Dassler Marques - 07/09/2010
Alan Patrick, Neymar e André, juntos, foram as grandes sensações do Santos que realizou ótima campanha na Copa São Paulo em 2009, quando a equipe caiu prematuramente diante do Cruzeiro nas oitavas de final. Os dois últimos rapidamente chegariam aos profissionais, caminho oposto ao percorrido por Patrick.
Agora visto como sucessor natural de Paulo Henrique Ganso, ele se dedicou muito mais para as seleções de base, passou por um processo de fortalecimento muscular impressionante e teve tempo para jogar a Copa São Paulo novamente, sendo vice-campeão e destaque nas fases mais agudas. Enquanto isso, Neymar e André esquentaram o banco com Luxemburgo e tropeçaram em alguns momentos como profissionais, pagando pela imaturidade natural da juventude e pela pressa que havia em torno deles.
O grande problema atravessado por Alan Patrick no último ano foi a falta de um calendário forte de competições de base para jogadores que disputam a Copa São Paulo. Para quem havia arrebentado em 2008, a sensação é de que a carreira fica estagnada. Você é bom demais entre os de sua idade mas não consegue espaço para enfrentar os mais velhos.
Assim como ocorreu com Paulo Henrique Ganso, que só se firmou entre os profissionais aos 20 anos, Alan Patrick só será observado de forma definitiva a partir de agora. Não que isso tenha sido planejado, mas o meia de toques refinados e drible fácil está muito mais preparado para ter o selo de craque que os jogadores formados na Vila Belmiro costumam receber.
Dorival Júnior, com razão, cobra mais participação e movimentação de Alan Patrick, bastante tímido nas poucas ocasiões em que foi acionado nos primeiros oito meses do ano. O processo, aliás, é semelhante ao que sofreu Ganso já com Vagner Mancini, em 2009. Para um atleta muito técnico e que costuma encaminhar boas jogadas, é essencial tocar muito na bola.
Se a expectativa atual se confirmar, Neymar e Phillipe Coutinho não irão disputar o Sul-Americano Sub-20, o que possivelmente irá ratificar a titularidade de Alan Patrick como membro titular no torneio que vale vaga olímpica. Ao contrário de Oscar, que ainda não tem espaço no Internacional, Alan deve terminar a temporada com ritmo de jogo forte e em progressão.
Com tanto talento e em um ambiente favorável, será difícil que Alan Patrick não vingue no Santos. Especialmente por ter passado por um período de maturação, na base e no profissional. Algo que, no Brasil, sempre falta a jogadores muito promissores. Acidentalmente, não faltou a ele.
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