Gustavo Vargas e Pedro Venancio - 27/01/2009
Mais de 200 partidas. Três semanas de muita bola na rede, momentos de intensa emoção e a comprovação de que o futebol brasileiro continua revelando com maestria. Esses foram apenas alguns dos ingredientes presentes na 40ª edição da Copa São Paulo, encerrada no domingo (25) com o título do Sport Club Corinthians Paulista. Um torneio que, pelo segundo ano consecutivo, mereceu ampla cobertura do Olheiros, atento desde o primeiro até o último trilhar de apito.
A Copinha teve início em 3 de janeiro, com 12 jogos. Ali, já dava para perceber que equipes como São Paulo e Cruzeiro chegariam longe, respaldados, respectivamente, pelo faro de gol de Henrique e pela qualidade técnica de Bernardo, nomes que têm tudo para causar impacto entre os profissionais num futuro próximo. No fim das contas, contudo, foi justamente um time bastante criticado na estréia quem superou a todos e ergueu a taça: o Corinthians, de Adaílton Ladeira.
Como no ano passado, a principal competição de base do país quebrou alguns clichês. O tão criticado inchaço de participantes, por exemplo, novamente mostrou ser algo benéfico. Graças ao caráter democrático da Copa São Paulo, pudemos conhecer valores do quilate de um Nando, do Rio Claro, e de um Paulinho, do ABC-RN. Além disso, lances inesquecíveis, como o passe do supracitado Bernardo para o gol de Norberto, na vitória cruzeirense sobre o Baré-RR, evidenciaram que “a perda de charme” nada mais é que uma balela.
Pródiga no surgimento de talentos nos últimos anos, a Região Sul colocou duas equipes nas semifinais e, a exemplo de 2008, foi representada na decisão. Porém, o Atlético Paranaense não repetiu o feito do Figueirense, embora tenha nos brindado com a revelação de jogadores de imenso potencial. Não será surpresa se Manoel, Raul, Willian e companhia em breve figurarem entre os profissionais, e o mesmo vale para muitos outros atletas de times que mereciam melhor sorte.
A partir de agora, o Olheiros faz valer seu status de referência na cobertura das competições de base e de jovens jogadores, apresentando um balanço de tudo aquilo que aconteceu nos gramados paulistas durante as últimas semanas. É o ápice de uma mobilização que iniciou em dezembro passado com o levantamento de informações de cada um dos 88 clubes participantes, e que ainda contou com boletins diários, entrevistas e especiais. Confira! (Gustavo Vargas)
O campeão
Se não pode ser considerada exatamente uma surpresa, a conquista do Corinthians também não era uma barbada. O sétimo título do Timão na Copinha pode, tranqüilamente, ser contado sob a perspectiva do sofrimento de uma equipe desacreditada que surpreendeu a todos e levou o caneco. Uma história absolutamente comum no mundo do futebol, onde o imprevisto garante a graça do espetáculo, e as zebras, ou quase-zebras, sempre têm lugar garantido na história.
A campanha corintiana começou claudicante: o empate em 1 a 1 com o Centro Sportivo Paraibano-PB colocou em xeque a já questionada capacidade da equipe, e houve até comentários sobre uma eliminação na primeira fase. O atacante Marcelinho, porém, garantiu a classificação com quatro gols: três contra o Democrata-MG, em vitória por 3 a 0, e um contra o São Carlos, em vitória pelo placar mínimo. Ainda assim, ninguém levava muita fé.
A descrença continuou após os 16 avos-de-final, quando os corintianos eliminaram o Sertãozinho com um magro 2 a 1. Nas oitavas, vitória tranqüila por 3 a 1 sobre a Ponte Preta, mas, no compromisso seguinte, contra o Fluminense, o resultado de 3 a 0 pode enganar quem não viu o jogo. O Timão contou com belíssima atuação do goleiro André Dias e também do árbitro, que anulou um gol legítimo do Flu quando o placar marcava 0 a 0. Discussões à parte, os meninos estavam nas semifinais.
Os adversários seriam o Avaí, de Santa Catarina, que havia eliminado Vasco da Gama, Goiás e Paraná Clube. Os catarinenses abriram o placar no primeiro tempo com Cristian, após falha de comunicação entre a zaga alvinegra e o goleiro André Dias. No início da etapa final, Marcelinho empatou em bela cobrança de falta e levou o jogo para os pênaltis. Na disputa, vitória corintiana por 3 a 2 e passaporte carimbado para a grande final.
Na decisão, contra o Atlético Paranaense, o jogo se mostrava equilibrado até a controversa expulsão do zagueiro Bruno Costa, no início do segundo tempo. Depois disso, a pressão alvinegra aumentou, e os gols de Fernando Henrique e Jadson foram conseqüência. O Furacão descontou com Patrick, mas já era tarde: o Timão levantava a Copinha com méritos, alguns destaques e muito sofrimento.
Entre as revelações corintianas, dois jogadores despontam com muita força e podem, em breve, pintar nos profissionais: o lateral Bruno Bertucci e o atacante Marcelinho. O primeiro, dono de uma canhota poderosa, tem habilidade e velocidade de sobra para superar os marcadores e chegar à linha de fundo com facilidade. Seus cruzamentos da intermediária também levam muito perigo. Marcelinho, por sua vez, usa e abusa da habilidade e velocidade, com dribles em progressão vertical, além de finalizar com muita eficiência.
Outros que tiveram bom desempenho foram o atacante Fernando Henrique, o goleiro André Dias e o volante Lucas Sacha, que comandou o meio-campo da equipe durante toda a competição. O outrora badalado meia Boquita e o zagueiro Guilherme tiveram rendimento abaixo da média, e sacramentaram suas atuações com as expulsões na final, que, se tivessem ocorrido mais cedo, poderiam deixar o time em maus lençóis na partida. (Pedro Venancio)
A turma do Sul
Em 2008, o Figueirense surpreendeu a todos e levantou a Copa São Paulo pela primeira vez em sua história, revelando nomes como Gustavo, William Massari (atualmente no Porto, de Portugal), Maicon Talhetti e Marquinhos. Neste ano, contudo, o alvinegro de Santa Catarina ficou pelo caminho nas oitavas-de-final, quando caiu diante do Internacional. Na ausência de Talhetti, promovido aos profissionais, destaque para o meia Robertinho e o atacante Roberto Firmino.
O catarinense que fez bonito, desta vez, foi o Avaí. Liderado por Marcos Paulo, Medina e Cristian, a equipe do técnico Pereira deixou para trás favoritos como Vasco da Gama e Goiás, alcançando as semifinais. Porém, quis o destino que uma fatídica decisão por pênaltis contra o Corinthians, no Pacaembu, acabasse com o sonho alvi-azul. Ainda assim, a campanha merece ser saudada, e não há dúvidas de que muitos garotos deverão subir para o elenco profissional já em 2009.
Eliminado pelo próprio Avaí nas quartas-de-final, o Paraná Clube também apresentou valores de ótimo potencial, confirmando a qualidade de uma base que, recentemente, revelou Everton (Flamengo) e Giuliano (Internacional). São os casos de Bruno, Elvis e Maicon, que, juntos, compuseram uma trinca ofensiva responsável por 16 dos 18 gols do time no certame. O Palmeiras, de Deivid, Murilo Gomes e Felipe, e o bom Atlético Sorocaba foram duas das vítimas paranistas.
No entanto, o principal expoente sulino na 40ª edição da Copinha foi o Atlético Paranaense. Comandado por Marquinhos Santos, o Furacão causou impacto ao eliminar Grêmio, Fortaleza, Cruzeiro e São Paulo, todos considerados favoritos. Mesmo com a derrota para o Corinthians na decisão, o despertar de nomes como o goleiro Santos, o imponente zagueiro Manoel, o impetuoso ala-direita Raul, os ótimos volantes Willian e Fransérgio, e o atacante Patrick, que ofuscou Eduardo Salles, deixou no ar um sentimento de missão cumprida.
A campanha do Atlético teve início com um modesto empate sem gols com o Porto-PE. Em seguida, todavia, uma vitória de 2 a 0 sobre o Paulista, de Jundiaí (gols de Willian e Patrick), colocou as coisas no eixo, enquanto a goleada por 10 a 0 diante do anfitrião Jacareí mostrou que a equipe não estava para brincadeira. Na fase de 16 avos-de-final, contra o Grêmio atual campeão brasileiro sub-20, uma comprovação de força: 2 a 1, ao natural, e com dois tentos de Raul.
Diante de um Fortaleza dono do futebol mais vistoso da primeira fase, a vitória veio nos pênaltis após empate em 1 a 1. Começava a brilhar a estrela de Santos, autor de duas defesas. Já no compromisso seguinte, frente ao Cruzeiro, uma partida inacreditável marcou a conquista da vaga nas semifinais. Depois de abrir 3 a 1 no placar, o Furacão tomou a virada e viu a eliminação bater na porta. Contudo, gols de Fransérgio e Marcelo, nos minutos finais, culminaram no 5 a 4.
Nas semis, a vítima foi o São Paulo. No triunfo por 2 a 1, os gols foram de Raul e Marcelo, mas o herói acabou sendo Santos, que defendeu um pênalti cobrado por Oscar nos acréscimos do segundo tempo. O resultado colocou os paranaenses na decisão, onde o adversário seria o Corinthians. Com um jogador a menos – Bruno Costa foi expulso – o Atlético sucumbiu à camisa corintiana e ao apoio dos torcedores que lotaram o Pacaembu. (Gustavo Vargas)
Eles mereciam melhor sorte
O São Paulo foi a equipe que apresentou o melhor futebol da Copinha. Revelou um bom centroavante, Henrique, um excelente meia, Oscar, e o zagueiro Bruno Uvini, além dos já conhecidos da edição de 2008, Wellington e Bruno Formigoni. Fez a melhor campanha da primeira fase e poderia tranquilamente ter disputado o título, mas ficou nas semifinais pelo segundo ano consecutivo, sendo eliminado pelo Atlético Paranaense num jogo emocionante até o fim.
Já o tetracampeão Internacional mostrou bons talentos, mas esbarrou na ineficiência de alguns de seus jogadores. Os laterais Daniel e Rafael Forster não conseguiam sair para o jogo, e o time ficava engessado pelo meio. O volante Juliano Pacheco e o meia Marquinhos, ambos canhotos, se destacaram na equipe, que poderia ter ido mais longe caso não topasse com o São Paulo nas quartas-de-final.
Junto com o Atlético Paranaense, o Cruzeiro protagonizou a melhor partida da Copinha quando, após várias reviravoltas, foi eliminado por 5 a 4, também nas quartas-de-final. O badalado Bernardo confirmou as expectativas e saiu como artilheiro da competição, com nove gols. Dudu, Norberto e Mateus também se sobressaíram e surpreenderam muita gente. Fica a certeza de que os campeões de 2007 continuam fazendo um bom trabalho na base.
O Fluminense, por sua vez, mostrou muita qualidade no setor de meio-campo, com os volantes Neves e Raphael Augusto, e o meia Wellington. A derrota para o Corinthians, que custou a eliminação, foi completamente casual, e muitos tricolores ficaram contentes ao ver Wellington, estrela do time, esbanjar talento. O atacante Dori, autor de belos gols no torneio, também merece destaque.
Com pelo menos três excelentes jogadores do meio para frente, o Santos também poderia ter ido além na competição. O trio formado por Alan Patrick, Neymar e André cumpriu excelente papel na primeira fase e passou por cima do Guarani sem tomar conhecimento. Nas oitavas, enfrentou o Cruzeiro de Bernardo e caiu de pé, com uma derrota por 2 a 1. Outras boas revelações da equipe santista foram o zagueiro Dudu, o lateral Ânderson Planta e o meia Dênis.
O Fortaleza veio com o mesmo quarteto de ataque do ano passado, e poderia ter ido mais longe caso Bambam não estivesse suspenso contra o Atlético Paranaense. Ainda assim, o Tricolor do Pici só entregou a vaga nos pênaltis, após empate por 1 a 1. Bismarck, Adaílton, Marllon e o goleiro Roberto tiveram excelentes atuações, mas esbarraram na falta de sorte e de um banco à altura. Ainda assim, o Fortaleza foi a melhor equipe nordestina na competição pelo segundo ano seguido.
Goiás e Grêmio também apresentaram boas equipes, mas ficaram pelo caminho. O esmeraldino sofreu com muitos desfalques no jogo contra o Avaí, enquanto os gaúchos, que entraram badalados após a conquista do Brasileiro Sub-20, pagaram pelos erros da própria defesa no jogo contra o Atlético Paranaense. Marcos Paullo, Lusmar e Marcus Vinícius, para os goianos, e Bruno Renan, Tiago Dutra e Wesley, para os gremistas, merecem ser observados mais de perto. (Pedro Venancio)
Democracia acima de tudo
Criticar a Copa São Paulo virou lugar comum para a imprensa “especializada”. Muitos dizem que o torneio perdeu o charme e, diante do inchaço de participantes, tornou-se atrativo apenas para empresários. Esses críticos esquecem, porém, que a Copinha surge como a única oportunidade que muitos clubes possuem de revelar seus valores para o país. Quando, no “tempo do charme”, um Atlético Rondoniense da vida teria a chance de mostrar ao país jogadores como o meia Cotrim?
Cotrim, aliás, foi apenas um dos tantos garotos dos chamados “pequenos” que brilharam nos gramados paulistas. A lista é ampla, e alguns nomes chegaram a ser abordados na coluna Ficha Amarela do dia 14 – clique AQUI para ler. Nessa lista de jovens pouco badalados, inclusive, também podem ser citados diversos outros valores. São os casos, por exemplo, do lateral-direito Patrick, do meia Danilo e do atacante Gláucio, do América-MG, time que merecia melhor sorte.
No Atlético Sorocaba, uma das melhores equipes do interior paulista, destaque para Danilinho, John Lenon e Peterson. Com gols e boas atuações, eles ajudaram a sepultar Bahia, União São João e São Caetano, atual vice-campeão estadual sub-20. Enquanto isso, no Grêmio Barueri, a expectativa fica por conta do aproveitamento de Rhayner entre os profissionais já em 2009. Ao lado de Portuga e Willian, o meia brilhou numa campanha interrompida pelo São Paulo.
Quem já cavou espaço no time profissional foi Tinga, da Ponte Preta. Em sua segunda Copinha, o meio-campista “comeu a bola” e, destoando dos companheiros, colaborou diretamente na eliminação de Coritiba e São Bernardo, na primeira fase, e da Portuguesa, dos bons Vinícius, Fernando, Henrique e Pirajú, nos 16 avos-de-final. Igualmente campineiro, o atacante Romário, do Guarani, deixou boa impressão, a exemplo de seu xará do Rio Branco, de Americana, equipe que ainda revelou o goleiro Pegorari.
Pegorari, diga-se, pode estar acertando sua ida para o Palmeiras e seguir o caminho que muitos jovens trilham após brilhar na Copinha. Foi o que ocorreu com Felipe, do mesmo Rio Branco, no ano passado, que, respaldado pelo vice-campeonato, acabou contratado pelo alviverde. E como esquecer de Rômulo e Bruno Chocolate, destaques do Marília-MA que, graças a vitrine dos gramados paulistas, cavaram transferências para Atlético Mineiro e Cruzeiro, respectivamente?
Sobrinho de Zé Alcino, o atacante Samuel Rosa, do São José-RS, agradou tanto que virou alvo do Internacional. Fadado a trocar o Passo d’Areia pelo Beira-Rio, ele poderá ter o mesmo destino do volante Sandro, destaque do Londrina-PR na edição de 2007 e, hoje, titular absoluto da seleção brasileira sub-20. Aquele Londrina, aliás, ainda contava com o lateral-esquerdo Helder, do Grêmio, clube que, no ano passado, buscou Wesley no Sertãozinho e Cleiton no Americano-MA.
Sempre existirão bizarrices, lógico, e um especial do colunista Lincoln Chaves, na quinta-feira, abordará isso. Mas, fosse a Copa São Paulo uma competição elitizada, e histórias como as de Bruno Chocolate, Sandro e companhia nunca aconteceriam. Esse é o lado legal da Copinha. A oportunidade, a possível realização de um sonho por quem sonha em vencer no futebol. Criticar o inchaço de participantes quando se está no centro do país é cômodo demais. (Gustavo Vargas)
Futuros craques
A diferença entre juniores e profissionais costuma ser grande, e nem sempre um craque na base corresponde quando chamado aos profissionais. Entretanto, algumas apostas são óbvias demais para não serem feitas, e vários jogadores na Copinha que já treinam entre os profissionais de seus clubes vivem a expectativa de serem aproveitados ainda em 2009, quando, na melhor das hipóteses, estarão no seu penúltimo ano de júnior.
O cruzeirense Bernardo, artilheiro da competição, já foi relacionado por Adílson Batista para a partida de estréia da Raposa no Campeonato Mineiro, contra o Uberlândia. O dublê de volante e meia, no entanto, terá de enfrentar uma concorrência numerosa nas duas posições. Henrique, Fabrício, Marquinhos Paraná e Ramires, para a cabeça-de-área, além de Gerson Magrão, Wagner e Camilo. Se repetir as atuações dos juniores, tomará a posição de assalto tranqüilamente.
No Fluminense, alguns meninos também podem aparecer. O centroavante Dori passou pelos profissionais já no ano passado, e pode pintar como alternativa a Roger e Leandro Amaral. Seus companheiros de base, Maicon, Tartá e Alan, também lutam por uma vaga. O /92 Wellington é outro que pode subir a qualquer momento e compor o elenco tricolor que conta com o habilidoso argentino Conca, e os instáveis Leandro Bonfim e Leandro Domingues.
Oscar, Henrique e Wellington podem ter chances no time principal do São Paulo. A equipe pretende poupar jogadores no Paulistão, o que abrirá espaço para os jovens jogadores. O primeiro leva ligeira vantagem por contar com a admiração confessa de Muricy Ramalho e não possuir concorrentes com as mesmas características. Henrique enfrentará Borges, Washington, Dagoberto e André Lima, enquanto Wellington terá que superar os excelentes e jovens Hernanes e Arouca.
Neymar, badalado desde os 13 anos, pode subir para os profissionais do Peixe a qualquer momento, mas primeiro passará um tempo a mais nas mãos do técnico Narciso, nos juniores do clube. A diretoria avalia que o garoto ainda é muito jovem e precisa evoluir fisicamente para poder encarar as divididas dos zagueiros mais velhos. Tecnicamente, porém, não há dúvidas sobre o potencial do garoto, freqüentemente comparado a Robinho.
No Internacional, o canhoto Marquinhos já subiu para os profissionais. Canhoto, habilidoso e rápido, o jogador terá de enfrentar uma concorrência absolutamente desleal pela posição. Alex, D’Alessandro, Andrezinho, Taison, Tales e Giuliano podem adiar o progresso do jovem meia. O volante Juliano Pacheco também mostrou qualidade com a perna esquerda e pode, em breve, figurar no onze inicial do técnico Tite.
Além desses garotos, muitos outros podem subir para os profissionais de seus clubes e surpreender. A história do futebol está cheia de casos de jogadores menos badalados que se firmam e alcançam seus objetivos. O sucesso da carreira de um jogador depende de uma série de fatores, e, às vezes, um menino que andava esquecido na base estoura nos profissionais e cala a boca dos apostadores de plantão. Não se surpreenda, portanto, se algum jogador pouco badalado chamar para si os holofotes e destronar esses protótipos de craques. O futebol, afinal, é isso, improvável, fascinante e impossível de prever. (Pedro Venancio)
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