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CSP'09: diário de bordo 1

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Pedro Venancio - 26/11/2008

A Copa São Paulo de Futebol Júnior abre a temporada do futebol brasileiro todos os anos com o mesmo repertório de clichês jornalísticos; uns dizem que está muito inchada, com seus 88 clubes. Outros, que se tornou um balcão de negócios, tamanho é o assédio dos empresários presentes sobre os jovens. Alguns sustentam a tese de que o “charme” da Copinha morreu. A maioria abraça todos os bordões acima e às vezes se esquece dos protagonistas do campeonato: os meninos.

Pensar em divisões de base é pensar em garotos jogando bola. Em meninos que disputam lugares em times com milhares de outros meninos. Cada um com seu temperamento, seu sonho, sua história de vida. Todos disputando o passaporte para uma conta bancária polpuda, o ingresso no mundo do show-business. Para acompanhar os protagonistas da Copinha, Olheiros criou uma nova seção.
 
Atualizada aos domingos e quartas-feiras, “Diário de Bordo” irá relatar a saga de uma equipe nordestina rumo à Copinha. A equipe escolhida foi o Maranhão Atlético Clube, ou MAC, de São Luís-MA. Seguiremos todos os passos do time maranhense e vamos nos encontrar por aqui, duas vezes por semana, com notícias da preparação e do desempenho atleticano no torneio.

O clube

Fundado em 24 de setembro de 1932, o Maranhão Atlético Clube (MAC) é o que pode se chamar de um clube formador. O clube possui escolinhas de todas as categorias, desde o mirim até os juniores, além do time profissional. De lá, saíram jogadores como Jackson, meia do Vitória, Marabá, volante ex-Goiás e São Caetano, e Róbson (o Robgol), ex-Paysandu e Santos, entre outros clubes.

O MAC conquistou 13 títulos maranhenses no profissional. O último deles foi em 2007, quebrando um jejum de oito anos. Sua torcida é a terceira maior de São Luís e, segundo os torcedores rivais de Sampaio Corrêa e Moto Club, cabe dentro de um fusquinha. Seu torcedor mais famoso é o compositor Zeca Baleiro.

Sua camisa tem quatro cores: azul, branco vermelho e preto. O quadricolor de São Luís também é conhecido como Macão ou Machão da Ilha, em referência à ilha de São Luís. Ou Bode Gregório, em alusão ao mascote do time. Na final do Campeonato Maranhense de 2007, um torcedor chegou a levar um bode, devidamente vestido com o uniforme atleticano, para o Estádio Nhozinho Santos, local da partida.

A preparação

O Maranhão disputará a Copinha como campeão maranhense sub-18. A equipe venceu os dois turnos do campeonato e garantiu o título por antecipação, sem a necessidade de finais.

Após o campeonato, o time se reforçou. Do Paraná Clube, veio o goleiro Diego, com passagem pela seleção brasileira sub-15. O volante Jean, que chegou após passagem pelo Vasco, vem com o aval do técnico Toninho Barroso, que não poupou elogios ao seu futebol.

O treinador Álvaro Serafim ainda faz experiências para definir o grupo que vai viajar para Embu das Artes, interior paulista. No grupo atleticano, estão Goiás, Pão de Açúcar e Mirassol.

O diretor das divisões de base do clube, Kenard Rocha (foto), se mostrou muito otimista com a participação do clube na competição nacional. “Acredito muito no trabalho desses meninos. E tenho estrela”, declara Kenard, que implantou várias mudanças na rotina de trabalho da gurizada. “Antes, eles treinavam apenas três vezes por semana. Agora treinam todos os dias e, quando possível, em dois períodos”, afirma o diretor, que foi jogador do clube na base.

Primeira parada: Rosário (Estádio Serejão)

No sábado (22), a equipe foi até Rosário, interior do estado. O jogo era um amistoso contra o Felipinho, campeão da liga amadora rosariense.

Rosário é uma cidade calma, tranqüila, com cerca de 40 mil habitantes, localizada a 70 km de São Luís.

Saímos por volta das 14h de São Luís, num microônibus. Chegamos ao Estádio Serejão mais ou menos uma hora depois.

Ao chegar no estádio, duas coisas me chamaram a atenção:

O Serejão fica em frente ao cemitério da cidade. Os túmulos e as arquibancadas são separados apenas por uma avenida, e pelo muro que cerca o estádio.

Também fiquei impressionado com o estacionamento de bicicletas, dentro do estádio. Mais precisamente, nas arquibancadas. Algo muito comum em estádios do interior, mas que vale a pena ser registrado.

No jogo, 3 a 1 para o MAC. Gols de Marvin, Rafael e Danilo. O time passou por dificuldades, mas soube vencer a partida na metade do segundo tempo.

O técnico Álvaro Serafim classificou a atuação como positiva, mas reconheceu que a equipe precisa melhorar.

Após a partida, fotos e mais fotos. Uma comemoração simples, mas alegre. A equipe se reapresentou na segunda-feira e, no domingo, enfrenta o Flamengo-PI, no Estádio Nhozinho Santos, às 9h. Até a próxima!



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