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10 timaços dos Mundiais Sub-20

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Equipe Olheiros.net - 08/08/2011

Maradona, Luís Figo, Xavi, Ronaldinho Gaúcho...a lista de estrelas que espalharam um pouco de seu brilho pelos gramados dos Mundiais Sub-20 é grande - e poder dizer que viu os primeiros passos e passes de um grande jogador é motivo de orgulho para o torcedor que está acostumado a acompanhar o campeonato.

Mas por trás de um grande craque sempre há uma grande equipe e, em alguns casos, o coletivo se sobressai - e o exemplo mais claro disto é exatamente a seleção espanhola, que se encanta hoje por seu toque de bola, foi exatamente em um Mundial Sub-20, há doze anos, que conquistou o primeiro título de expressão sob esta filosofia.

Por isso, enquanto as turbinas se aquecem para as oitavas de final desta empolgante edição na Colômbia, a equipe do Olheiros.net preparou uma lista com os dez melhores time que já disputaram o Mundial Sub-20 - as escalações, por que marcaram e até mesmo quem não vingou. Boa leitura!

ARGENTINA 1979: O surgimento de um 'Dios'

O Mundial Sub-20 de 1979 era o segundo da história, mas até hoje é lembrado como um dos mais importantes. Afinal de contas, foi nos campos japoneses, em 1979, que Diego Armando Maradona apareceu vestindo a camisa 10 argentina. A da seleção júnior, é verdade, mas sob o comando de César Luis Menotti, que no ano anterior havia dado à Argentina a inédita conquista de uma Copa do Mundo. Com Maradona no comando e outros atletas como Calderón, Escudero, Simón e Hugo Alves dando a consistência para o time, a albiceleste fez a melhor campanha, até hoje, da história do Mundial. Foram seis jogos, seis vitórias, 20 gols marcados e apenas dois sofridos. Pelo caminho ficaram Polônia, Iugoslávia, Uruguai e União Soviética. Três anos depois Maradona, Calderón, Barbas e Ramon Diaz estiveram na Copa do Mundo de 82. (Gabriel Dudziak)

Aproveitamento: 6 jogos, 6 vitórias
Escalação completa: Garcia; Simon, Hugo Alves, Carabelli e Rossi; Barbas, Rinaldi e Maradona; Escudero, Diaz e Calderon.
Craque do time: Maradona
Treinador: César Luis Menotti
Por que marcou: Debute de Maradona para o mundo e melhor campanha da história do Mundial
Quem não vingou: Garcia



BRASIL 1985: Quando os Menudos ainda faziam a preliminar

Campeão mundial sub-20 em 1983, o Brasil reapareceu dois anos depois, na União Soviética, com uma campanha ainda mais impressionante: 100% de aproveitamento, goleadas e bom futebol marcariam o time dirigido por Gílson Nunes. A principal marca que a equipe deixou na história foi do meio para a frente, em que a dupla Silas e Müller barbarizava ao lado do centroavante Gérson (Guarani) e do ponteiro Balalo (Inter), que não vingaram. Silas, bola de ouro do Mundial, e Müller, só cresceriam a partir dali, com Copa do Mundo no ano seguinte e título brasileiro com o São Paulo. (Dassler Marques)

Aproveitamento: 6 jogos, 6 vitórias
Escalação completa: Taffarel; Luciano, Luis Carlos, Henrique e Dida; João Antônio, Tosin e Silas; Balalo, Gerson e Müller
Craque do time: Silas
Treinador: Gílson Nunes
Por que marcou: 100% com a dupla de Menudos
Quem não vingou: Balalo



IUGOSLÁVIA 1987: Várias nacionalidades, um timaço

O ato no Mundial Sub-20 do Chile seria um dos últimos da Iugoslávia unificada. O esquadrão de Mirko Jozic contou com atletas das diferentesnacionalidades para ficar com o título de maneira invicta, depois de bater Brasil, Alemanha Oriental e Alemanha Ocidental. Os destaques eram Prosinecki e Boban, Bola de Ouro e de Bronze no Mundial, além de Suker, vice-artilheiro da competição com seis gols. Os três, ao lado de Jarni e Stimac, brilhariam na histórica campanha da Croácia na Copa de 1998. Já o atacante Mijatovic, montenegrino, ficaria marcado pela conquista da Champions com o Real Madrid. Daquele time, quatro estariam na seleção iugoslava quadrifinalista da Copa de1990 e nove foram vice-campeões do Europeu Sub-21 no mesmo ano – em equipe que ainda contava com Savicevic, Boksic e Mihajlovic. (Leandro Stein)

Aproveitamento: 6 jogos, 5 vitórias, 1 empate (vitória nos pênaltis)
Escalação completa: Lekovic, Brnovic, Pavlicic, Jankovic e Jarni; Stimac, Bobane Pavlovic; Mijatovic, Prosinecki e Suker.
Craque do time: Robert Prosinecki
Treinador: Mirko Jozic
Por que marcou: Pouco antes do fim da Iugoslávia, contou com jogadores quefariam história na década de 90
Quem não vingou: Milan Pavlovic



PORTUGAL 1991: A geração de ouro

Desde 1966, o orgulho português no futebol estava restrito às vitórias europeias de Benfica e Porto. No Mundial Sub-20 de 1991, no entanto, Carlos Queiroz - que dois anos antes levara um time sem destaques ao título inédito da competição - comandou a safra que ficaria conhecida como a geração de ouro do país e que, em casa, conquistou o bicampeonato mundial da categoria. Melhor do mundo em 2001, Luís Figo foi um dos artífices de um grupo acima da média, em que também brilharam João Pinto, Rui Costa e Jorge Costa e que, anos mais tarde, recolocaria Portugal no atlas do futebol mundial e das Copas do Mundo. Mas o grande destaque foi mesmo o Bola de Ouro Emílio Peixe - o principal foguete molhado da equipe. Na decisão, vitória nos pênaltis contra o Brasil de Roberto Carlos e Elber e festa inesquecível na Luz. (Lincoln Chaves)

Aproveitamento: 6 jogos, 5 vitórias (uma na prorrogação), 1 empate (vitória nos pênaltis)
Escalação completa: Fernando Brassard; Fernando Nelson, Rui Bento, Jorge Costa e Paulo Torres; Emílio Peixe, Rui Costa e Luís Figo; Gil, João Pinto e Toni.
Craque do time: Emílio Peixe
Treinador: Carlos Queiroz
Por que marcou: Deu a Portugal a geração que recolocou a seleção do país entre as mais competitivas da Europa - e em alguns momentos, do mundo.
Quem não vingou: Toni


BRASIL 1991: O tri não veio por pouco

Uma equipe com força defensiva, qualidade de passe no meio-campo e uma dupla de ataque que exibia perfeito entrosamento. Essa era a seleção brasileira sub-20 de 1991, que marcou 14 gols em seis partidas e foi vice-campeã do torneio, perdendo para Portugal nos pênaltis. Na ocasião, o destaque absoluto do time era Élber, centroavante autor de quatro gols, que atuava no Londrina e fazia boa dupla com Paulo Nunes. Os dois, assim como Sergio Manoel, Ramón e Djair, tiveram sucesso em clubes, mas o único a vingar na seleção principal foi Roberto Carlos, que disputou três Copas do Mundo. (Pedro Venancio)

Aproveitamento: 6 jogos, 4 vitórias e 2 empates (uma derrota nos pênaltis)
Escalação completa: Roger, Zelão, Andrei, Castro e Roberto Carlos; Marquinhos, Djair, Luiz Fernando e Sergio Manoel; Paulo Nunes e Élber.
Craque do time: Élber
Treinador: Ernesto Paulo
Por que marcou: Além da ótima campanha, fez uma final disputadíssima contra Portugal, no jogo com maior público da história dos Mundiais Sub-20.
Quem não vingou: Zelão

GANA 1993: A constelação dos 'Estrelas Negras'

Campeã mundial sub-17 em 1991 e medalha de bronze nas Olimpíadas de 1992, em Barcelona, Gana pode ser considerada a precursora de seleções africanas vitoriosas na base. Essa geração histórica também fez bonito no Mundial Sub-20, em 1993, apresentando um futebol envolvente e competitivo que garantiu o vice-campeonato do torneio sediado pela Austrália. Nii Lamptey, sem dúvida, era a grande referência da equipe. Àquela altura, o jovem chegou a ser apontado por Pelé como o seu sucessor no futebol, mas de uma forma inexplicável, não vingou. Outros menos badalados, como Samuel Kuffour e Daniel Addo, também construíram uma carreira longínqua na seleção.

Aproveitamento: 6 jogos, 3 vitórias, 2 empates, 1 derrota
Escalação completa: Owu; Nimo, Kuffour, Banini e Asare; Gargo, Addo, Lamptey e Akunnor; Ahinful e Duah
Craque do time: Nii Lamptey
Treinador: Fred Osam-Duodu
Por que marcou: Precursora de grandes conquistas das seleções africanas em Mundiais de base
Quem não vingou: Nii Lamptey


ARGENTINA 1997: A consagração de Pekerman


Campeã dois anos antes no Catar, a Argentina voltou a levantar o caneco graças principalmente ao grande trabalho de José Pekerman, que realizou um extenso trabalho de seleção dos atletas e garimpou nomes que se tornariam referência no futebol argentino, como Samuel e Cambiasso, além dos craques Riquelme e Aimar. Atuando num heterodoxo 3-5-2, a Argentina chegou a ser derrotada pela Austrália na primeira fase, mas com atuações seguras bateu Inglaterra, um grande time brasileiro nas quartas, Irlanda e Uruguai para conquistar o bicampeonato. (Maurício Vargas)

Aproveitamento: 7 jogos, 6 vitórias, 1 empate
Escalação completa: Franco; Cubero, Placente e Samuel; Serrizuela, Cambiasso, Riquelme, Aimar e Markic; Quintana (Romeo) e Scaloni
Craque do time: Pablo Aimar
Treinador: José Pekerman
Por que marcou: Segundo título seguido de Pekerman, consolidando-o como grande nome no trabalho com as bases, além de ter sido o time que revelou Samuel, Cambiasso, Riquelme e Aimar.
Quem não vingou: Diego Quintana



ESPANHA 1999: O começo de tudo

Se há um ponto de partida de tudo que tem acontecido de bom com a seleção espanhola, esse se deu em 1999. Iñazi Saez, embora seja um treinador marcado pelo fracasso na Eurocopa 2004, teve trabalho reconhecido na base, com conquistas e bons times formados. Um deles no Mundial da Nigéria. Gabri, que não vingaria por completo, era a referência do time que jogava bonito com Xavi pintando como coadjuvante e um insaciável Pablo Couñago, outro foguete molhado, mas o artilheiro da competição. Marchena, campeão da Euro 2008 como titular e reserva na Copa 2010, era esteio da zaga. No banco estava Casillas, dois anos mais jovem que o titular Aranzubia, mas que atuou até na semifinal. (DM)

Aproveitamento: 6 jogos, 4 vitórias e 2 empates
Escalação completa: Aranzubia; Coira, Marchena, Jusue e Bermudo; Orbaiz, Varela, Gabri e Xavi; Pablo e Barkero
Craque do time: Gabri
Treinador: Iñaki Saez
Por que marcou: início do ciclo vitorioso da Espanha em grandes torneios
Quem não vingou: Pablo Couñago



ARGENTINA 2001: A caminho do Olimpo

O favoritismo argentino no Mundial Sub-20 de 2001 era irrefutável. Não bastasse o fato de contar com um elenco de primeira, a Albiceleste teve também o apoio da torcida para chegar ao tetra – o terceiro e último triunfo sob a tutela de Jose Pekerman. Com média de 30 mil espectadores por jogo, a equipe arrebatou o título com sobras, marcando 28 gols ao longo das sete vitórias. Somente “El Conejo” Saviola foi às redes onze vezes, se tornando o maior artilheiro em uma edição de Mundial e faturando a Bola de Ouro. Adefesa era liderada por Coloccini e Burdisso, enquanto o meio-campo tinha Maxi Rodríguez, Romagnoli e D’Alessandro – este o Bola de Prata da competição. Três anos depois, Marcelo Bielsa aproveitou a qualidade daquela geração e oito atletas conquistaram a medalha de ouro nas Olimpíadas de Atenas. (LS)

Aproveitamento: 7 jogos, 7 vitórias
Escalação completa: Lux (Caballero), Colotto, Burdisso, Coloccini e Arca;Medina e Ponzio; Maxi Rodríguez, Romagnoli e D’Alessandro; Saviola.
Craque do time: Javier Saviola
Treinador: Jose Pekerman
Por que marcou: Quase metade dos campeões olímpicos em 2004 saíram do elenco
Quem não vingou: Nicolás Medina



BRASIL 2003: Na base da superação

Das quatro conquistas brasileiras no Mundial Sub-20, nenhuma foi mais difícil, suada e sofrida do que a de 2003. Após a derrota no Sul-Americano da categoria para os argentinos e uma derrota para a Austrália na primeira fase, o time penou para derrotar a Eslováquia na prorrogação nas oitavas de final, mas depois engrenou, derrotando por 1 a 0 a Argentina na semifinal e a Espanha na final. Alguns destaques do time hoje vivem o auge da carreira, como Daniel Alves e Nilmar, que foram à última Copa do Mundo. Outros, como Dudu Cearense e Daniel Carvalho, não tiveram a evolução esperada. (PV)

Aproveitamento: 7 jogos, 5 vitórias, 1 empate e 1 derrota
Escalação completa: Jefferson, Daniel Alves, Alcides, Adaílton e Adriano Correia; Dudu Cearense, Jardel, Daniel Carvalho e Juninho; Nilmar e Kléber
Craque do time: Dudu Cearense
Treinador: Marcos Paquetá
Por que marcou: Desacreditada no início, foi à forra contra Argentinos, algozes em 1995 e 1997, e espanhóis, carrascos em 1999.
Quem não vingou: Alcides



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