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Boletim: favoritos 100% no Sul-Americano

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Leandro Stein - 18/01/2011

Foi sofrido, mas valeu. Apesar dos sustos e das pressões, Brasil e Argentina conseguiram se safar na primeira rodada do Sul-Americano Sub-20. Apesar de enfrentarem dois clássicos, contra Paraguai e Uruguai, os favoritos garantiram suas vitórias. No domingo, a albiceleste dependeu do oportunismo de Juan Iturbe para garantir o resultado. Por sua vez, mesmo terminando a peleja com dois jogadores a menos, o Brasil derrotou os paraguaios graças à atuação espetacular de Neymar.

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A tão esperada estreia brasileira aconteceu apenas na madrugada desta terça-feira. Diante do Paraguai, a equipe de Ney Franco começou de forma tensa, bem contida pelo esquema 4-2-3-1 armado pela albirroja. Exceção feita a uma cabeçada de Bruno Uvini no travessão, logo aos seis minutos, os paraguaios foram superiores nos primeiros vinte minutos de bola rolando.

A sorte brasileira só começou a mudar no primeiro lance incisivo do ataque. Casemiro, muito bem em campo, carregou, driblou dois e foi calçado pelo goleiro. Neymar, sem extravagâncias, abriu o marcador. Mais solto depois disso, o Brasil começou a invadir a área adversária com muito mais facilidade. Lucas, até então apagado, fez belíssima jogada individual e passou para Neymar, que limpou e bateu rasteiro para o segundo. A vitória parcial poderia ainda ser maior, não fosse a defesa do goleiro Ovando na cobrança de falta de Lucas. Neymar, por sua vez, infernizava o lado direito da defesa albirroja.

Entretanto, o jogo que parecia fácil se complicou para o Brasil no início do segundo tempo. Em quatro minutos, Zé Eduardo levou dois amarelos e foi expulso de forma desnecessária. A partir de então, muita pressão dos paraguaios, que tiraram a diferença dois minutos depois. Gabriel cedeu escanteio de forma bisonha e Viera não perdoou. Mesmo com a entrada de Fernando reforçando o meio-campo, o Brasil se retraia diante do avanço paraguaio.

Foi preciso que Neymar aparecesse mais uma vez para que a seleção se tranqüilizasse. Após chutão vindo da defesa, o camisa 7 avançou para cima do goleiro e ampliou a vantagem aos 15. E, três minutos depois, o quarto, um golaço. Recebendo lançamento de Galhardo, o santista encobriu Ovando. Com a vantagem estabelecida, o Brasil se projetava em contra-ataques. Neymar, quando não passava pelos marcadores, era alvo de faltas.

A calma durou até os minutos finais da partida, quando, aos 38, Montenegro aproveitou – outra – saída ruim de Gabriel para marcar. No lance seguinte, Henrique ainda foi expulso, gerando muita confusão no gramado. E com a Albirroja mais uma vez tomando iniciativa, coube aos brasileiros se fecharem com a entrada de Romário e garantirem os 4 a 2.

Vira? Virou

No dia anterior, logo no pontapé inicial, um confronto de rivais históricos entre Uruguai e Argentina. A equipe albiceleste, contudo, parecia sentir a altitude de Arequipa nos primeiros minutos da partida, sofrendo para conter as investidas de Adrián Luna e Camilo Mayada, muito bem pelo lado direito. Sem se impor, os argentinos não conseguiam construir os próprios ataques. E, em uma jogada rápida dos charruas, cometeram um pênalti infantil, que Diego Polenta transformou em gol após o rebote do goleiro Andrada.

Somente na volta para o segundo tempo, com a entrada de Juan Iturbe e de Sergio Araujo, é que os argentinos se postaram de forma mais ofensiva. O técnico Walter Perazzo abriu mão de um recatado 4-1-4-1 para dar mais liberdade aos seus homens de frente em um esquema 4-3-1-2. Iturbe, principalmente, honrou a condição de promessa e colocou fogo na partida. Foi dele a jogada do primeiro gol, na qual tabelou com o “enganche” Michael Hoyos, que acertou um belo chute rasteiro da entrada da área.

No último minuto de partida, enfim, brilhou mais uma vez a estrela de Iturbe. Após escanteio, o atacante argentino soube aproveitar a indecisão do zagueiro ao salvar uma cabeçada de Leonel Galeano e estufou as redes. Com a vitória no sufoco, a pergunta que fica é sobre a postura do time de Perazzo, se será ofensivo desde o início na próxima partida, bem como sobre a entrada do bom Iturbe no time titular.

Chile vence, Colômbia e Equador empatam

Já na segunda partida do Grupo A, de Argentina e Uruguai, foi a vez de os anfitriões peruanos estrearem. E o time treinado por Gustavo Ferrín chegou mesmo a acreditar em uma vitória sobre os chilenos no início da partida. O Peru teve as melhores chances do primeiro tempo, exigindo defesas providenciais do goleiro Carlos Alfaro. Na única oportunidade em que conseguiram passar pelo arqueiro, esbarraram na trave, após boa jogada individual de Andre Carrillo. A Roja, por sua vez, se compunha muito bem na defesa, em uma formação 3-4-3.

No entanto, os chilenos voltaram muito mais acesos do intervalo. Percebendo a debilidade da defesa adversária nas bolas alçadas à área, o Chile marcou aos 8 e aos 18. Primeiro Lorenzo Reyes aproveitou a bobeada do goleiro, enquanto José Martínez completou falta muito bem cobrada por Bryan Carrasco no segundo gol. Somente a partir deste momento é que os peruanos voltaram a incomodar, principalmente com Carrillo e Cueva. Já Victor Ulloa, goleiro do Peru, tratava de neutralizar os contra-ataques chilenos. No fim das contas, nenhum dos dois times foi capaz de balançar as redes e o Chile acabou vencendo por 2 a 0.

Por fim, Equador e Colômbia se enfrentaram pelo Grupo B. Os equatorianos começaram com muito mais volume de jogo. Pelo lado esquerdo, o meia Marco Caicedo enfileirava os marcadores, mesmo falhando na conclusão das jogadas. Apesar do susto levado no chute desferido por Edwin Cardona que acertou a trave, foi a equipe treinada por Sixto Vizuete quem saiu na frente. O goleiro Andrés Mosquera saiu precipitadamente e cometeu pênalti em Edson Montaño, convertido com maestria por Marco Caicedo.

E, assim como nas outras partidas, o time em desvantagem soube aproveitar o descanso durante o intervalo. A Colômbia obteve as melhores chances, especialmente em lances de Fabián Castillo e Andrés 'Manga' Escobar, boa opção vinda do banco de reservas. Foi exatamente Escobar quem sofreu novo pênalti da partida, bem cobrado por Edwin Cardona. Um empate que deixou o Brasil na liderança da chave.

O Sul-Americano retorna na próxima quarta, com as estreias de Bolívia e Venezuela, que jogam contra Uruguai e Paraguai, respectivamente. O Brasil tem encontro marcado com a Colômbia na madrugada de quinta para sexta-feira, à meia-noite. E, como não poderia deixar de ser, o Olheiros acompanhará todos os lances da partida.

RESULTADOS DA RODADA

GRUPO A
Argentina 2x1 Uruguai (Hoyos, Iturbe | Polenta)
Peru 0x2 Chile (Reyes, Martínez)

GRUPO B
Colômbia 1x1 Equador (Cardona | Casares)
Brasil 4x2 Paraguai (Neymar (4) | Viera, Montenegro)

O JOGO DA RODADA

Brasil 4x2 Paraguai

Gols
Neymar, aos 26 e 33 aos do primeiro tempo. Viera, aos 6, Neymar, aos 15 e aos 18, e Montenegro, aos 38 do segundo tempo.

Brasil
Gabriel, Danilo (Galhardo), Uvini, Juan e Alex Sandro; Casemiro e Zé Eduardo; Lucas (Romário), Oscar (Fernando) e Neymar; Henrique.
Treinador: Ney Franco

Paraguai
Ovando, Cáceres, Gómez, Viera e Nelson Ruiz (Oscar Ruiz); Benítez; Pérez e Gimenez; Benitez, Correa e Torres (Montenegro); Ortega (Contrera).
Treinador: Adrián Coria

Local: Estádio Modelo, em Tacna
Árbitro: Diego Abal (Argentino)
Cartões: Amarelos – Danilo e Neymar (Brasil); Ovando, Gómez, Benítez e Gimenez (Paraguai). Expulsos – Zé Eduardo e Henrique (Brasil)

O MELHOR DA RODADA
Neymar (Brasil)

AS NOTAS DO BRASIL
Gabriel - 5
Danilo - 5,5
Galhardo - 6,5
Bruno Uvini - 7
Juan - 5,5
Alex Sandro - 6,5
Casemiro - 7,5
Zé Eduardo - 2
Lucas - 6
Romário - sem nota
Oscar - 5
Fernando - 5,5
Neymar - 9
Henrique - 6

PRÓXIMOS JOGOS (Horário de Brasília)

19/01 - 20h30 – Peru x Argentina
19/01 - 22h40 – Venezuela x Uruguai
20/01 - 22h00 – Bolívia x Paraguai
21/01 - 00h10 – Brasil x Colômbia



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