Equipe Olheiros - 01/08/2011
Gana campeã, Brasil vice e vários bons jogadores. O Mundial Sub-20 de 2009, na Nigéria, deixou ótimas esperanças para várias seleções, sobretudo aos ganeses, brasileiros e alemães. Poucos dos onze melhores eleitos pelo Olheiros para a equipe ideal, entretanto, acabaram se firmando. Diversos motivos explicam, como no caso do zagueiro da seleção, Dalton. Ao ir à Justiça contra o Fluminense quando ainda se afirmava, ele deu dois passos atrás e não se consolidou até hoje.
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O que dizer então de Dominic Adiyiah, o grande nome da competição? Comprado pelo Milan logo em seguida, tinha o cenário ideal para se tornar um atacante de ponta, mas em apenas dois anos decaiu a ponto de ir parar na segunda divisão turca. Um cenário que jogadores como Freddy Adu, Adriano Gerlin e Lamptey já conheceram em outros tempos. Por isso, acredite: brilhar no Mundial Sub-20 não é garantia de nada, mas sim apenas o começo de tudo. (Dassler Marques)
Fiorillo - goleiro - Itália
Formado nas canteras da Sampdoria, Vincenzo Fiorillo chegou ao Mundial Sub-20 de 2009 referendado como líder da equipe, inclusive com a braçadeira de capitão, após grandes atuações no Europeu Sub-19. A seleção italiana, no entanto, não chegou tão bem assim, mas teve no arqueiro de 1,90m uma peça chave para a campanha razoável dos azurini. O arqueiro se destacou mesmo nas oitavas, quando parou a Espanha e garantiu o triunfo. Apesar da derrota nas quartas para a Hungria, Fiorillo saiu do torneio por cima. De volta à Sampdoria, foi emprestado para a Reggina na segunda metade da temporada 2009-10 e fez cinco jogos, tomando oito gols. Após ter a vaga de terceiro goleiro garantida na Samp, foi emprestado na temporada 2010-11 para o Spezia, onde fez oito jogos. Aos 21 anos, deve se firmar como opção no banco de reservas de uma Sampdoria que joga a Série B.
(Gabriel Dudziak)
Bjorn Kopplin - lateral direito - Alemanha
Herói da classificação alemã nas oitavas de final contra a Nigéria, em 2009, o lateral direito Bjorn Kopplin mostrou velocidade e eficiência nas finalizações naquele Mundial Sub-20, mas ainda não deslanchou na carreira como se previa.
Revelado no Bayern Munique, ficou obviamente sem espaço por lá com a efetivação de Philipp Lahm na posição e mudou-se para o Bochum, onde foi titular em 34 partidas na 2. Bundesliga 2010/11. Aos 22 anos, porém, sabe que precisa se firmar em algum clube da elite alemã o mais rápido possível para que possa alçar voos mais altos. (Pedro Venancio)
Florian Jungwirth - zagueiro - Alemanha
Zagueiro seguro, forte e rápido, Florian Jungwirth teve ótimo desempenho no Mundial Sub-20 de 2009, além de ter sido capitão da Alemanha na conquista da Euro Sub-19, um ano antes. Parecia que iria pegar carona no sucesso de seus ex-companheiros Lars e Sven Bender, também revelados no 1860 Munique, mas acabou se transferindo para o Dynamo Dresden, onde poderia jogar com mais frequência. Uma lesão grave no ligamento cruzado do joelho, porém, impediu essa progressão, e o defensor se recuperou apenas no fim de 2010, mas ainda assim mostrou talento e se transformou em um dos jogadores mais importantes da campanha do acesso do Dynamo à segunda divisão, tanto que foi recompensado com uma boa renovação de contrato. Ainda tem boas perspectivas na carreira. (PV)
Dalton - zagueiro - Brasil
Titular ao lado de Rafael Tolói da zaga brasileira no Mundial Sub-20, Dalton vinha de desempenhos fabulosos em várias competições de base pelo Fluminense, e repetiu a dose na competição disputada na Nigéria. Bem pela seleção, ele entrou em declínio por uma decisão infeliz. Titular do Fluminense na incrível arrancada do Campeonato Brasileiro 2009, acionou o clube na Justiça e assinou com o Internacional, onde nunca rompeu a fronteira do time B. Emprestado ao Atlético-PR, foi dispensado em menos de três meses. De volta ao Inter, tenta superar a concorrência e as expectativas de que se torne um foguete molhado. (Dassler Marques)
Samuel Inkoom - lateral esquerdo - Gana
Peça-chave na conquista do Mundial em 2009, Inkoom correspondeu às expectativas em torno de si e continua em alta. O lateral havia estreado pela equipe principal do Basel pouco antes do início do Mundial e retornou à Suíça para se firmar de vez, conquistando a ‘dobradinha’ (Campeonato Suíço e Copa da Suíça) na temporada 2009-10. Pela seleção ganesa, integrou o elenco vice-campeão da Copa Africana de Nações em 2010 e quadrifinalista da Copa do Mundo de 2010. Em janeiro deste ano, Inkoom foi negociado com o Dnipro, da Ucrânia, pela bagatela de 5,4 milhões de euros. (Gabriel Seixas)
Kim min Woo - volante - Coreia do Sul
Como é de praxe na Coreia do Sul, os principais jogadores são formados nos colégios e faculdades. Foi assim também com Kim Min Woo, formado na Universidade de Yonsei. Ele foi o principal jogador de seu país na excelente campanha que levou os coreanos até as quartas de final. Autor de gol contra a Alemanha, ele brilhou com outros dois diante do Paraguai, nas oitavas - o time pouco pôde fazer contra Gana, nas quartas. A sequência da carreira do atleta foi muito pior do que poderia se imaginar. Convidado para testes no PSV, Min Woo rompeu com a Yonsei e foi para a Holanda mesmo sem autorização. Não passou nos testes e terminou sem ter onde jogar. Acabou sendo contratado pelo time do Sagan Tosu, da segunda divisão japonesa, onde é o camisa 10. Na última temporada fez 24 jogos e quatro gols. Pela seleção, fez parte do grupo sub-23 que ficou com o bronze nos Jogos Asiáticos de 2010. (GD)
Fran Mérida - meia - Espanha
No primeiro momento, pode-se dizer que ele tinha tudo para seguir os passos de Cesc Fàbregas. Pela sub-20, aliás, foi o destaque da Furia na Nigéria, dois anos após sagrar-se europeu sub-17 e vice da categoria no Mundial. Mas se com a camisa espanhola as coisas pareciam bem, o cenário não era o mesmo no Arsenal, clube que defendeu até maio de 2010. Com a camisa dos Gunners, foram apenas 16 jogos oficiais em três anos, passando também por um empréstimo sem brilho a Real Sociedad. Contratado pelo Atlético de Madrid, Mérida parecia ter encontrado a casa para ganhar sequência. E até a ganhou. Mas sem o brilho que nele se desenhou há alguns anos. Nos Colchoneros, ele é só mais um. (Lincoln Chaves)
Alex Teixeira – meia – Brasil
Figurinha carimbada nas seleções sub-15 e sub-17, o jogador do Vasco demorou a surgir entre os sub-20. A transição aos profissionais não engrenou e Alex ficou de fora do Sul-Americano. A redenção viria com as boas atuações na Série B, que o colocaram na lista para o Mundial. Formando trio com Ganso e Giuliano, anotou três gols na competição e nem o pênalti perdido na final lhe tirou a Bola de Prata de segundo melhor jogador do torneio. Titular do Vasco, disputou a Segundona até o fim antes de seguir à Ucrânia, vendido ao Shakhtar por 6 milhões de euros. Pouco jogou nos primeiros meses, vindo a se firmar na última temporada. Atualmente, é uma opção no elenco, utilizado principalmente como substituto. (LS)
Vladimir Koman – meia – Hungria
A badalação de Koman já vinha de tempos anteriores ao Mundial. Com 15 anos, era titular de seu clube e, na temporada seguinte, foi vendido à Sampdoria. Contudo, foi no torneio sub-20 que realmente estourou. O meia era o cérebro dos húngaros na histórica terceira colocação. O jogador ainda conquistou a Chuteira de Prata, autor de cinco gols. Emprestado ao Bari logo em seguida, foi apontado como uma das revelações no retorno do clube à Serie A. De volta à Samp em 2010/11, foi peça constante na equipe, mas não evitou o rebaixamento. Faz parte da seleção principal desde 2010, pela qual soma 12 jogos. Titular nas eliminatórias da Euro 2012, é um dos líderes do time, com três gols e duas assistências. (Leandro Stein)
Dominic Adiyiah - atacante - Gana
Ele chegou na Nigéria como coadjuvante do goleador Ransford Osei, mas logo tomou para si os holofotes, marcando oito vezes e se consagrando artilheiro do último Mundial Sub-20. O Milan se interessou pelo veloz e oportunista atacante do Fredrikstad e o contratou para a temporada 2009/10. Ao mesmo tempo, Adiyiah também ganhou espaço na seleção principal de Gana. No entanto, o atacante nunca chegou a ter uma chance nos rossoneros. Cedido a Reggina e Partizan na última temporada para adquirir experiência, fez menos de 20 jogos ao todo, marcando só um gol. Agora, tenta a sorte no Karsiayaka, da segunda divisão turca, também empréstado. Uma queda que poderia até ter tido outro percurso em 2010, se Luís Suarez não tivesse salvado com as mãos o gol que levaria Gana às semifinais da Copa - foi justamente Adiyiah que deu a cabeçada "defendida" pelo uruguaio. (LC)
Andre Ayew - atacante - Gana
O Mundial Sub-20 2009 foi um divisor de águas na carreira de ‘Dede’ Ayew. Após o título no Egito, o meia-atacante se destacou na campanha do acesso do Arles-Avignon à elite do Campeonato Francês e participou ativamente do vice-campeonato da seleção ganesa na Copa Africana de Nações do ano passado. A metade final de 2010 foi ainda melhor, disputando a Copa do Mundo como titular dos ‘Estrelas Negras’ e se afirmando em seu clube, o Marseille, que havia lhe emprestado nas duas temporadas anteriores. Com dez gols em 31 jogos, Ayew foi indicado ao prêmio de melhor jogador jovem da Ligue 1 e eleito o melhor jogador do Marseille na temporada 2010-11. (GS)
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