Pedro Venancio - 10/12/2008
O MAC se sagrou campeão do quadrangular preparatório para a Copinha, disputado em Teresina, no último fim de semana. Na semifinal, no domingo, venceu o Ceará por 2 a 0, com gols de Rafael e Alex. Na final, realizada na segunda-feira (feriado para maranhenses e piauienses), nova vitória; 3 a 1 contra o Flamengo-PI. Rafael, Alex e Índio marcaram e decretaram a vingança quadricolor contra o rubro-negro piauiense, que os havia derrotado em São Luís por 2 a 0 na semana passada.
Não pude ir a Teresina por compromissos profissionais, mas acompanhei o clube por telefone e bati um papo com os preparadores físicos Danilo Arouche e Rafael Durans, na terça-feira.
Eles me disseram que o time foi excelente coletivamente. “Todos foram muito bem, do Diego Santos, goleiro ao Rafael, centroavante.”, afirmou Danilo.
O trio de ataque, composto por Alex, Raynon e Rafael, imprimiu muita velocidade nos jogos e comandou as vitórias. Meio campo e defesa também deram conta do recado, além do goleiro Diego Santos, que jogou com Tales, Giuliano e Alex Teixeira, entre outros, na Seleção Brasileira sub-15.
O dado negativo fica por conta da arbitragem. Na segunda partida, contra o Flamengo-PI, o juiz piauiense ameaçou expulsar o lateral Juninho apenas porque o jogador estava com os meiões abaixados. Depois, expulsou o treinador de goleiros, Jorge Gama, e o zagueiro Marvin, em decisões muito contestadas. Revoltado, o diretor das divisões de base do clube, Kenard Rocha, tirou o time de campo no fim do primeiro tempo.
Preparo físico
Após a viagem, Danilo Arouche era só felicidade. Enalteceu a dedicação dos jogadores e se mostrou contente com o próprio trabalho. Afinal, foram dois jogos em dias seguidos e o time suportou muito bem.
É a segunda Copinha de Danilo. Na primeira, como jogador, defendeu o Sampaio Corrêa em 1998. Empatou três vezes. Está, portanto, invicto na competição.
Um ano antes, participou da campanha do título da Série C invicto do Sampaio, na equipe profissional, com apenas 18 anos. O time tinha nomes como Adãozinho, ex-Palmeiras, Arlindo Maracanã, lateral vice-campeão da Série B com o Avaí, e Válbson, meia maranhense que teve boa passagem pelo Fluminense em 2001. “Eu era um volante técnico, clássico, que não dava chutão”, lembra Danilo.
Pouco depois, teve de abandonar o futebol por causa de seguidas lesões. Estudou, se formou em Educação Física, trabalhou como auxiliar da preparação física no Sampaio Corrêa e assumiu o MAC no dia 7 de outubro, para condicionar a equipe para a Copinha. Sempre tranqüilo e sorridente, vê com bons olhos a volta aos gramados paulistas, desta vez fora do campo. “É uma das competições mais importantes da base mundial, é gratificante poder estar lá novamente”.
Seu auxiliar, Rafael Durans, tem 26 anos e trabalhou na escola maranhense de cegos. Apaixonado pela profissão, afirma que ir à Copinha é um sonho prestes a ser realizado.
A dupla promete que o MAC vai voar baixo em janeiro. É esperar para ver.
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