Dassler Marques - 23/01/2011
A pior partida da seleção brasileira, mais um dia ruim para os argentinos e, enfim, uma bela apresentação do Uruguai, com destaque para Cepelini. Estas foram as principais marcas da terceira rodada da primeira fase do Sul-Americano Sub-20, disputada no sábado e no domingo, e que ainda teve triunfo do Equador. Brasil e Argentina, ainda assim, têm carimbadas as suas vagas no hexagonal decisivo em só três das cinco jornadas corridas. As outras quatro equipes a avançar, possivelmente, só devem ser definidas na quinta e na sexta-feira.
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No Grupo A, a liderança está com a Argentina, que tem sete pontos. O Uruguai tem quatro e folga na próxima rodada, mas tem tudo para carimbar seu passaporte contra o Peru na quinta-feira. A tendência é de que Chile e Venezuela, em confronto direto na rodada final, definam o outro classificado.
Ainda no campo das hipóteses, mas no Grupo B: real mesmo só a classificação do Brasil, líder com sete pontos. O Equador, próximo adversário dos brasileiros, só fez dois jogos e somou quatro pontos, e tem boa situação. O Paraguai corre risco, pois só somou três pontos em três jogos. A Colômbia, com um empate e uma derrota, vai atrás de uma vaga que se indicava ser sua: pega a Bolívia e fecha contra os paraguaios.
Brasil: sem sorte, com dificuldades e um dilema
Não é só o resultado que indica que o Brasil teve seu pior jogo diante do adversário que se imaginava ser o mais simples: a Bolívia. Pela primeira vez fora de Tacna, os brasileiros foram até Moquegua e não conseguiram romper a forte marcação boliviana. O time pareceu muito pesado e Lucas, que deveria articular como contra a Colômbia, foi o mais omisso da peça ofensiva do time de Ney Franco, que voltou com Zé Eduardo e Henrique entre os titulares após suspensões.
Ainda é importante perceber que a defesa falhou demais, especialmente Bruno Uvini no lance que tirou dois pontos da seleção brasileira. Mesmo assim, faltou sorte. Casemiro, Willian José, Juan e Diego Maurício tiveram finalizações na trave e o Brasil, além dessas, desperdiçou mais ocasiões claras de gol. No primeiro tempo, a equipe de Ney Franco se sentiu confortável atacando principalmente pela direita, com Danilo enfim fazendo uma apresentação de bom nível. Em sua última incursão na etapa inicial, o lateral santista serviu para Henrique bater ao gol e ver a bola entrar graças à desatenção do goleiro Cárdenas.
Apesar da vantagem, o Brasil não se dava por satisfeito e procurava um segundo gol como se fosse necessário. Até Ney Franco se contagiou com o espírito e, mesmo vencendo por 1 a 0, sacou Zé Eduardo, novamente mal, e ofereceu uma boa chance para Oscar. O meia colorado entrou bem, deixou os companheiros duas vezes na cara do gol, mas o dia não era de sorte para os brasileiros. Ríos contou com escorregão de Bruno Uvini, avançou e empatou. O lance deixou nítido como a zaga brasileira carecia de proteção com apenas Casemiro de volante. Do Rio de Janeiro, Mano Menezes deve ter perdido mais alguns cabelos.
Independente da vitória que não veio ou do empate, o Brasil vai ao hexagonal decisivo e se despede da primeira fase jogando novamente em Tacna. Ney Franco tem quatro pendurados (Gabriel, Juan, Casemiro e Neymar) e já não poderá escalar Danilo, suspenso. Poupar ou ir com tudo? Eis um dilema. O Equador, adversário do confronto, vem bem: depois de empatar com a Colômbia na estreia, venceu o Paraguai também neste domingo: Montaño recebeu cruzamento perfeito da direita e só usou a cabeça para confirmar a vitória no início do segundo tempo.
Argentina não cala as críticas e o Uruguai desperta
Muito criticada, a seleção argentina não conseguiu superar as desconfianças de seus torcedores e ficou em um tímido empate contra a esforçada Venezuela, que já havia arrancado o mesmo resultado contra o Uruguai. Walter Perazzo não ajudou, poupando quatro titulares, e só abriu o marcador graças a um vacilo imperdoável da zaga venezuelana concretizado por Araujo. Os albicelestes seguem com um ataque pesado, pouca articulação e uma dose de talento restrita a lampejos de Hoyos, muito recuado, e Iturbe.
Em seu compromisso desta segunda-feira, contra o Chile, a Argentina poderá se inspirar no Uruguai, que se reabilitou justamente diante dos chilenos. A Celeste Olímpica enfim jogou bem após dois resultados decepcionantes. Capelini comandou a equipe, abrindo o placar com um chutaço, fazendo outro de rebote e criando mais oportunidades. Quem também apareceu bem foi o capitão Polenta, fazendo fila na defesa andina e marcando outro belo gol.
RESULTADOS DA RODADA
GRUPO A
Uruguai 4 x 0 Chile (Capelini (2), Luna, Polenta)
Argentina 1 x 1 Venezuela (Araujo | Orozco)
GRUPO B
Brasil 1 x 1 Bolívia (Henrique | Ríos)
Equador 1 x 0 Paraguai (Montaño)
O JOGO DA RODADA
Brasil 1 x 1 Bolívia
Gols
Henrique, aos 41min do primeiro tempo, e Ríos, aos 31min do segundo tempo
Brasil
Gabriel; Danilo (Galhardo), Bruno Uvini, Juan e Alex Sandro; Casemiro e Zé Eduardo (Oscar); Henrique (Diego Maurício), Lucas e Neymar; Willian José
Treinador: Ney Franco
Bolívia
Cárdenas; Méndes, Toco, Garzon e Cuellar; Borda (Baluvian), Chumacero, Torrico e Carinao (Suárez); Hoyos (Becerra) e Ríos
Treinador: Marco Sandy
Local: Estádio 25 de Noviembre, em Moquegua (Peru)
Árbitro: Jorge Osório (Chile)
Cartões amarelos: Danilo e Gabriel (Brasil); Toco e Chumacero (Bolívia)
O MELHOR DA RODADA
Cepelini (Uruguai)
AS NOTAS DO BRASIL
Gabriel - 6,5
Danilo - 6,0
Galhardo - 5,5
Bruno Uvini - 4,0
Juan - 5,5
Alex Sandro - 6,0
Casemiro - 6,5
Zé Eduardo - 5,0
Oscar - 5,5
Henrique - 5,5
Diego Maurício - sem nota
Lucas - 5,0
Neymar - 5,5
Willian José - 5,0
PRÓXIMOS JOGOS
24/01 - Chile x Argentina
24/01 - Argentina x Venezuela
25/01 - Colômbia x Bolívia
26/01 - Equador x Brasil
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