Pedro Venancio - 03/09/2010
Enquanto vende garotos como João Pedro para fazer caixa, o Atlético Mineiro parece continuar apostando forte na base, e tudo leva a crer que o trabalho com os jovens segue sendo bem feito A conquista da Copa da Amizade Brasil-Japão sub-15, na última segunda-feira, somada ao desempenho da mesma equipe na Copa Brasil da categoria, em Londrina – o Galo chegou às semifinais -, indica que o clube segue no caminho certo, embora nem sempre aproveite suas revelações como deve nos profissionais.
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A campanha do título foi irrepreensível: em seis jogos, foram cinco vitórias e um empate, com 23 gols marcados e a melhor defesa da competição, com apenas três tentos sofridos, todos feitos pelo Vasco, contra quem o Galo empatou por 1 a 1 na primeira fase e venceu por 4 a 2, na prorrogação. Na final, vitória sobre o Botafogo por 2 a 0, com gols do atacante Carlos e do meia Vágner.
De quebra, o Atlético também teve o melhor jogador do torneio: o volante Yago, que, jogando como primeiro homem de meio-campo, demonstrou muita eficiência na marcação e precisão nos passes, funcionando como o ponto de equilíbrio de uma equipe extremamente ofensiva. Além disso, ele fez dois gols e confirmou a fama de artilheiro que trazia da Copa Brasil Sub-15, quando foi às redes em três oportunidades. O goleiro Rodolfo também saiu com um troféu, pois foi o menos vazado da competição.
O poderio ofensivo do time realmente chama a atenção, sobretudo o do quarteto ofensivo formado pelos meias Anderson e Vágner e pelos atacantes Carlos e Zé Alberto. Entre eles, Carlos foi indubitavelmente o mais decisivo, pois marcou três gols contra o Vasco na semifinal, sendo um para empatar o jogo no último minuto e dois na prorrogação. Além disso, ele abriu o placar contra o Botafogo na final. No total, foram oito no torneio, contra cinco de Anderson, vice-artilheiro do time, que foi às redes quatro vezes na goleada por 8 a 0 sobre o Boavista.
Zé Alberto, que chegou badalado no torneio, foi às redes apenas duas vezes, mas criou algumas jogadas para Carlos, que nitidamente vivia melhor momento. Vágner, por sua vez, demonstrou uma habilidade incomum com a bola nos pés e muita facilidade para chutar de longa distância. Único /96 titular da equipe, ele ainda tem mais um ano como infantil e já desponta como possível nome para uma seleção sub-17 em 2013.
Após o título, o técnico da equipe, Ricardo Resende, mostrou satisfação com o desempenho da equipe em 2010 e afirmou que o próximo objetivo da equipe é conquistar o Campeonato Mineiro da categoria. O discurso compartilhado entre ele e os jogadores era o de que o título serviu para coroar a boa temporada do time e trazer motivação para a sequência da carreira desses meninos. E eles estão certos, pois vencer também faz parte do processo de formação, embora não seja, necessariamente, prioritário.
Entre os jogadores das outras equipes, destaque para o atacante Guilherme, do Artsul, artilheiro do torneio com nove gols. A dupla de ataque do Botafogo, formada por Jeferson e Choco, também demonstrou muita eficiência, assim como o bom meio-campista Matheus, do Fluminense. No Vasco, podem ser citados o goleiro Brenner e o atacante Thales.
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