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CSP'09: diário de bordo 3

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Pedro Venancio - 03/12/2008

A derrota do MAC para o Flamengo-PI por 2 a 0, no último domingo, serviu como alerta para jogadores, comissão técnica e diretoria atleticana. A equipe teve o domínio territorial da partida, mas tomou um gol de contra ataque no final do primeiro tempo, e outro no segundo, originado em um chutão para frente.

Os gols do Rubro-Negro foram marcados por Artur e Rirochi, mas o destaque da equipe foi o meia Inácio. Franzino, rápido e driblador, o camisa 8 comandou as ações da equipe piauiense nos 45 minutos em que esteve em campo (o Flamengo trocou os onze jogadores para o segundo tempo). O goleiro Jackelan, com defesas precisas, também mostrou qualidade.

Do lado quadricolor, o lateral Riba (foto) se destacou pela lucidez no apoio ao ataque, assim como o atacante Raynon, que deu muito trabalho para a defesa piauiense. O camisa 11 do Maranhão acabou sendo castigado injustamente ao desperdiçar um pênalti sofrido por Rafael aos 20 minutos do segundo tempo.

Após o jogo, o discurso no vestiário era triste, mas esperançoso. Riba resumiu o sentimento dos jogadores: “A hora de errar é agora. O momento é de aprender a lição, levantar a cabeça e dar o troco nos caras, na casa deles”.

As duas equipes voltam a se enfrentar no próximo fim de semana, em Teresina, em um torneio quadrangular preparatório. Ceará e Parnaíba-PI também participam da competição.

Goleiro bandeirinha

O trio de arbitragem geralmente passa despercebido em amistosos de categorias de base. Em amistosos, então, a preocupação com os homens do apito não é prioritária, e os improvisos são freqüentes.

Em Belém, por exemplo, MAC e Paysandu disputaram um amistoso sem a presença dos bandeirinhas. No domingo, apenas um assistente da federação compareceu ao Estádio Nhozinho Santos, local da partida.

O “jeitinho” encontrado foi improvisar o goleiro Diego como segundo assistente. E o goleirão não decepcionou: marcou cinco impedimentos, para aplausos dos cerca de 200 torcedores que acompanharam a partida.

Perguntado sobre a experiência, Diego caiu na gargalhada e disse: “É complicado...”.

Piauienses na praia

A rivalidade entre Maranhão e Piauí é ferrenha, mas quase sempre vivida com bom humor pelos dois lados. Na Copa do Mundo de 1970, por exemplo, só os piauienses puderam assistir ao vivo, pela TV, os lances de Pelé, Tostão, Rivelino, Jairzinho e companhia.

A ausência de sinal fez com que muitos maranhenses atravessassem a fronteira só para assistir aos jogos. Quem foi, deu de cara com várias faixas espalhadas pela cidade com os dizeres: “Bem vindos à Guadalajara”.

Para retrucar, os maranhenses responderam um mês depois, nas férias de julho. “Bem vindos a Miami”, diziam as faixas espalhadas em São Luís, em alusão ao fato da capital piauiense ser a única do nordeste longe do litoral, e, portanto, sem praia.

E depois do jogo, os rubro-negros do Piauí foram ver o mar. Não os acompanhei, mas deve ter sido uma farra boa. Depois do almoço, os flamenguistas voltaram para Teresina para dar seqüência na preparação para a Copinha. Eles jogarão em Campinas, onde enfrentam Guarani, Campinas e Brasiliense.

Flamengo-PI acredita no sucesso

Os piauienses também estão levando a Copinha a sério. O Flamengo-PI, representante do estado na competição, busca mais uma vez calar a boca de técnicos preconceituosos, como Marcos Vizolli (vide empate do Piauí contra o São Paulo, no ano passado) e pregar peças em equipes mais renomadas no cenário nacional, como Brasiliense e Guarani. Em bate-papo com Olheiros, o diretor de futebol, Jankel costa, contou mais detalhes sobre a preparação rubro-negra. Confira!

Olheiros - Como está a preparação do Flamengo para a Copinha?

Jankel Costa - Estamos bem, fomos campeões piauienses da categoria e agora estamos fazendo uma série de amistosos de preparação. Empatamos com o Ceará em Fortaleza e, além desse jogo de hoje (vitória do Flamengo sobre o MAC por 2 a 0, em São Luís), faremos um quadrangular no próximo fim de semana, em Teresina, contra o próprio MAC, Ceará e Parnaíba.

Olheiros - É um intercâmbio que não havia em anos anteriores...

Jankel - Realmente não tínhamos esses amistosos, que podem auxiliar muito na preparação de todos, pois acostumam os garotos às viagens e nos ajudam a traçar um parâmetro e saber em que nível estamos.

Olheiros - Dessa equipe do Flamengo-PI, quem, na sua opinião, pode se destacar em São Paulo?

Jankel - Temos bons jogadores, como o goleiro Jackelan, o volante Teté e o meia Inácio. Mas outros também podem se sobressair.

Olheiros -  Como está sendo planejada a viagem até São Paulo?

Jankel - A idéia é ir de avião, mas se não der, teremos que ir de ônibus mesmo e encarar as "trocentas" horas de estrada. Pretendemos levar 22 jogadores e deixar os outros de sobreaviso, para qualquer eventualidade.

Olheiros - Em um grupo com Brasiliense, Campinas e Guarani, é possível passar de fase?

Jankel - Nossa expectativa é essa. Quanto mais longe nosso time chegar, mais visibilidade terá. Acredito muito no potencial de nossos jogadores.



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