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Dassler Marques - 10/06/2010

A última participação chilena em Copas do Mundo foi há 12 anos, mais precisamente na Copa da França, em 1998. No elenco dirigido pelo uruguaio Nelson Acosta, que chegou às oitavas e caiu diante do Brasil, só havia um jogador em atividade no futebol europeu. Era Iván Zamorano, então consagrado na Inter de Milão. Sensação do River Plate, Marcelo Salas chegou em território francês já negociado para a Lazio. O cenário daquela época é sensivelmente diferente ao que vive o atual elenco de La Roja.

Há vários jogadores no elenco do Chile/2010 com prestígio no futebol europeu, a maioria deles ainda muito jovens. São os casos de Mauricio Isla e Alexis Sánchez na Udinese, de Arturo Vidal no Bayer Leverkusen, de Mark González no CSKA Moscou e, mais recentemente, Humberto Suazo por sua boa participação de um semestre no Zaragoza. O grande responsável por isso, além dos próprios jogadores chilenos, atende pelo nome de Marcelo Bielsa.

Após o fracasso chileno na Copa América de 2007, ficou nítido que Nelson Acosta, a solução na década anterior, precisava ser trocado por alguém que levasse à seleção a jovem geração que brilhara no Mundial Sub-20 daquele mesmo ano. Era o trabalho de que o competente Marcelo Bielsa, crucificado pelo fiasco da Argentina no Mundial da Ásia, precisava.

El Loco chegou à seleção chilena e transformou a forma de se compreender o futebol e adotou um estilo propício para a grande quantidade de talentos arrojados que tinha. A seleção foi crescendo e com isso também as oportunidades a jogadores do país no exterior. Não bastasse a Europa, Medel partiu cheio de moral ao Boca Juniors, Valdívia e Fierro ao Brasil, Beausejour ao México e assim por diante.

Grandes apostas de suas gerações, Matías Fernández e Vidangossy também partiram para a Europa com enormes expectativas mas ainda procuram o melhor futebol. Matigol, grande nome do Colo-Colo no vice-campeonato da Copa Sul-Americana de 2008 e tido como o melhor de todos os chilenos, chegou a peso de ouro no Villarreal, não emplacou e também não foi bem no Sporting. Vidangossy, também negociado com o Submarino Amarillo, pior, rodou por Almería e outros três clubes chilenos. Garoto problema, está há quase um ano sem jogar.

Ainda assim, o prestígio dos jogadores chilenos na Europa é alto e crescente. É certo que a Copa do Mundo será decisiva para vermos até onde isso irá parar: um bom desempenho no Mundial certamente levaria jogadores com potencial de crescimento como Vidal e Alexis Sánchez a clubes de ponta. Se isso acontecer, novamente, não poderá se tirar de Marcelo Bielsa a enorme parcela de contribuição.



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