Equipe Olheiros.net - 29/01/2008
Essa edição da Copa São Paulo revelou diversos talentos, que, assim como os apresentados aqui, abaixo, poderiam fazer parte da seleção do torneio. Entre eles, alguns apontados por nossa equipe para o time da primeira fase, mas que ficaram pelo caminho, o que, aliás, não quer dizer que não tenham feito por merecer a condecoração. Longe disso. Contudo, como critério para alinhar ao lado de revelações, como Thiago, do Grêmio, e Diego Monar, do Santos, que conseguiram entrar tanto nesta como na seleção anterior, é preciso regularidade. E essa é uma virtude que, não tenham dúvida, todos os onze nomes escolhidos tiveram durante o decorrer da competição. Sem mais delongas, confira a seleção do Olheiros!(Marcus Alves)
Gustavo (Figueirense)
Não houve, no time campeão do Figueirense, alguém mais decisivo que o camisa 12 Gustavo. Para quem reclamou do surgimento de goleiros na Copinha, o campineiro é uma resposta acima de qualquer questão. Dono de um porte físico de arqueiro profissional, deixou à mostra sua enorme qualidade em várias partidas. Ele teve atuações acima da média contra São Paulo e São Carlos, coroando, na final, o excelente torneio e a indicação com caráter absoluto. A média de gols sofridos pelo goleiro é a melhor em 30 anos na competição.(Dassler Marques)
Thiago (Grêmio)
O lateral-direito Thiago foi, sem dúvida, um dos principais expoentes do qualificado time do Grêmio, eliminado nas quartas-de-final pelo São Paulo. Veloz, ágil e excelente no apoio, o guri de 18 anos apresentou regularidade singular durante todas as partidas, além de mostrar uma qualidade essencial para os atletas de sua posição: a precisão nos cruzamentos. Seja com bola rolando, seja em cobranças de faltas ou escanteios, Thiago esteve praticamente perfeito nesse fundamento, colaborando com açucaradas assistências para o centroavante Rafael Martins, artilheiro da competição ao lado de Vinícius, do Taboão da Serra, e Tiago Luís.(Gustavo Vargas)
Dalton (Fluminense)
Quem viu os (péssimos) zagueiros da seleção sub-17 no Mundial de 2007 (Forster, Lázaro e Daniel) não consegue acreditar como Dalton ficou de fora do torneio. Ainda que convocado em 2006, não teve mais qualquer chance posteriormente. Pois a Copa São Paulo foi importante para mostrar um pouco do seu futebol de alto nível ao Brasil. Seguro, técnico e com bom porte físico, destacou-se no ótimo time do Fluminense. Mereceu, como redenção, entrar na seleção da Copinha.(Mozart Maragno)
Diego Monar (Santos)
A maior virtude do Santos na Copinha foi a força do seu ataque, mas nem isso foi suficiente para impedir que o zagueiro Diego Monar se destacasse. Atuando ao lado de dois jogadores limitados, Dudu e Ricardo, Monar era a base que sustentava o setor defensivo santista. Atleta da seleção brasileira sub-18 do ano passado, é um zagueiro alto, porém magro, estrutura física que permite que ele seja bom no jogo aéreo, mas também rápido o bastante para enfrentar atacantes velozes. Além disso, é um líder nato. Mesmo com todas as qualidades, Diego deve esperar um pouco para chegar ao time profissional, já que na “fila da base” está atrás de Anderson Salles, que começa a ganhar oportunidades na equipe de Leão.(Rafael Reis)
Diogo (São Paulo)
Fábio Santos, Andrezinho e Alex Cazumba. Laterais-esquerdos que defenderam o São Paulo em edições passadas da competição e que se destacaram pela qualidade no apoio ao ataque. A aposta tricolor para a posição no torneio recém-encerrado, Diogo, também possui essa característica como sua principal virtude, mas, ao contrário de seus antecessores, ele ainda coopera na marcação com a sua constante entrega. Até por isso, acredita-se que o futuro para ele é mais promissor. Em toda a competição, com a fragilidade do lateral-direito Felipe Paizan e os passes, em sua maioria, pouco precisos de Sergio Mota, Diogo se apresentou como a melhor opção de ataque tricolor. Carente de uma maior tranqüilidade em seus avanços, ele pode surgir como alternativa para Muricy Ramalho entre os profissionais logo, logo.(Marcus Alves)
Juninho (São Paulo)
Menos badalado que nomes como Sérgio Mota e Eric, Juninho foi o dono do meio-de-campo são-paulino e o único a manter um bom nível de atuação em toda a Copinha, ao contrário do restante do time, bastante irregular. Firme na marcação, ótimo na saída de bola e com personalidade, chuta bem de fora da área e tem tudo para chegar aos profissionais pronto para suprir as eventuais saídas de Hernanes e Richarlyson, ainda que não deva ser lançado tão prematuramente.(Maurício Vargas)
Rafael Carioca (Grêmio)
Rafael Carioca foi o dono do meio-campo gremista na Copinha. Ainda que prejudicado pelo gramado sintético de São Bernardo nas primeiras partidas, o capitão tricolor desfilou categoria. Volante dominador, marca com sobriedade e distribui o jogo com muita qualidade. Um primeiro homem ideal, diferente da maioria dos jogadores dessa função. Com importante passagem pelo Pão de Açúcar, quando trabalhou com o técnico Lucho Nizzo, mostra-se capaz de buscar seu espaço no pouco confiável time de Wagner Mancini.(Mozart Maragno)
Talhetti (Figueirense)
Composto por três zagueiros e dois volantes, o campeão Figueirense dependia absurdamente da imaginação ofensiva de Talhetti, responsável por municiar as ações de ataque dos catarinenses. Meia de muita qualidade na cadência de bola, passes precisos e arremates razoavelmente bons, o camisa dez honra o nome que farda e foi utilíssimo em vários momentos.Tido como um dos mais importantes no plantel de Rogério Micalle, o garoto habilidoso deve seguir rápido caminho para o plantel profissional, onde os concorrentes de posição não têm sido grande coisa. Talhetti é um entre vários grandes armadores surgidos na Copinha. Mas, tem algo diferente. É campeão.(Dassler Marques)
Felipe (Rio Branco)
Se existe alguém que possa ser considerado o principal responsável pela surpreendente campanha do Rio Branco, esse alguém é Felipe. Ainda que apagado na semifinal e na decisão, o rápido meia demonstrou muita habilidade para conduzir a bola, lançamentos em profundidade, toques precisos e belos gols. Com seus sete tentos, levou o Tigre à final e será bastante utilizado na campanha da equipe profissional, que disputa a série A-2 do Paulista. Acaba de ter seu contrato renovado, mas dificilmente permanece em Americana até o final do ano.(Maurício Vargas)
Tiago Luís (Santos)
Se o Santos foi o time que apresentou o futebol mais bonito da Copa São Paulo, o atacante Tiago Luís acabou sendo o responsável por dar objetividade à equipe praiana e transformar a plástica em gols. Artilheiro do torneio, com oito tentos, esse paulista de 18 anos não mostrou a mesma técnica de um Paulo Henrique ou o chute de Carleto, mas apresentou uma determinação sem igual no elenco conduzido por Márcio Fernandes. A garra, aliada à velocidade e capacidade de finalização, fez de Tiago ofuscar o seu companheiro de frente, Alemão, e encheu os olhos do técnico Emerson Leão, que pode perdê-lo devido a uma tumultuada negociação contratual –o Real Madrid teria interesse em seu futebol.(Rafael Reis)
Walter (Internacional)
No último Campeonato Brasileiro Sub-20, realizado em dezembro passado, um atacante... digamos... “gordinho” do Internacional já havia chamado a atenção. Pois na Copinha, ele voltou a aparecer com destaque. Mesmo aparentando estar um pouco acima do peso, o nordestino Walter ofuscou o meia Tales e foi o principal jogador colorado na competição. Além de apresentar um interessante arsenal de chutes potentes, dribles e jogadas de efeito, o garoto balançou as redes adversárias em seis oportunidades. Números e atributos prontamente observados pelo técnico Abel Braga: em breve, Walter poderá ser utilizado na equipe profissional.(Gustavo Vargas)
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