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Gustavo Vargas - 14/01/2009

Conforme salientou o amigo Maurício Vargas no balanço da primeira fase, toda edição da Copa São Paulo tem seu lado B. Muitas equipes pequenas, algumas sem estrutura e outras carentes de maior qualidade, acabam sucumbindo à árdua tarefa de disputar a principal competição de base do país, e, sem deixar saudades, dizem um adeus precoce aos gramados paulistas. Contudo, há, também, aqueles coadjuvantes que causam boa impressão. E revelam valores interessantes...

Eliminado nos 16 avos de final pelo Fluminense-RJ, o Rio Claro foi um dos pequenos que agradou a todos. Na primeira fase, os comandados do técnico Sérgio Rosa venceram Juventus-AC e Ceará, e por pouco não arrancaram um empate do São Paulo, que vinha de um 10 a 0 sobre os acreanos. Diante do Flu, a eliminação veio com uma derrota injusta pelo placar mínimo. Garotos como o lateral-direito Cafu, o volante Nando, e os meias Geraldo – atleta da seleção sub-17 de Angola – e Rafael Paiva certamente mereciam melhor sorte.

No Sertãozinho, superado pelo Corinthians na mesma fase, destaque para o goleiro Cleriston, o zagueiro Tiago Estevam e o volante Jefferson. O primeiro, aliás, recebeu efusivos elogios durante as transmissões do Sportv, e, se bem trabalhado – nasceu em 1992 –, pode ser uma futura referência entre os profissionais do clube. Enquanto isso, Tiago e Jefferson, mesmo exercendo funções defensivas, foram responsáveis por três dos cinco gols marcados pelo time no certame.

Fora da segunda fase no detalhe, o ABC-RN apresentou um dos bons laterais-direitos desta edição: Paulinho, autor de um gol contra o Flamengo-RJ e de dois frente à União Barbarense, mostrou qualidade ofensiva e personalidade. O mesmo vale para o atacante Joãozinho, do Noroeste, de Bauru, que infernizou as defesas de Internacional, São José-SP e Araguaína-TO. Respaldado pelo meia Tiago, ele foi às redes em três oportunidades.

Batido apenas no saldo de gols pelo Vasco da Gama, no grupo Q, o anfitrião Lemense teve em Ednei e Francinei suas duas referências. Ambos, a exemplo dos meias Robertinho, do Mogi Mirim, e Cotrim, do Atlético Rondoniense, deram trabalho à defesa vascaína e saíram por cima, apesar da eliminação. Impacto semelhante teve o atacante Paraíba, melhor jogador e goleador do também eliminado Mirassol na ausência do meia sub-17 Nikão, agora no Palmeiras.

Já o Centro Sportivo Paraibano, zebra da primeira rodada ao empatar com o badalado Corinthians, revelou jovens como o goleiraço Vladmir e o volante Sueliton, dois dos principais responsáveis pela campanha sem derrotas no grupo S. Bruno Aquino (CENE-MS), Evandro (Campinas), Felipe (Taboão da Serra), Renan (União Barbarense), Ricardo Goulart (Santo André), Cauan (Marília-SP), Wesley (Força-SP), Capitão (São José-SP), Bismarck (CRB-AL) e Paulo Henrique (Castanhal-PA) são outros nomes que merecem lembrança.

Garotos como esses vão de encontro à tese de que o inchaço de clubes é prejudicial à Copa São Paulo. Não fossem 88 os participantes e nunca teríamos a oportunidade de conhecer um Geraldo, um Cleriston, um Ednei. Ninguém saberia da existência de Rômulo Maranhão e Bruno Chocolate, destaques do Marília-MA que, logo após a edição passada, foram contratados por Atlético-MG e Cruzeiro, respectivamente. É, a democratização pode abrir portas... E, claro, render bons frutos.

Pitaco do colunista

Em seu blog, o Blog do Ergos, este que vos escreve apontou cinco destaques da atual edição da Copinha que têm tudo para vingar entre os profissionais de seus clubes, muito provavelmente já em 2009. Os escolhidos foram Bernardo (meia, Cruzeiro), Marquinhos (meia, Internacional), Neymar (meia-atacante, Santos), Tiago Dutra (volante, Grêmio) e Wellington (volante/meia, São Paulo). Para ler, concordar, discordar, opinar e citar mais nomes, clique AQUI.



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