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CSP'09: diário de bordo 6

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Pedro Venancio - 14/12/2008

Dentro de campo, Diego Santos é um goleiro seguro, ágil e com uma reposição de bola excepcional. Com passagens por Fluminense, Paraná e seleção brasileira sub-15, não fica abaixo de garotos como Vladimir, Agenor ou Rafael.

Fora, é um menino extrovertido e humilde que algumas vezes meteu os pés pelas mãos na vida e agora está disposto a reerguer a carreira.

Com a convivência, ficamos próximos e acabamos fazendo uma aposta em cobranças de pênalti. Eu bateria cinco, e se fizesse um, ganhava uma coca-cola. Caso ele pegasse todos, eu pagaria.

Fiz dois. E ele cumpriu a aposta. Jantamos outro dia, e ele me contou um pouco de sua carreira.

Lembrou de quando, aos 13 anos, chegou ao Fluminense, junto com os gêmeos Fábio e Rafael, além de Maicon e Maurício, que hoje está no Villarreal e já foi entrevistado por Olheiros.

Ao desembarcar no Flu, se deslumbrou e começou a sair com os mais velhos para “baladas” e farras. Era o início do fim Na semana em que ia assinar contrato, se envolveu em uma confusão e acabou mandado embora de Xerém. “Saí com os meninos dos juniores e teve uma briga. Eu não briguei, mas acabou sobrando para mim, pois era o menor deles”, relata o goleiro, mostrando arrependimento.
 
Foi parar no Paraná Clube, onde chegou à seleção brasileira sub-15. “Aquele time era uma máquina. O Bernardo joga demais, assim como Talles, Alex Teixeira, e Choco.”, lembra. Na ocasião, Diego foi reserva de Luís Carlos, do Inter.

Dos tempos de Paraná, ficou a amizade com Giuliano, meia da seleção sub-20, e elogios que deixariam qualquer um bem longe do chão, como o de Zetti, ex-goleiro que foi técnico paranista em 2006. “O Zetti me disse: você é um goleiro nato. Isso nunca saiu da minha cabeça”. Outro que gostava de seu futebol era Caio Junior. “Ele dizia para mim: trabalhe, que você terá uma oportunidade”.

Em fevereiro, o goleiro rescindiu com o Paraná. Ficou sem clube, engordou e trocou a bola pelas noitadas. “Quando a gente é adolescente, acha que tem opinião própria, mas vai muito pela cabeça dos outros e acaba fazendo besteiras”, reconhece.

O goleiro chegou a desistir do futebol, mas um encontro entre seu pai, Maurício e o diretor do MAC, Kenard Rocha, mudou suas perspectivas. “Meu pai conheceu o Kenard em uma viagem de avião, e ali começou minha história no MAC”, explica Diego, que aponta o pai como principal incentivador de sua carreira. “Ele me apóia muito e busca sempre o melhor para mim”.

Em São Luís, o goleiro se diz muito feliz com a cidade, o clube e os companheiros. “Os meninos são fora-de-série. Agradeço todos os dias a oportunidade que estou tendo de recomeçar aqui no MAC”, afirma o camisa 1, que promete arrebentar na Copinha e dar a volta por cima. “Aprendi com os erros e tenho a certeza de que vou reerguer a minha carreira”, finaliza.

Sub-17 Campeão

A equipe sub-17 do MAC garantiu, no sábado, o título da Copa Multisport, com uma vitória sobre o CFC (Centro de Formação de Craques) por 2 a 1. Os gols do time atleticano foram marcados por Rafael e Eduardo. Ambos irão para São Paulo, defender o Bode na Copinha.



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