Mozart Maragno - 25/01/2008
O acanhado e charmoso estádio Nicolau Alayon recebeu a finalíssima da Copa São Paulo. O Figueirense bateu o Rio Branco com seu estilo pragmático (algo habitual) e consagrou-se campeão. Muito organizado e concentrado durante a partida mais uma vez, aproveitou as poucas chances para fazer um (tranqüilo) 2 x 0 sobre a afoita equipe de Americana. Os destaques do Rio Branco pouco apareceram. Felipe disperso, Helerson sem inspiração, Dênis apenas na vontade. Do outro lado, Gustavo, o goleiro que menos tomou gols nos últimos 30 anos da Copinha, esteve seguro como sempre.
O primeiro tempo da partida foi caracterizado pelo controle de jogo do "alvinegro do Estreito" e as investidas pouco eficientes do Rio Branco. Os catarinenses abriram o placar aos 35 da primeira etapa por meio do atacante Marcelo, após passe do bom lateral Massari. Ao abrir a contagem, o Figueira sempre soube se defender (como durante toda a Copinha, aliás). Fechadinho, sua sólida defesa foi praticamente intransponível.
E assim foi levando a partida com naturalidade até fazer o segundo gol já na metade da etapa complementar. Marquinhos chutou cruzado em rápido contra-ataque e contou com a falha do goleiro Alisson. Franklin ainda teve tempo para perder uma penalidade máxima e desperdiçar a chance do terceiro gol.
O fato é que a equipe da capital catarinense jamais encantou. Não era a mais talentosa do torneio, mas apresentou aquilo que tem caracterizado o clube: planejamento. O Figueira não está na posição em que está por acaso. Na base, começa a colher os frutos em competições nacionais conforme a expectativa da diretoria e do técnico Rogério Micalle antes da competição. Não foi algo fortuito como Roma de Barueri (2001) e América/SP (2006).
Como um pugilista que sabe brecar a impetuosidade de um adversário afoito e apressado, a organização do Figueirense permitiu especular sempre com segurança, sem oferecer erros ou espaços. Ciente das limitações individuais, foi humilde e trabalhador para poder lograr a glória máxima. Parabéns ao "alvinegro do Estreito" pelo título inédito. Foi a vitória de quem investe em estrutura sem querer abraçar o mundo de uma vez.
Resultado da final:
Rio Branco 0 X 2 Figueirense [Marcelo, Marquinhos]
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