi substancialmente aumentado nos últimos Mundiais, dado o crescimento da quantidade de seleções participantes de 24 para 32 e a predileção de alguns países africanos por garotos. Só em 1998, Camarões levou seis garotos com idade júnior para a França – entre eles Samuel Eto´o -, recorde dividido com a seleção nigeriana de 2002.
Engana-se, porém, quem pensa que disputar uma Copa do Mundo tão cedo na carreira é garantia de sucesso profissional. A prova disso é que em 2006, na Alemanha, 18 garotos participaram da competição, entre eles Lionel Messi e Cesc Fàbregas, que chegam à África do Sul como potenciais astros de suas seleções. Outros, como a ex-promessa paraguaia José Montiel, acabaram ficando pelo caminho e hoje estão praticamente esquecidos fora de seus países.
Para contar um pouco melhor a história dos sub-20 em Copas do Mundo, Olheiros preparou um especial contextualizando a participação deles em quatro períodos diferentes da história dos Mundiais. É o que você, leitor, vai conferir nas próximas linhas.
1930 a 1938 – As Copas do Mundo no entreguerras
Idealizada pela FIFA em 1928, a Copa do Mundo foi realizada pela primeira vez dois anos depois no Uruguai, país escolhido como sede por ser o então bicampeão olímpico e comemorar, em 1930, o centenário de sua independência. A entidade então comandada por Jules Rimet buscava ser o centro da organização do futebol em todo mundo e tinha a clara intenção de profissionalizar o esporte em um curto prazo.
O amadorismo das seleções, porém, ainda era evidente, e isso se refletiu na média de idade das 13 seleções participantes, que contavam com 21 garotos com 20 anos ou menos, número recorde até hoje. Muitos deles eram também estudantes universitários, como por exemplo o brasileiro Carvalho Leite, jogador mais jovem daquele Mundial, que tornou-se médico do Botafogo após ter pendurado as chuteiras.
Outro dado interessante é que dois dos “prodígios” de 1930 disputaram as três Copas do Mundo que antecederam a II Guerra Mundial: o belga Bernard Voorhoof e o romeno Miklós Kovács. O argentino Francisco Varallo, que tinha 20 anos na ocasião, é o único jogador ainda vivo a ter disputado o torneio.
Em 1934, o profissionalismo já havia sido consolidado em vários países, inclusive o Brasil, e o número de jovens caiu para 10. O destaque absoluto foi o centroavante italiano Felice Borel, primeiro sub-20 da história a ser campeão mundial e sexto maior artilheiro da história da Juventus. O alemão Edmund Conen, vice-artilheiro do torneio com quatro gols, também construiria uma bela carreira nos anos seguintes, indo às redes 27 vezes em 28 jogos pelo Nationalelf.
Em 1938, o número de garotos subiu para 11, e quem ganhou notoriedade foi Leopold Neumer, atacante nascido na Áustria que defendeu a Alemanha nazista. A Europa já se preparava para o conflito mais sangrento da história da humanidade, que cancelou as Copas do Mundo de 1942 e 1946 e abreviou a vida de muitos jogadores. Mas já naquela época não havia dúvidas sobre o fato da FIFA ter se consolidado como instituição máxima do futebol através do sucesso do torneio.
De 1950 a 1970 – A Copa do Mundo, Pelé e a popularização das mídias
Com a Europa devastada pela guerra, o Brasil, que disputava com a Alemanha o direito de receber a Copa do Mundo em 1942, foi confirmado como sede do torneio em 1950 por não ter sido afetado pelas batalhas. O futebol já era, nessa altura, assunto obrigatório nos jornais e a popularização do rádio, que teve nos anos 1940 a sua década de ouro, catapultou essa massificação, com um volume cada vez maior de informações e transmissões esportivas. Junto com as mídias, desenvolviam-se também os meios de transporte, e essa facilidade maior de deslocamento possibilitou a criação de competições como a Copa dos Campeões e a Taça Libertadores da América.
Uma das consequências do supracitado crescimento do rádio foi o surgimento de ídolos, que na década de 1950 se distribuíam em outras vertentes da indústria do entretenimento: a música e o cinema. Havia um espaço vago no futebol, e as envelhecidas Copas do Mundo de 1950 e 1954 não indicavam ninguém para ocupá-lo. Quem chegou mais perto foi Ferenc Puskas, mas ele não foi campeão mundial. Pelé foi, aos 17 anos, fazendo dois gols na final e mais 1282 no resto da carreira, sendo alçado à condição de Rei do futebol nos anos seguintes.
Além de Pelé, a seleção brasileira conheceu, no período referido, garotos como Mazzola, Coutinho, Tostão e Edu, todos campeões mundiais, assim como Marco Antônio, lateral esquerdo reserva na Copa do Mundo de 1970, que tinha um número recorde de prodígios: onze dos 22 convocados por Zagallo estrearam com a amarelinha quando tinham 20 anos ou menos, consequência de uma renovação que se fez necessária após o fracasso no Mundial de 1966.
Entre os estrangeiros desse período, destaque para o zagueiro alemão Karl-Heinz Schnellinger, que fez sucesso no futebol italiano durante uma década. O paraguaio Cayetano Ré, que esteve no Mundial de 1958, se notabilizou como um dos grandes atacantes da história do Barcelona, enquanto dois outros jogadores da lista são ídolos aqui mesmo no Brasil: o chileno Elias Figueroa, tido como um dos melhores zagueiros da história do Internacional, e o uruguaio Pedro Rocha, que brilhou durante muito tempo no São Paulo.
O período também marcou a participação de Miguel Reina, goleiro espanhol e pai de Pepe Reina, atual reserva de Casillas na Fúria. Miguel tinha 20 anos quando foi chamado para o Mundial de 1966.
De 1974 a 1994: De Kempes a Ronaldo
Depois da Copa do Mundo de 1970 e, sobretudo, da eleição de João Havelange para Presidente da FIFA, o futebol passou a ser encarado definitivamente como algo global, universal. Hábil politicamente, Havelange conseguiu o apoio dos países africanos para ser eleito e retribuiu aumentando o número de seleções participantes no Mundial, primeiramente de 16 para 24, o que possibilitaria um aumento no número de vagas em todos os continentes.
Além disso, foram criados os Mundiais Sub-20 e Sub-17, que se revelaram fundamentais para que houvesse um intercâmbio maior entre os países e para que o futebol se difundisse ainda mais e fosse praticado por gerações seguinte. Nessa a época, grandes empresas começaram a investir pesado no esporte, elevando as cifras envolvidas a patamares inacreditáveis. As transferências de jogadores se tornavam cada vez mais comuns.
A prova disso é que três dos principais garotos que chegaram ao Mundial com menos de 20 anos nessa época foram artilheiros do Campeonato Espanhol, mas nenhum deles nasceu no país, ou sequer no continente europeu. Mario Kempes, Hugo Sánchez e Ronaldo saíram cedo de seus países para se tornarem ídolos numa liga que, de acordo com muitos especialistas, facilita a vida dos artilheiros. Mas o fato é que eles também tiveram carreira brilhante em suas seleções.
Os meias também marcam presença nas listas. O belga Enzo Scifo, por exemplo, ajudou sua seleção a conseguir um excelente quarto lugar na Copa do Mundo de 1986, mesmo ano em que o alemão Olaf Thon estreava em Mundiais. Quatro anos antes, o norte-irlandês Norman Whiteside, do Manchester United, entrava para a história como o jogador mais jovem da história do torneio.
Entre os defensores, três nomes se destacam pela longevidade em suas seleções: o polonês Władysław Żmuda, o italiano Giuseppe Bergomi e o camaronês Rigobert Song. Zmuda e Bergomi disputaram quatro Copas do Mundo enquanto o terceiro se prepara para ser o primeiro jogador africano na história a conseguir o feito.
De 1998 a 2006: Cada vez mais garotos
A Copa do Mundo de 1998 foi a primeira a contar com 32 seleções, numa ação programada com antecedência pela FIFA, que visava contemplar ainda mais seus aliados africanos e asiáticos. Não era previsto, porém, um aumento significativo na quantidade de jovens que disputariam o torneio. Se em 1994, 11 jogadores inscritos tinham 20 anos ou menos, o número subiu para 18 em 1998, caiu levemente para 16 em 2002 e voltou aos 18 em 2006.
Em 1998, quem brilhou foi Michael Owen, autor de um golaço contra a Argentina. Mas foi Samuel Eto´o, que passou quase despercebido durante a competição, quem construíu uma carreira muito bem-sucedida, vencendo a Liga dos Campeões em três oportunidades e se consagrando como um dos melhores atacantes da atualidade. Outro que debutava em Mundiais era Dejan Stankovic, que no momento se prepara para disputar o torneio pelo terceiro país diferente. Além deles, estavam na França nomes como Gianluigi Buffon e Rio Ferdinand.
Os garotos que estreavam em 2002, em regra, não tiveram uma carreira tão consistente quanto os que surgiram no Mundial anterior. A exceção é Kaká, eleito o melhor do mundo em 2007, que jogou apenas uma partida daquele torneio. Quem surgia como promessa era o norte-americano Landon Donovan, que ajudou sua seleção a chegar às quartas de final e também se prepara para a disputa em 2010. Entre os africanos, destaque para o meia Steve Pienaar e para o goleiro Carlos Kameni, campeão olímpico com Camarões em 2000.
Em 2006, a Copa do Mundo já valeu pelas supracitadas estreias de Messi e Fàbregas. Os espanhóis também apresentaram Sergio Ramos ao mundo, enquanto a Inglaterra contava com Theo Walcott, que até agora não conseguiu confirmar as expectativas criadas sobre si e não vai à África, ao contrário de Aaron Lennon, que tinha 19 anos quando foi à Alemanha. Outros dois prodígios chegam a 2010 em situações diferentes: o mexicano Andrés Guardado, que busca se afirmar definitivamente após boa temporada no Deportivo La Coruña, e o holandês Ryan Babel, que busca superar os problemas com lesões e voltar a mostrar um bom futebol.
Em 2010, o número foi reduzido para 15 jogadores. Alguns deles, como Toni Kroos, Sotiris Ninis e Nikolas N´Koulou, já estão consolidados em suas equipes e apontam para uma carreira de sucesso. Outros, como Christian Eriksen, chegam ao Mundial com poucos minutos como profissional e são apostas de seus treinadores, e certamente veem a Copa do Mundo como grande oportunidade para a afirmação. E todos eles fazem parte do processo constante e contínuo de renovação pelo qual passa o futebol. Os torcedores agradecem.
Todos os Sub-20s em Copas do Mundo
1930
Argentina:
Edmundo Piaggio – Zagueiro - 20 anos - Lanús
Francisco Varallo – Atacante – 20 anos - Gimnasia La Plata
Chile:
Tomás Ojeda – Atacante – 20 anos – Boca Juniors Antofagasta
México
Felipe Rosas – Meia – 20 anos – Atlante
Manuel Rosas – Meia – 18 anos – Atlante
Iugoslávia
Momcilo Dokic – Meia – 19 anos - SK Jugoslavija
Ljubisa Stefanovic – Zagueiro – 20 anos – FC Sète-FRA
Aleksandar Tirnanic – Atacante – 19 anos – BSK Belgrado
Brasil:
Patesko – Atacante – 20 anos – Palestra Itália
Carvalho Leite – Atacante – 18 anos – Botafogo
Benedicto – Atacante – 20 anos – Botafogo
Ivan Mariz – Meia – 20 anos – Fluminense
Romênia:
Elemer Kocsis – Atacante – 20 anos – FC Bihor
Miklós Kovács – Atacante – 19 anos – Banatul Timisoara
Constantin Stanciu – Atacante – 19 anos – Vênus Bucaresti
Peru:
Arturo Fernández – Zagueiro – 20 anos – Universitário
José Maria Lavalle – Atacante – 19 anos – Alianza Lima
Lizardo Rodríguez Nue – Atacante – 20 anos – Progreso
Juan Valdivieso – Goleiro – 20 anos –
Bélgica:
André Saeys – Atacante – 19 anos - Cercle Brugge
Bernard Voorhoof – Atacante – 20 anos - Lierse S.K
Total: 21
Jogador mais jovem: Carvalho Leite (Brasil)
Jogadores que se notabilizaram: Patesko (Brasil) Bernard Voorhoof (Bélgica) e Miklós Kovács (Romênia) disputaram as duas Copa do Mundo seguintes e são três dos cinco jogadores a terem jogado os três Mundiais que antecederam a II Guerra, embora haja controvérsia sobre a participação do brasileiro no torneio. Além de Francisco Varallo, único jogador ainda vivo a ter jogado a competição.
1934
Itália:
Felice Borel – Atacante – 20 anos – Juventus
Tchecoslováquia:
Cestmír Patzel – Goleiro – 20 anos - FK Teplice
Alemanha:
Edmund Conen – Atacante – 20 anos - FC Saarbrücken
Suíça:
Albert Guinchard – Meia – 20 anos – Servette
França:
Louis Gabrillargues – Meia – 20 anos – FC Sete
Holanda:
Mauk Weber – Zagueiro – 20 anos – ADO Den Haag
Argentina:
Roberto Irañeta – Atacante – 19 anos - Gimnasia y Esgrima
Egito
Mustafá Mansour – Goleiro – 20 anos – Al Ahly
Bélgica:
Georges Putmans – Meia – 20 anos – Standart Liège
Estados Unidos:
Joe Martinelli – Atacante – 18 anos - Pawtucket Rangers
Total: 10
Jogador mais jovem: Joe Martinelli (Estados Unidos)
Jogadores que se notabilizaram: Edmund Conen (Alemanha) tem a expressiva marca de 27 gols em 28 jogos pelo Nationalelf, enquanto o italiano Felice Borel já havia sido, em 1934, duas vezes artilheiro da Série A do Calcio e é o sexto maior goleador da história da Juventus.
1938
Hungria:
Bela Sarosi – Meia – 19 anos – Ferencvaros
Tchecoslováquia:
Karel Senecky – Atacante – 19 anos – Sparta Praga
Suíça:
Erwin Ballabio – Goleiro – 20 anos - FC Grenchen
Alfred Bickel – Atacante – 20 anos – Grasshopper
Alemanha:
Leopold Neumer – Atacante – 19 anos – Áustria Viena
Polônia:
Walter Brom – Goleiro – 17 anos - Ruch Chorzów
Stanisław Baran – Meia – 18 anos – Warszawianka Varsóvia
Bélgica:
Fernand Buyle – Atacante – 20 anos - R. Daring Club Molenbeek
Holanda:
Piet de Boer – Atacante – 19 anos – KFC (Atual AZ Alkmaar)
Bertus de Harder – Atacante – 18 anos – VUC Den Haag
Frans Van der Veen – Atacante – 20 anos – Heracles
Total: 11
Jogador mais jovem: Walter Brom (Polônia)
Jogadores que se notabilizaram: Leopold Neumer, austríaco de nascimento, defendeu o Áustria Viena durante a vida inteira, mas atuou em 1938 pela Alemanha Nazista. O suíço Alfred Bickel se tornou um dos dois jogadores na história a disputar as Copas de 1938 e 1950, junto com o sueco Erik Nilson, que tinha 21 anos em 1938.
1950
Chile:
Guilhermo Dias – Atacante – 20 anos – Santiago Wanderers
Carlos Ibañes – Atacante – 19 anos – Magallanes
Paraguai:
Ángel Berni – Atacante – 19 anos – Sportivo Luqueño
Uruguai:
Rubén Morán – Atacante – 20 anos – Cerro
Total: 4
Jogador mais jovem: Angel Berni (Paraguai)
Jogadores que se notabilizaram: Nenhum. Copa do Mundo envelhecida em função das guerras e seus desdobramentos.
1954
Brasil:
Humberto Tozzi – Atacante – 20 anos – Palmeiras
Iugoslávia
Zlatko Papec – Atacante – 20 anos – Lokomotiva Zagreb
México:
Jorge Romo – Meia – 20 anos – Marte
Raúl Arellano – Atacante – 19 anos – Chivas Guadalajara
Turquia:
Sukru Ersoy – Goleiro – 20 anos – Fenerbahce
Coskun Tas – Atacante – 19 anos – Ankaragücü
Tchecoslováquia:
Kazimír Gajdoš – Atacante – 20 anos - Tatran Prešov
Inglaterra:
Johnny Haynes – Atacante- 20 anos – Fulham
Total: 8
Jogador mais jovem: Coskun Tas (Turquia)
Jogadores que se notabilizaram: Humberto Tozzi, do Brasil, foi ídolo no Palmeiras e na Lazio. Johnny Haynes, da Inglaterra, disputou as duas Copas do Mundo seguintes e hoje tem um busto feito em sua homenagem em Craven Cottage em função dos 18 anos de serviços prestados ao Fulham.
1958
Alemanha Ocidental
Karl-Heinz Schnellinger – Zagueiro – 19 anos - SG Düren 99
Irlanda do Norte
Derek Dougan – Meia – 20 anos – Portsmouth-ING
Sammy Chapman – Meia – 20 anos – Mansfield Town
Tchecoslováquia:
Adolf Scherer – Atacante – 20 anos - Inter Bratislava
Paraguai:
Cayetano Ré – Atacante – 20 anos – Cerro Porteño
Suécia:
Ove Olsson – Atacante – 20 anos – Göteborg
Brasil:
Pelé – Atacante – 18 anos – Santos
Mazzola – Atacante – 20 anos – Palmeiras
Áustria:
Hans Buzek – Atacante – 20 anos – First Viena
Total: 9
Jogador mais jovem: Pelé (faria 18 anos em outubro, mas aqui é considerado o ano de nascimento para medir a idade)
Jogadores que se notabilizaram: Pelé e Mazzola, por motivos óbvios e amplamente divulgados, e Cayetano Ré, que é tido como um dos maiores jogadores do Paraguai em todos os tempos e marcou época no Barcelona. O alemão Karl-Heinz Schnellinger disputou outros dois Mundiais e se transferiu para o futebol italiano, onde é até hoje respeitadíssimo.
1962
Chile:
Manuel Astorga – Goleiro – 19 anos – Universidad de Chile
Uruguai:
Pedro Rocha – Meia - Peñarol – 20 anos
Itália:
Gianni Rivera – Atacante – Milan – 19 anos
Brasil:
Coutinho – Atacante – 19 anos – Santos
Tchecoslováquia:
Jozef Adamec – Atacante – 20 anos - Dukla Praga
Bulgária:
Dobromir Zhechev – Zagueiro – 20 anos – Spartak Sófia
Georgi Sokolov – Atacante – 20 anos – Levski Sófia
Georgi Asparuhov – Atacante – 19 anos - Botev Plovdiv
Total: 8
Jogador mais jovem:Gianni Rivera (Itália)
Jogadores que se notabilizaram: Coutinho é tido até hoje como principal parceiro de Pelé. Pedro Rocha foi ídolo do Peñarol e do São Paulo, tendo disputado quatro Copas do Mundo, assim como Gianni Rivera. O búlgaro Georgi Asparuhov, morto em 1971, também merece menção, pois é homenageado como nome do estádio do Lokomotiv Sófia, disputou as Copas de 1966 e 1970 e é apontado como um dos maiores jogadores da história do país.
1966
Uruguai:
Milton Vera – Atacante – 20 anos – Nacional
Argentina:
Oscar Más – Atacante – 20 anos – River Plate
Espanha:
Miguel Reina – Goleiro – 20 anos – Córdoba
Suíça:
Fritz Künzli – Atacante – 20 anos – FC Zurich
Brasil:
Tostão – Meia – 19 anos – Cruzeiro
Edu – Atacante – 17 anos – Santos
Bulgária:
Simeon Simeonov – Goleiro – 20 anos – Slavia Sófia
Chile:
Elias Figueroa – Zagueiro – 20 anos – Santiago Wanderers
Coreia do Norte:
Im Seung-Hwi – Meia – 20 anos - 4.25 Sports Group
An Se-Bok – Meia – 20 anos - Amrokgang Sports
União Soviética:
Anatoliy Banishevskiy – Atacante – 20 anos - Neftchi Baku
Total: 11
Jogador mais jovem: Edu (Brasil)
Jogadores que se notabilizaram: Tostão, Elias Figueroa e o próprio Edu, em menor escala, foram ídolos no país. Miguel Reina é pai de Pepe Reina, atual goleiro reserva de Casillas na Espanha.
1970
Uruguai:
Julio Losanta – Atacante – 20 anos – Peñarol
Brasil:
Marco Antônio – Lateral esquerdo – 19 anos – Fluminense
Tchecoslováquia:
Milan Albrecht – Atacante – 20 anos – Jednota Trencin
Romênia:
Íon Dumitru – Meia – 20 anos – Rapid Bucareste
Total: 4
Jogador mais jovem: Marco Antônio (Brasil)
Jogadores que se notabilizaram: Nenhum
1974
Alemanha Oriental:
Rüdiger Schnuphase – Meia – 20 anos - Rot-Weiss Erfurt
Martin Hoffmann – Atacante – 19 anos - FC Magdeburg
Escócia:
Jim Stewart – Goleiro – 20 anos – Kilmarnock
Iugoslávia:
Vladimir Petrovic – Meia – 19 anos – Estrela Vermelha
Uruguai:
Julio César Jiménez – Atacante – 20 anos – Peñarol
Polônia:
Władysław Żmuda – Zagueiro – 20 anos – Guardia Varsóvia
Zdzisław Kapka – Atacante – 20 anos – Wisla Cracóvia
Marek Kusto – Atacante – 20 anos – Wisla Cracóvia
Argentina:
Mario Kempes – Atacante – 20 anos – Rosario Central
Total: 9
Jogador mais jovem: Vladimir Petrovic (Iugoslávia)
Jogadores que se notabilizaram: Mario Kempes, Vladimir Petrovic, Wladyslaw Zmuda (4 Copas do Mundo disputadas)
1978
México:
Hugo Sánchez – Atacante – 20 anos – Pumas
Hugo René Rodríguez – Atacante – 19 anos – Santos Laguna
Polônia:
Roman Wójcicki – Zagueiro – 20 anos – Odra Opole
Suécia:
Magnus Andersson – Zagueiro – 20 anos – Malmö
Total: 4
Jogador mais jovem: Hugo René Rodríguez (México)
Jogadores que se notabilizaram: Hugo Sánchez
1982
Camarões:
Ernest Ebongué – Atacante – 20 anos – Tonnerre Yaoundé
Itália:
Giuseppe Bergomi – Zagueiro – 19 anos – Internazionale
França
Bruno Belloni – Meia – 20 anos – Monaco
Irlanda do Norte:
Norman Whiteside – Meia – 17 anos – Manchester United-ING
Noza Zelândia:
Wynton Rufer –Atacante – 20 anos – Norwich City-ING
União Soviética:
Sergei Rodionov – Atacante – 20 anos – Spartak Moscou
Total: 6
Jogador mais jovem: Norman Whiteside (Irlanda do Norte)
Jogadores que se notabilizaram: Norman Whiteside é até hoje o jogador mais jovem da história das Copas. Bergomi foi ídolo da Internazionale.
1986
Coreia do Sul:
Kim Joo-Sung – Meia – 20 anos – Chosun University
Bélgica:
Enzo Scifo – Meia – 20 anos – Anderlecht
Stéphane Demol – Zagueiro – 20 anos – Anderlecht
México:
Francisco Javier Cruz – Atacante – 20 anos – Monterrey
Rafael Amador – Zagueiro – 18 anos – Pumas
Brasil:
Müller – Atacante – 20 anos – São Paulo
Alemanha:
Olaf Thon – Meia- 20 anos – Schalke 04
Portugal:
Paulo Futre – Atacante – 20 anos – Porto
Total: 8
Jogador mais jovem: Rafael Amador (México)
Jogadores que se notabilizaram: Müller, Paulo Futre, Enzo Scifo, Olaf Thon e Kim Joo-Sung
1990
Estados Unidos:
Chris Henderson – Meia – 20 anos – UCLA
Romênia:
Florin Raducioiu – Atacante – 20 anos – Dynamo Bucareste
Costa Rica:
Ronald González – Zagueiro – 20 anos – Deportivo Saprissa
Colômbia:
Geovanis Cassiani – Zagueiro – 20 anos – Milionarios
Iugoslávia:
Alen Boksic – Atacante – 20 anos – Hadjuk Split
Holanda:
Bryan Roy – Atacante – 20 anos – Ajax
Total: 6
Jogador mais jovem: Chris Henderson (Estados Unidos)
Jogadores que se notabilizaram: Alen Boksic, Florin Raducioiu e Bryan Roy, todos jogadores de segundo escalão.
1994
Brasil:
Ronaldo – Atacante – 18 anos – Cruzeiro
Camarões:
Rigobert Song – Zagueiro – 18 anos – Tonnerre Yaounde
Raymond Kalla – Zagueiro – 19 anos – Canon Yaounde
Marc-Vivien Foé – Meia – 19 anos – Canon Yaounde
Rússia:
Vladimir Beschastnykh – Atacante – 20 anos – Spartak Moscou
Suécia:
Jesper Blomqvist – Meia – 20 anos – IFK Göteborg
Bolívia:
Jaime Moreno – Atacante – 20 anos – Blooming
Espanha:
Julen Guerrero – Meia – 20 anos – Athletic Bilbao
Argentina:
Ariel Ortega – Meia – 20 anos – River Plate
Nigéria:
Sunday Oliseh – Meia – 20 anos – FC Liège-BEL
Irlanda:
Gary Kelly – Lateral direito – 20 anos – Leeds United-ING
Total: 11
Jogador mais jovem: Ronaldo (Brasil)
Jogadores que se notabilizaram: Ronaldo, Ariel Ortega, Julen Guerrero, Marc-Vivien Foé, Rigobert Song.
1998
Camarões:
Jossep Elanga – Zagueiro – 19 anos – Tonnerre Yaounde
Pierre Wome – Lateral esquerdo – 19 anos – Lucchese-ITA
Samuel Eto´o – Atacante – 17 anos – Leganés-ESP
Patrice Abanda – Meia – 20 anos – Espoir Yaounde
Agustine Simo – 20 anos – Meia – Saint-Etienne-FRA
Salomon Olembe- 18 anos – Meia – Nantes-FRA
Itália:
Gianluigi Buffon – Goleiro – 20 anos – Parma
Nigéria:
Celestine Babayaro – Lateral esquerdo – 20 anos – Chelsea
Bélgica:
Emile Mpenza – Atacante- 20 anos – Standart Liège
Coreia do Sul
Ko Jong-Soo – Meia – 20 anos – Swon Samsung Bluewings
Lee Dong-Gook – Atacante – 19 anos – Pohang Steelers
Iugoslávia:
Dejan Stankovic – Meia – 20 anos – Estrela Vermelha
Inglaterra:
Michael Owen – Atacante – 19 anos – Liverpool
Rio Ferdinand – Zagueiro – 20 anos – West Ham
Croácia:
Anthony Seric – Meia – 19 anos – Hadjuk Split
Igor Tudor – Zagueiro – 20 anos – Hadjuk Split
Jamaica:
Ricardo Gardner – Lateral esquerdo – 20 anos – Harbour View
Japão:
Shinji Ono – Meia – 19 anos – Urawa Red Diamonds
Total: 18
Jogador mais jovem: Samuel Eto´o (Camarões)
Jogadores que se notabilizaram: Samuel Eto´o, Rio Ferdinand, Dejan Stankovic, Michael Owen, Gianluigi Buffon.
2002
África do Sul:
Steven Pienaar – Meia – 20 anos – Ajax-HOL
Brasil:
Kaká – Meia – 20 anos – São Paulo
China:
Du Wei – Zagueiro – 20 anos – Shenhua Shangai
Portugal:
Hugo Viana – Meia – 19 anos – Sporting Lisboa
Estados Unidos:
Landon Donovan – Atacante – 20 anos – San José Earthquakes
DaMarcus Beasley – Atacante – 20 anos – Chicago Fire
Camarões:
Carlos Kameni – Goleiro – 18 anos – Le Havre-FRA
Nigéria:
Bartholomew Ogbeche – Atacante – 18 anos – Paris Saint-Germain-FRA
Austin Ejide – Goleiro – 18 anos – Gabros International
John Utaka – Atacante – 20 anos – Al Sadd –QAT
Vincent Enyeama – Goleiro – 20 anos - Enyimba International
Femi Opabunmi – Atacante – 17 anos – Ibadan
Julius Agahowa – Atacante – 20 anos – Shakhtar Donetsk-UCR
Rússia:
Alexander Kerzhakov – Atacante – 20 anos – Zenit
Marat Izmailov – Meia – 20 anos – Lokomotiv Moscou
Dmitry Sychev – Acatante – 19 anos – Spartak Moscou
Total: 16
Jogador mais jovem: Femi Opabunmi (Nigéria)
Jogadores que se notabilizaram: Kaká, Landon Donovan, Julius Agahowa, Alexander Kerzhakov.
2006
Equador:
Christian Benitez – Atacante – 20 anos – El Nacional
Inglaterra:
Aaron Lennon – Meia – 19 anos – Tottenham
Theo Walcott – Atacante – 17 anos – Arsenal
Paraguai:
José Montiel – Meia – 18 anos – Olimpia
Argentina:
Lionel Messi – Atacante- 19 anos – Barcelona-ESP
Oscar Ustari – Goleiro – 20 anos – Independiente
Holanda:
Ryan Babel – Atacante- 20 anos – Ajax
México:
Andrés Guardado – Meia – 20 anos – Atlas
Gana:
Haminu Draman – Meia – 20 anos- Estrela Vermelha-SER
Suíça:
Johan Djourou – Zagueiro – 19 anos – Arsenal-ING
Blerim Džemaili – Meia – 20 anos – FC Zürich
Togo:
Assimiou Touré – Zagueiro – 18 anos – Arminia Bielefeld
Arábia Saudita:
Mohamed Al-Bishi – Meia – 19 anos – Al Ahli
Espanha:
Sergio Ramos – Zagueiro – 20 anos – Real Madrid
Cesc Fàbregas – Meia – 19 anos – Arsenal
Tunísia:
Yassine Chikhaoui – Atacante – 20 anos – Etoile Du Sahel
Ucrânia:
Dmytro Chygrynskiy – Zagueiro – 20 anos – Shakhtar Donetsk
Bohdan Shust – Goleiro – 20 anos – Shakhtar Donetsk
Total: 18
Jogador mais jovem: Theo Walcott (Inglaterra)
Jogadores que se notabilizaram: Lionel Messi, Cesc Fàbregas, Theo Walcott, Aaron Lennon e Andrés Guardado.
2010
Grécia:
Sotiris Ninis – Meia – 20 anos – Panathinaikos
Nigéria:
Lukman Haruna – Meia – 20 anos – Monaco-FRA
Eslovênia:
René Khrin – Volante – 20 anos – Internazionale-ITA
Argélia:
Ryad Boudebouz – Meia – 20 anos – Sochaux-FRA
Alemanha:
Toni Kroos – Meia – 20 anos – Bayer Leverkusen
Gana:
Jonathan Mensah – Zagueiro – 20 anos – Free State Stars-AFS
Matthew Amoah – Atacante – 20 anos – NAC Breda-HOL
Camarões:
Nikolas N´Koulou – Zagueiro – 20 anos – Monaco-FRA
Joel Matip – Volante - 19 anos – Schalke 04- ALE
Vincent Aboubakar - Atacante – 18 anos – Cottonsport Garoua
Dinamarca:
Christian Eriksen – Meia – 18 anos – Ajax-HOL
Nova Zelândia:
Tommy Smith – Zagueiro – 20 anos – Ipswich Town-ING
Chris Wood – Atacante – 19 anos – West Bromwich-ING
Coreia do Norte:
Pak Sung-Hyok – Meia – 20 anos – Sobaeksu
Suíça:
Xherdan Shaqiri – Meia – 19 anos – FC Basel
Total: 15
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