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Do Terrão para ser craque do Timão

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Gabriel Dudziak - 01/09/2010

De jogador rejeitado pelo infantil do Grêmio a banco da equipe principal do Corinthians. De atleta do futsal do São Paulo a homem de confiança do técnico Adílson Batista. Foi por esse caminho tortuoso que William Morais driblou as dificuldades deixou pra trás a concorrência de nomes de peso como Danilo, Tcheco e Defederico e hoje é a principal promessa vinda da base do Timão.

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Nem sempre houve tanto prestígio assim. Nascido em Osasco, em 1991, William só foi conseguir sua primeira chance no infantil do Grêmio, em 2005. O que parecia ser o início de sua caminhada no mundo da bola, no entanto, virou frustração, quando o então menino de 15 anos não teve seu contrato renovado. Desiludido, foi tentar o futebol de salão e conseguiu uma chance no São Paulo. Mas era no campo que ele queria jogar...

Em 2008 a oportunidade surgiu e William fez um teste no Corintihans. Entrou no time juvenil do Corinthians e no ano seguinte já foi para o junior, onde participou do Campeonato Paulista da categoria em 2009. Em 2010 foi escalado para a Taça São Paulo de Futebol Junio e, mesmo com a fraca campanha do Corinthians, foi um dos destaques da equipe alvinegra. Com físico avantajado, visão de jogo e precisão nos passes, lançamentos e conclusões a gol, logo apareceu e convenceu a comissão técnica de que ali estava um diamante a ser lapidado.

A subida para os profissionais, no entanto, só veio na parada para a Copa do Mundo. Visando a preparação na intertemporada e a continuação no Campeonato Brasileiro, o então técnico corintiano Mano Menezes pinçou William, Taubaté e André Vinícius para compor o elenco profissional no período de treinos. William Morais foi o maior destaque e, logo na volta do Mundial, conseguiu uma vaga entre os profissionais e logo em seguida chances de entrar como substituto nas partidas do campeonato nacional.

Mano saiu, Adilson chegou e manteve o garoto do Parque entre as primeiras opções para mexer em um jogo ou manter o ritmo dos titulares. A maior prova disso veio no último dia 26. Contra o Cruzeiro, fora de casa, em Uberlândia, o Corinthians perdia por 1 a 0 e buscava o empate para não desgarrar do líder Fluminense. Mesmo com outras opções no banco, Adílson Batista não teve dúvida; mandou William para o lugar de Bruno César.

Naquela oportunidade o garoto não conseguiu mudar a história do jogo, mas sua entrada mostrou o quanto ele está em alta no Parque São Jorge. Alta que também se revelou no fim de julho, com o meia assinando novo contrato com o Timão até 2014, tendo inclusive ficado de fora dos gramados no período de negociação para ser preservado.

Ainda que extra-oficialmente, William aos poucos é preparado para ser a nova estrela prata da casa do clube, algo que Dinélson nunca foi, Willian foi por pouco tempo, Lulinha só ficou na promessa e que apenas Dentinho cumpriu nos últimos anos. O atacante, aliás, é o grande exemplo para William Morais. Em contato com a reportagem do Olheiros, o jovem meia corintiano disse que sonha ficar no Corinthians, se firmar no time principal e, quem sabe, se tornar ídolo, como Dentinho fez.

O fato de não insistir mais com Danilo, Tcheco e Defederico mostra que Adílson e sua comissão técnica estão não apenas confiando no potencial do mais novo meia corintiano, como também preparando o terreno para deixá-lo desde já à vontade entre os profissionais e motivado para continuar buscando seu espaço. Pode parecer o percurso natural para qualquer jovem, mas nos últimos anos o Corinthians cansou de ver seus garotos entrando em campo, não rendendo o esperado e então sendo negociados por empréstimo. Bertucci, Jádson, Marcelinho e Diego são os exemplos mais recentes, enquanto Boquita amarga o banco.

Ainda é cedo pra dizer quem será William Morais e que feitos ele fará com a camisa corintiana. No entanto, uma coisa já pode ser dita sem exagero; tanto o clube, quanto o atleta estão fazendo tudo certo para que o nome do hoje ainda desconhecido menino do Terrão se torne sinônimo de grande jogador do alvinegro.

No mais

#1

Em virtude de compromissos acadêmicos, esta coluna tirará duas semanas de folga. Se tudo correr conforme o planejado, voltaremos no dia 22 de setembro.

#2

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